ABENÇOADOS PARA ABENÇOAR

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ABENÇOADOS PARA ABENÇOAR

Salmo 67

[Ao regente do coral: cântico; salmo para ser acompanhado com instrumentos de cordas.]1Que Deus seja misericordioso e nos abençoe. Que a luz de seu rosto brilhe sobre nós. Interlúdio2Que teus caminhos sejam conhecidos em toda a terra, e tua salvação, entre as nações de toda parte. 3Que os povos te louvem, ó Deus, sim, que todos os povos te louvem.4Que o mundo inteiro cante de alegria, pois governas os povos com justiça e guias as nações de toda a terra. Interlúdio5Que os povos te louvem, ó Deus, sim, que todos os povos te louvem.6Então a terra dará suas colheitas, e Deus, o nosso Deus, nos abençoará ricamente. 7Sim, Deus nos abençoará, e todos os habitantes da terra o temerão.

A ROTA A SEGUIR

Nosso propósito com esse salmo é descobrir os desejos pétreos de Deus para a humanidade que ele mesmo criou. Faremos isto hoje à noite, quando, Deus permitindo, voltaremos a este salmo. Antes, porém, analisaremos a estrutura e a fundação do salmo.

Enxergar o alicerce e a estrutura de qualquer texto bíblico nos guarda não só de interpretações equivocada, mas também de fazermos aplicações alheias à intenção original do autor sagrado. Então, vejamos, primeiro, o alicercedo salmo; depois, a estruturado salmo; daí, extrairemos a liçãoprincipal do salmo; e por fim, hoje à noite, os desejosde Deus revelados nesse salmo.

O ALICERCE DO SALMO

A maneira como os versículos 1 e 2 se relacionam um com o outro enraíza firmemente esse salmo na maneira como Deus está trabalhando na história para salvar o mundo. Observe a conexão entre a bênção de Deus a Israel(que é o “nós” do versículo 1) e Israel como bênçãopara as nações (verso 2):

1Que Deus seja misericordioso e nos abençoe [note essas palavras!]. Que a luz de seu rosto brilhe sobre nós. Interlúdio2Que [note, agora, o objetivo de Deus em abençoar Israel] teus caminhossejam conhecidos em toda a terra, e tua salvação, entre as nações de toda parte.

Essa conexão entre ser abençoadoe ser uma bênçãopara as nações implica em que o salmista está enraizando sua oração (o Salmo 67 é uma oração, uma oração cantada!) em Gênesis 12.1-3, quando Deus chamou e abençoou Abrão. Ouça:

1O SENHOR tinha dito a Abrão: “Deixe sua terra natal, seus parentes e a família de seu pai e vá à terra que eu lhe mostrarei. 2Farei de você uma grande nação, oabençoareie o tornareifamoso, e você será uma bênção para outros. 3Abençoareios que o abençoarem e amaldiçoareios que o amaldiçoarem. Por meio de você, todas as famílias da terra serão abençoadas”.

Lembre-se, portanto, que esta oração no Salmo 67 (uma espécie de bênção sacerdotal ou araônica — Nm 6.24-26) não está suspensa no ar, sem conexões com (preste bastante atenção à esta frase!) o modo histórico de Deus de salvar o mundo. Ela está enraizada na aliança ou no pacto de Deus com Abraão. O salmista apenas atualiza esse pacto e o ora, suplicando a Deus o seu cumprimento.

É assim, pois, que devemos enxergar os pactos de Deus — suas promessas. Atualizá-los e orá-los, à luz do modo histórico de Deus salvar o mundo. Sob pena de, se assim não o fizermos, transformarmos as promessas de Deus — os pactos de Deus, o evangelho de Deus — em evangelho daprosperidade ou evangelho que trazprosperidade (como ouvi da boca de um pregador numa rádio aqui de Goiânia: “Eu não prego evangelho daprosperidade, mas evangelho que trazprosperidade!”). Pra mim, dá na mesma. Afinal, evangelho não traz prosperidade. Evangelho traz salvação, leva-nos a Deus. Ouça o resume de Pedro (1Pe 3.18):

Pois Cristo também sofreu por nossos pecados, de uma vez por todas. Embora nunca tenha pecado, morreu pelos pecadores a fim de conduzi-los a Deus.

Paulo disse que a vida vivida no corpo é para a prosperidade do evangelho que salva o pecador e o conduz de volta a Deus, por intermédio de Cristo. Ouça (Fl 1.20-24):

20Minha grande expectativa e esperança é que eu jamais seja envergonhado, mas que continue a trabalhar corajosamente, como sempre fiz, de modo que Cristo seja honrado por meu intermédio, quer eu viva, quer eu morra. 21Pois, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. 22Mas, se continuar vivo, posso trabalhar e produzir fruto para Cristo. Na verdade, não sei o que escolher. 23Estou dividido entre os dois desejos: quero partir e estar com Cristo, o que me seria muitíssimo melhor. 24Contudo, por causa de vocês, é mais importante que eu continue a viver.

Paulo mesmo, cheio do evangelho que era, não recebeu prosperidade material. Antes, o evangelho não lhe trouxe prosperidade, mas sofrimento. Ouça (2Co 6.8-10):

8Servimos quer as pessoas nos honrem, quer nos desprezem, quer nos difamem, quer nos elogiem. Somos chamados de impostores, apesar de sermos honestos. 9Somos tratados como desconhecidos, embora sejamos bem conhecidos. Vivemos à beira da morte, mas ainda estamos vivos. Fomos espancados, mas não mortos. 10Nosso coração se entristece, mas sempre temos alegria. Somos pobres, mas enriquecemos a muitos outros. Não possuímos nada e, no entanto, temos tudo.

Logo, o que nos faz pensar que o papel do evangelho é trazer prosperidade? Cobiça nos faz pensar assim, apenas cobiça! Amor ao dinheiro!

O que o evangelho de fato traz é contentamento em Cristo (“Para mim, o viver é Cristo” — Fl 1.21). Ouça o apóstolo (Fl 4.10-14):

10Como eu me alegro no Senhor por vocês terem voltado a se preocupar comigo! Sei que sempre se preocuparam comigo, mas não tinham oportunidade de me ajudar [financeiramente]. 11Não digo isso por estar necessitado [ele estava necessitado!], pois aprendi a ficar satisfeito com o que tenho. 12Sei viver na necessidade e também na fartura. Aprendi o segredo de viver em qualquer situação, de estômago cheio ou vazio, com pouco ou muito. 13Posso todas as coisas por meio de Cristo, que me dá forças. 14Mesmo assim, vocês fizeram bem em me ajudar na dificuldade pela qual estou passando.

O que o evangelho traz é Cristo, o maior de todos os tesouros (Mt 13.44). E se alguém se tornar próspero, que seja para investir na causa do evangelho de Cristo, assim como, apesar do grande sofrimento e da extrema pobreza (2Co 8.2), fizeram os filipenses (Fl 1.10) e os demais macedônios (2Co 8.1-2) — Filipos, Tessalônica e Bereia: eles investiram no avanço do evangelho de Cristo, sustentando e mantendo o apóstolo Paulo.

Se prosperidade ou a bênção material não for enxergada à luz do pacto de Deus com Abraão, à luz do que está dito aqui no Salmo 67 e em tantos outros lugares das Escrituras (especialmente no Novo Testamento), o evangelho de Deus será trivializado e transformado em meio de enriquecimento. O que não poderia estar mais longe da realidade bíblica. Ouça Paulo, escrevendo aos efésios (Ef 4.28):

Quem é ladrão, pare de roubar. Em vez disso, use as mãos para trabalhar com empenho e honestidade e, assim, ajudar generosamente os necessitados.

Ouça, mais uma vez, o nosso salmo (repetindo, atualizando a bênção araônica e abraâmica ou o pacto abraâmico) — Sl 67.1-2:

1Que Deus seja misericordioso e nos abençoe [note essas palavras!]. Que a luz de seu rosto brilhe sobre nós. Interlúdio2Que [note, agora, o objetivo de Deus em abençoar Israel] teus caminhos sejam conhecidos em toda a terra, e tua salvação, entre as nações de toda parte.

O salmista conclui com a mesma nota do início (vs. 5-7):

5Que os povos te louvem, ó Deus, sim, que todos os povos te louvem.6Então a terra dará suas colheitas, e Deus, o nosso Deus, nos abençoará ricamente. 7Sim, Deus nos abençoará,etodos os habitantes da terra o temerão.

Percebeu? Enxergar o alicerce desse salmo no pacto de Deus com Abraão (Gn 12.1-3), revelando o modo histórico de Deus salvar o mundo (i.e., abençoando uma nação ou um povo para que, de volta, eles abençoem as nações ou os povos com o evangelho de Deus = Cristo; abençoando pessoas que sustentarão obreiros e obras missionárias) nos guarda da maldição do evangelho da prosperidade ou do evangelho que traz prosperidade pela prosperidade, guarda-nos da cobiça e da idolatria do dinheiro.

Vamos dar um passo além.

Façamos o Salmo 67 ser biblicamente, cristocentricamente relevante para nós hoje, no século XXI. Penso que o salmista e Abraão e Deus, principalmente Deus, ficariam tristes conosco se assim não o fizéssemos. Ou seja: o cumprimento decisivo da aliança de Deus com Abraão — não o cumprimento final, mas o decisivo — foi a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a “semente de Abraão”. E porque Jesus, em toda a sua obra salvadora, é a semente de Abraão, todos, inclusive as pessoas das nações mais pagãs, unidas a ele pela fé, tornam-se filhas de Abraão e herdeiras de todas as suas bênçãos.

Confira comigo em Gálatas 3.13-14:

13Mas Cristo nos resgatou da maldição pronunciada pela lei tomando sobre si a maldição por nossas ofensas. Pois as Escrituras dizem: “Maldito todo aquele que é pendurado num madeiro”. 14Por meio de Cristo Jesus, os gentios [as nações] foram abençoados com a mesma bênção de Abraão, para que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.

E agora vejamos Gálatas 3.6-7, 9, 29:

6Da mesma forma, “Abraão creu em Deus, e assim foi considerado justo”. 7Logo, os verdadeiros filhos de Abraão são aqueles que creem. […] 9Portanto, todos os que creem participam da mesma bênção que Abraão recebeu por crer. […] Se você é de Cristo, então você é filho de Abraão, herdeiro de acordo com a promessa. 29E agora que pertencem a Cristo, são verdadeiros filhos [verdadeiras sementes] de Abraão, herdeiros dele segundo a promessa de Deus.

A soma de tudo é a seguintes:O plano de Deus é que todos os povos do mundo sejam abençoados. Para esse fim, ele escolheu o povo de Israel para levar sua revelação e sua bênção. Fez um pacto com eles de que os abençoaria e, assim, eles levariam essa bênção (a promessa messiânica) a todos os povos do mundo. E Deus cumpriu, decisivamente, essa aliança quando Jesus Cristo, a semente de Abraão, cumpriu toda a justiça de Deus e morreu pelo pecado e ressuscitou, para que qualquer um que nele crer, de qualquer povo da terra, torne-se um filho de Abraão e herde a bênção de Abraão — e assim seja abençoado pela bênção de Israel. Assim, o pacto abraâmico está sendo cumprido toda vez que alguém crê em Cristo.

Esse é o alicerce do Salmo 67. Agora a sua estrutura.

A ESTRUTURA DO SALMO

O Salmo 67 parece ter sido composto para ser cantado na festa que encerrava o tempo das colheitas (Êx 23.14-16). Isto se vê no versículo 6, o único que traz um verbo no passado: “a terra produziuo seu fruto” — a NVT colocou o verbo no futuro: “a terra darásuas colheitas”. Geralmente os salmos tratam da experiência pessoal do salmista. Aqui é diferente. Este salmo trata da experiência nacional: abençoados por Deus. E de seu fim: abençoados para abençoar as nações da terra. Vejam.

[V. 1]

1Que Deus seja misericordioso e nos abençoe. Que a luz de seu rosto brilhe sobre nós. Interlúdio

O início é com a nação se colocando debaixo da compaixão e da bênção de Deus. A boa colheita foi por causa disto (compaixão e bênção divinas).

A segunda parte do versículo ecoa a bênção araônica: Números 6.24-25. O que eles têm é bênção de Deus, fruto de sua compaixão. Não é capacidade própria. Boa lição: reconhecer como Deus tem sido compassivo para conosco e como nos tem abençoado para podermos abençoar (Gn 12.1-3).

Mas isto (abençoado para abençoar) se vê a seguir.

[VS. 2-3 e 5]

2Que teus caminhos sejam conhecidos em toda a terra, e tua salvação, entre as nações de toda parte. 3Que os povos te louvem, ó Deus, sim, que todos os povos te louvem. […] 5Que os povos te louvem, ó Deus, sim, que todos os povos te louvem.

O foco se desloca da colheita e da bênção para o mundo. A terra deve ver as bênçãos de Deus na vida e através da vida de seu povo e, por isto, crer.

Perguntemo-nos: nosso testemunho de vida tem levado alguém a crer? Olhando nossa vida, nosso entusiasmo pelo evangelho e o que Deus tem feito em nossa vida, as pessoas se sentirão estimuladas a crer? Usamos as bênçãos que Deus nos dá para a expansão do evangelho ou gastamos só com a gente mesmo?

A questão é tão forte no corpo do salmo que o versículo 3 se repete no 5. E a idéia retorna no fim do salmo, no versículo 7: “Sim, Deus nos abençoará, e todos os habitantes da terra o temerão.” (NVT). O mundo deve crer ao ver o que Deus fez em nossa vida e através de nossa vida. Somos abençoados para abençoar.

[V. 4]

4Que o mundo inteiro cante de alegria, pois governas os povos com justiça e guias as nações de toda a terra. Interlúdio          

Este versículo mostra dois verbos para os povos e dois para Deus. Os povos devem cantare se alegrar(o segundo é mais intenso que o primeiro — uma alegria crescente) em Deus. Os verbos para a ação de Deus mostram que ele julga(governa) e guia. É uma figura do reino de Deus: segurança, boa condução divina e alegria no Rei.

Após este conceito vem um Selá(pausa, interlúdio). Há duas pausas, dois momentos de reflexão: após o versículo 1 e após o versículo 4. Ajuntando os dois, temos a linha do salmo. O que Deus fez pelo seu povo ele quer fazer pelo mundo: abençoá-lo para ele abençoar. A Igreja tem a responsabilidade de fazer o reino avançar. Prossigamos.

[VV. 6-7]

6Então a terra dará suas colheitas, e Deus, o nosso Deus, nos abençoará ricamente. 7Sim, Deus nos abençoará, e todos os habitantes da terra o temerão.

“Deus nos abençoará [nos tem abençoado]” é a mensagem que aparece nos dois versículos (6 e 7). O salmo termina ligando início e fim. “Deus nos abençoe” (v. 1) e “Deus nos abençoará ricamente” (v. 6) e “Deus nos abençoará ricamente” (v. 7). É a bênção de Deus a nota dominante deste salmo, a bênção da vida, do sustento, da manutenção. Somos abençoados para abençoar. Ouça o versículo 7:

7Sim, Deus nos abençoará, e todos os habitantes da terra o temerão.

Abençoados para abençoar.

BÊNÇÃOS MATERIAIS

Há ainda um ponto que precisamos reforçar aqui no Salmo 67, dada a relevância para os tempos em que vivemos. É algo que perdura do início ao fim deste salmo. O salmo começa e termina com a conexão entre o povo de Deus sendo abençoado por Deus para que as nações sejam abençoadas por nós. Vimos isso nos versículos iniciais, 1-2:

1QueDeus seja misericordioso e nos abençoe. Que a luz de seu rosto brilhe sobre nós. Interlúdio2Que teus caminhos sejam conhecidos em toda a terra, e tua salvação, entre as nações de toda parte.

E também notamos no versículo final, 7:

7Sim, Deus nos abençoará, e todos os habitantes da terra o temerão.

O salmista está falando de tempo de colheita. A bênção sobre o povo de Deus é principalmente uma bênção material. Salmo 67.6-7 diz assim:

6Então a terra dará suas colheitas, e Deus, o nosso Deus, nos abençoará ricamente. 7Sim, Deus nos abençoará, e todos os habitantes da terra o temerão.

A bênção imediata, portanto é sim material. Trata-se de Deus prover todas as necessidades materiais de seu povo: “Então a terra dará suas colheitas” (Sl 67.6). Note, porém, o que é mais surpreendente: entre a bênção do começo (Sl 67.1-2) e a bênção do final (Sl 67.6-7) neste salmo todo o foco não está nas bênçãos materiaispara o mundo, mas nas espirituais — isto é, o próprio Deus. Derek Kidner em seu comentário diz:

É notável que o cenário do salmo seja um festival de colheita… como a natureza é ofuscada pela história, e o salmista é movido por esperanças que não têm elemento material ou relativo a si mesmo… Aqui, nada importa, exceto a necessidade do homem de Deus.

1-2Ó Deus, que teus caminhos sejam conhecidos em toda a terra, e tua salvação, entre as nações de toda parte. 3Que os povos te louvem, ó Deus, sim, que todos os povos te louvem.4Que o mundo inteiro cante de alegria, pois governas os povos com justiça e guias as nações de toda a terra. Interlúdio5Que os povos te louvem, ó Deus, sim, que todos os povos te louvem.6-7Sim, Deus nos abençoará, e todos os habitantes da terra o temerão.

A ênfase do salmista é que, quando Deus dá ao seu povo riqueza material, tudo deverá ser revertido em prol do culto espiritual, da alegria das nações em Cristo. Ou seja: o SENHOR abençoa sua igreja com riquezas para ela alcançar as nações; ele dá uma abundante colheita de trigo em prol de uma colheita mundial abundante de almas. Ele nos dá mais dinheiro do que precisamos para que possamos atender a maior necessidade do mundo: a necessidade de conhecer a Deus através de Jesus Cristo.

Este é o ponto mais agudo deste salmo. Somos abençoados para sermos uma bênção. Somos abençoados para abençoar. E, claro, isso significa que somos espiritualmente abençoados. Mas neste salmo, o Senhor tem algo mais especificamente a dizer:

Eu abençoei você – além dos sonhos mais grandiosos de qualquer povo na história. Eu te abençoei com uma riqueza sem precedentes e transbordante. Isso não é uma maldição. Isso é uma benção. Mas isso se tornará em maldição, se você não usar o que dei para o que projetei.

E o que eu projetei não é que você perca (abençoando) e eles ganhem (sendo abençoados). O que eu projetei é que você vá e você dê, e ambos ganham. Eu te amo e amo as nações. Eu abençoei você e quero dobrar sua bênção fazendo de você uma bênção. “Há bênção maior em dar que em receber” (At 20.35). Foi assim que te criei. Portanto, meu desígnio (“abençoado para ser uma bênção”) é para a sua alegria (você que abençoa) e a alegria daqueles que você irá abençoar. Quando eu te abençoo para que você seja uma bênção, eu te abençoo para que sua alegria seja completa ao abençoar.

Quando eu digo: “Alegrem-se!” Quero dizer, “Que a sua alegria seja dobrada na alegria deles”. Foi para isso que te abençoei. Não transforme minha bênção em uma maldição. Não coloque minha bênção em um saco furado. Eu abençoei você. É por isso que você é próspero: “para que os meus caminhos sejam conhecidos em toda a terra, e a minha salvação, entre as nações de toda parte”.

3Que os povos te louvem, ó Deus, sim, que todos os povos te louvem.4Que o mundo inteiro cante de alegria, (Salmo 67.3-4)

Por isso nós fomos abençoados. Essa é nossa missão. Essa é a nossa alegria. Não importa o quanto isso nos custará. Somos abençoados para abençoar.

S.D.G. L.B.Peixoto

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