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16.11.2025

O Autor da salvação eterna

  • Pr. Leandro B. Peixoto
  • Série: Hebreus - A Superioridade de Cristo
  • Livro: Hebreus

Hebreus 5.1-10 (NVT)

1Todo sumo sacerdote é um homem escolhido para representar outras pessoas nas coisas referentes a Deus. Ele apresenta ofertas e sacrifícios pelos pecados 2e é capaz de tratar com bondade os ignorantes e os que se desviam, pois está sujeito às mesmas fraquezas. 3É por isso que precisa oferecer sacrifícios pelos próprios pecados, bem como pelos pecados do povo.
4Ninguém assume essa posição de honra por si só. Ele deve ser chamado por Deus, como aconteceu com Arão. 5Por isso Cristo não tomou para si a honra de ser Sumo Sacerdote, mas foi Deus que lhe concedeu essa honra, dizendo:
“Você é meu Filho;
hoje eu o gerei [ou: hoje eu o revelo como meu Filho; Sl 2.7].”
6E, em outra passagem, diz [Sl 110.4]:
“Você é sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedeque”.
7Enquanto Jesus esteve na terra, ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que podia salvá-lo da morte, e suas orações foram ouvidas por causa de sua profunda devoção. 8Embora fosse Filho, aprendeu a obediência por meio de seu sofrimento. 9Com isso, foi capacitado para ser o Sumo Sacerdote perfeito e tornou-se a fonte [ou: o Autor] de salvação eterna para todos que lhe obedecem. 10E Deus o designou Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.

Cristo é o nosso Sumo Sacerdote

A cena é forte. Jó perde tudo — bens, filhos, saúde — e se assenta sobre as cinzas, ferido, raspando a pele com um caco. Três amigos o cercam. Deveriam confortá-lo com ombros acolhedores, mas falam demais. Tentam explicar o sofrimento quando deveriam apenas estar presentes. Oferecem teorias, mas ele precisa de companhia.

Jó não quer discursos. Quer alguém. Alguém que não apenas entenda, mas permaneça ao lado. Falar é fácil quando não somos nós que estamos nas cinzas. Difícil é sentar junto — e ouvir. Em meio ao sofrimento, ele clama:

Jó 9.32-35 (NVT)
32“Deus não é ser humano, como eu;
não posso discutir com ele nem levá-lo ao tribunal.
33Se ao menos houvesse um mediador entre nós,
alguém que nos aproximasse um do outro!
34Ele afastaria de mim o castigo de Deus,
e eu já não viveria aterrorizado.
35Então falaria com ele sem medo,
mas, sozinho, não consigo fazê-lo.”

O que Jó não sabia — mas desejava com toda a força da alma — é que esse mediador existiria. Séculos depois, o apóstolo Paulo daria a resposta ao clamor de Jó: “Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus” (1Tm 2.5).

Jesus é esse mediador. Ele é Deus verdadeiro e homem verdadeiro. Aquele por quem Jó esperava finalmente entrou na história. E é justamente esse evento que dividiu a história que nos preparamos para celebrar daqui a pouco mais de um mês: o Natal.

Gálatas 4.4-5 (NAA)
4Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.

Esta é a base de tudo. Para que Jesus pudesse ser o Mediador que Jó tanto precisava, ele teve que se tornar um de nós. A encarnação não foi apenas um exemplo moral; foi um passo indispensável — um requisito absoluto. Ele se tornou “nascido sob a lei” para, como nosso representante, não apenas resgatar os que estavam sob ela, mas também se qualificar para ser nosso Sumo Sacerdote.

É exatamente aqui que entra a carta aos Hebreus.

Os leitores judeus do primeiro século, destinatários originais desta carta, compreendiam plenamente a figura do sumo sacerdote. Estavam familiarizados com o sistema de sacrifícios, os rituais, o sangue, os altares, o fogo, o incenso e as orações oferecidas em favor do povo de Deus, Israel. Por isso, quando o autor de Hebreus começa a contrastar o sacerdócio celestial e eterno do Messias com o sacerdócio terreno e temporário do tabernáculo e do templo, eles sabiam exatamente do que se tratava.

Ao explorarmos Hebreus 5.1-10, vamos resgatar essa imagem vital e compreender o que significa, hoje, ter Cristo como nosso Sumo Sacerdote.

Cristo é superior em sua pessoa e em sua obra

Até este ponto da carta (caps. 1–4), o autor de Hebreus estabeleceu um fundamento inabalável: a superioridade da pessoa de Cristo. Ele mostrou que Cristo está acima dos profetas (1.1-3), é mais elevado que os anjos (caps. 1–2) e maior que Moisés e Josué (caps. 3–4). Ele provou que o ministério de Jesus oferece um descanso mais profundo do que a Lei jamais pôde prometer.

Mas agora, neste ponto da carta (caps. 5–10), o foco muda. O autor usa esse fundamento (quem Cristo é) para construir seu argumento principal: a superioridade da obra de Cristo, especificamente seu sacerdócio.

A partir daqui, ele vai mostrar que o sacerdócio de Jesus é superior ao de Arão (cap. 5); que as promessas ligadas à nova aliança são infinitamente mais seguras (caps. 6–7); e que o sacrifício de Cristo — único e definitivo — anula todo o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento (caps. 8–10).

E essa ênfase no sacerdócio era crucial. Os primeiros leitores, cristãos de origem judaica, precisavam desesperadamente dessa visão. Naquela época, muitos esperavam um Messias político — um rei forte, assentado em Jerusalém, com cetro e espada. A ideia de um Messias que atuasse como Sumo Sacerdote, e ainda por cima no céu, à direita do Pai, era estranha, talvez até decepcionante para alguns.

Por isso esta carta é tão necessária. Ela mostra que o Messias é mais do que um Rei terreno. Ele é o nosso Sacerdote celestial — e isso muda tudo. Cristo é superior, tanto em sua pessoa quanto em sua obra.

O tema do sacerdócio se aprofunda

Hebreus 5 não é a primeira vez que o autor menciona o ofício sacerdotal de Jesus. Ele vem preparando o terreno.

Já no capítulo 2, ele o chamou de “misericordioso e fiel sumo sacerdote” (2.17). No capítulo 3, exortou os leitores a olharem para Jesus como “o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão” (3.1). E, ao final do capítulo 4, a imagem se torna ainda mais nítida: Jesus é o “grande Sumo Sacerdote que adentrou os céus” — alguém que se compadece das nossas fraquezas (4.14-15).

Mas é no capítulo 5 que o autor, de fato, começa a desenvolver esse tema. O que antes era uma menção preparatória, agora se torna um dos pilares centrais da carta.

Essa nova seção não é uma interrupção; ela é a continuação direta da linha de raciocínio de Hebreus 4.14. Enquanto o capítulo 4 destacou a superioridade de Jesus por sua compaixão, o capítulo 5 foca na legitimidade de sua nomeação — algo que não depende de mérito humano, mas da escolha soberana de Deus.

O argumento continua apontando para o mesmo fundamento: nossa confiança não está suspensa no vazio. Ela repousa em um Sumo Sacerdote incomparável.

Os sacerdotes terrenos dos judeus

Assim como quase toda criança no Brasil cresce respirando futebol — decorando nomes de jogadores, acompanhando seus times e colecionando figurinhas —, os judeus do primeiro século também eram íntimos de outro universo. Em vez de bola e chuteira, o vocabulário deles girava em torno de sacerdotes, sacrifícios, sangue e altares. Aquilo fazia parte da vida: era tradição, era rotina, era memória coletiva.

É esse cenário que reencontramos ao chegar em Hebreus 5. E justamente por isso ele pode parecer tão distante de nós; não é o mundo em que vivemos. Mas, ainda assim, é um mundo que precisamos entender. Porque, sem ele, não compreenderemos a grandeza do que Cristo veio cumprir para a nossa salvação.

Requisitos sacerdotais

Hebreus 5.1-4 (NVT)
1Todo sumo sacerdote é um homem escolhido para representar outras pessoas nas coisas referentes a Deus. Ele apresenta ofertas e sacrifícios pelos pecados 2e é capaz de tratar com bondade os ignorantes e os que se desviam, pois está sujeito às mesmas fraquezas. 3É por isso que precisa oferecer sacrifícios pelos próprios pecados, bem como pelos pecados do povo.
4Ninguém assume essa posição de honra por si só. Ele deve ser chamado por Deus, como aconteceu com Arão.

O autor começa lembrando seus leitores das qualificações dos sacerdotes terrenos. Essencialmente, o sumo sacerdote era um homem “escolhido para representar outras pessoas nas coisas referentes a Deus” (5.1). Sua tarefa central era “apresentar ofertas e sacrifícios pelos pecados” (5.1).

Mas esse sistema tinha uma característica fundamental, que o próprio texto aponta: o sacerdote era “capaz de tratar com bondade os ignorantes” justamente porque ele mesmo estava “sujeito às mesmas fraquezas” (5.2). Ele era tão pecador quanto o povo. Por isso, o texto diz que ele “precisa oferecer sacrifícios pelos próprios pecados, bem como pelos pecados do povo” (5.3). Sua fraqueza era, ironicamente, parte de sua qualificação para a compaixão.

Além disso, essa não era uma honra que alguém pudesse reivindicar. A autoridade dependia inteiramente da escolha de Deus. Ninguém “assume essa posição de honra por si só. Ele deve ser chamado por Deus, como aconteceu com Arão” (5.4).

Arão, o primeiro sumo sacerdote, é o exemplo perfeito disso. Embora honrado por Deus, ele continuava sendo um homem frágil, tirado do meio do povo, que cometia pecados e não possuía glória própria. Podiam vesti-lo com túnicas santas e dar-lhe um título solene (cf. Êx 28), mas ele continuava sendo falível, como todos nós.

Com isso, o autor estabelece uma verdade inevitável: o sacerdócio terreno era, por definição, imperfeito. A ideia de um mediador era correta; o problema era o mediador ser apenas homem. E um sacerdócio imperfeito jamais foi feito para durar. Desde o começo, havia um plano que apontava para o dia em que o Sumo Sacerdote perfeito — permanente, santo e final — seria revelado.

Deus de graça já no Antigo Testamento

Neste ponto, é importante destacar algo essencial: Deus já se revelava como Deus de graça no Antigo Testamento. Isso fica claro na própria estrutura da antiga aliança.

E aqui está um sinal evidente dessa graça: o sumo sacerdote não entrava no Santo dos Santos, uma vez por ano, para tornar Deus misericordioso. Ele entrava para testemunhar que Deus já era misericordioso. Da mesma forma, Jesus não veio para convencer o Pai a nos amar; ele veio porque o Pai já nos amava.

A bondade limitada dos sacerdotes terrenos apenas apontava para a bondade perfeita do verdadeiro Sumo Sacerdote: Jesus Cristo, nosso Senhor.

Essa verdade nos ajuda a entender corretamente João 1.17: “Pois a lei foi dada por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” João não está opondo uma “era de lei” (ruim) a uma “era de graça” (boa). Tanto a entrega da lei quanto a vinda de Cristo são marcos fundamentais na história da salvação graciosa do SENHOR. E a própria Lei foi uma revelação da graça de Deus, mostrando seu caráter e seus justos requisitos.

O ponto de João é sobre plenitude. A graça revelada em Moisés encontrou sua expressão final e perfeita em Jesus. Por isso, Cristo é superior a Moisés.

Os distintivos do sacerdócio de Cristo

Hebreus 5.4-10 passa, então, a contrastar o sacerdócio de Cristo com o de Arão, mostrando por que ele é superior. Há três distintivos que fundamentam essa superioridade:

– a dignidade de Cristo (vs. 4-5),
– a eternidade de seu ofício (v. 6) e
– a santidade de sua obediência (vs. 7-10).

São esses três pilares que explicam por que Jesus é chamado de “Autor da salvação eterna” (v. 9).

1. A dignidade de Cristo — glorificado por Deus Pai

4Ninguém assume essa posição de honra por si só. Ele deve ser chamado por Deus, como aconteceu com Arão. 5Por isso Cristo não tomou para si a honra de ser Sumo Sacerdote, mas foi Deus que lhe concedeu essa honra, dizendo:
“Você é meu Filho;
hoje eu o gerei [ou: hoje eu o revelo como meu Filho; Sl 2.7].”

Hebreus 5.4 nos lembra que ninguém podia assumir o ofício de sumo sacerdote por conta própria; era necessário ser chamado por Deus, como Arão. Essa função carregava uma honra que só Deus podia conceder.

Seguindo esse princípio, o versículo 5 afirma que Cristo também não se exaltou para tornar-se Sumo Sacerdote; quem o glorificou foi o próprio Deus Pai. Mas o texto faz algo inesperado: em vez de afirmar “Eu te nomeei sacerdote”, o autor cita o Salmo 2.7: “Tu és meu Filho; eu hoje te gerei.”

Ou seja, a base da dignidade sacerdotal de Cristo está em sua filiação divina.

Cristo tem autoridade para ser nosso Sumo Sacerdote porque ele é o Filho eterno de Deus. Sua dignidade é infinita, e por isso ele é capaz de ser a fonte de uma salvação eterna. Nenhum outro ser — nem sacerdote humano, nem anjo do céu — tem dignidade suficiente para realizar essa obra.

Nos momentos em que a acusação pesar sobre sua consciência — quando a culpa parecer real e a sua fraqueza, óbvia — lembre-se disto: sua salvação não repousa em um sacerdote falível, mas naquele cuja dignidade é infinita. É por isso que Ele é a fonte segura da sua salvação eterna.

2. A eternidade de Cristo — Sumo Sacerdote para sempre

A segunda razão pela qual Cristo é a fonte da salvação eterna está em sua eternidade como Sacerdote. Hebreus 5.6 cita o Salmo 110.4: “Você é sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”

Hebreus 7 tratará desse tema com mais profundidade, por isso deixaremos os detalhes para aquele capítulo. Mas aqui vale um resumo.

Melquisedeque aparece em Gênesis 14, onde surge de forma enigmática: abençoa Abraão e recebe seus dízimos. O texto simplesmente diz que ele era “sacerdote do Deus Altíssimo”. Nenhuma genealogia. Nenhum início, nenhum fim. Ele entra e sai da cena sem explicações — até mil anos depois, quando Davi profetiza que o Messias seria “sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.”

O ponto é este: Melquisedeque é um tipo de Cristo. Ele representa um sacerdócio que não depende de linhagem, diferente de Arão, e que, por não ter início nem fim registrados, prefigura algo eterno.

Cristo, portanto, não apenas possui a dignidade do Filho de Deus, mas também carrega a eternidade desse sacerdócio singular. Aquilo que Melquisedeque prefigurava, Cristo cumpriu. Como Hebreus 7.3 declara, ele é “sem princípio de dias nem fim de vida.”

É por isso que ele se tornou a fonte da salvação eterna (Hb 5.9). Sua morte foi infinitamente valiosa por causa de sua dignidade divina. E sua intercessão é continuamente eficaz porque ele vive para sempre. Ele não morre. Não muda. Não se cansa. Ele é Sumo Sacerdote para sempre.

Deixe-me colocar de outra forma.

Imagine  ter estas duas coisas: primeiro, um tesouro de valor infinito. Segundo, que esse tesouro jamais acabará — você poderá desfrutá-lo para sempre, sem perda ou desgaste.

Valor infinito. Duração infinita. Essa é a definição de plena satisfação.

Pois é exatamente por isso que somos cristãos: porque em Cristo encontramos ambas as coisas. Ele é o Filho de Deus, com dignidade infinita. E é o Sumo Sacerdote eterno, cuja intercessão jamais falhará.

3. A santidade de Cristo — ele aprendeu obediência

A terceira razão pela qual Cristo é a fonte da salvação eterna está em sua santidade: não apenas a santidade que ele já possuía como Filho, mas aquela que foi provada no sofrimento durante sua encarnação.

Mas como isso aconteceu? Não foi de forma automática. O texto mostra que foi um processo de agonia e dependência absoluta. Hebreus 5.7 (NVT) descreve:

Enquanto Jesus esteve na terra, ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que podia salvá-lo da morte, e suas orações foram ouvidas por causa de sua profunda devoção.

Repare na expressão: “Enquanto esteve na terra” — ou, como diz a NAA, “nos dias da sua carne”. Isso não foi apenas uma noite no Getsêmani; foi uma vida inteira de luta, oração e lágrimas. Esse não foi um teste simbólico. Foi real. E mais do que real: o universo inteiro dependia desse teste.

E pelo que ele orava? O texto diz que Jesus orava “àquele que podia salvá-lo da morte” e que ele “foi ouvido”. Se o pedido fosse apenas para escapar da morte física, ele não foi ouvido. Mas o texto afirma que Cristo foi ouvido.

Isso significa que Jesus orava por algo mais profundo. Jesus sabia que havia algo pior do que morrer fisicamente: cair em incredulidade e desobedecer ao Pai. Ele orava por perseverança na obediência, por santidade sustentada até o fim. E, nisso, ele foi ouvido.

É por isso que o versículo 8 é tão poderoso: “Embora fosse Filho, aprendeu a obediência por meio de seu sofrimento.”

Isso não quer dizer que Jesus passou de desobediente a obediente. Significa que sua obediência perfeita foi provada no fogo da dor real. Ele aprendeu, na prática, em carne humana, o custo indescritível da fidelidade.

Por ter sido provado e permanecido fiel, o versículo 9 conclui: “Com isso, foi capacitado [ou ‘aperfeiçoado’] para ser o Sumo Sacerdote perfeito e tornou-se a fonte de salvação eterna para todos que lhe obedecem”.

Assim, Cristo se tornou a fonte da nossa salvação eterna por causa de sua dignidade como Filho, sua eternidade como Sacerdote e sua santidade, provada na fornalha do sofrimento humano.

A salvação eterna está disponível

Isso nos leva a uma pergunta decisiva: você possui esta salvação eterna? Nem todos a possuem. O versículo 9 deixa claro: “[Cristo] tornou-se a fonte de salvação eterna para todos que lhe obedecem.”

A salvação eterna está disponível àqueles que obedecem a Cristo. A pergunta, então, é direta: você está obedecendo a Jesus? Ou tem vivido à margem da sua vontade?

Em Hebreus, fica claro que essa obediência começa, antes de tudo, com a fé. Obedecer a Cristo é confiar nele — é manter firme a esperança (3.6), guardar o coração da incredulidade (3.12), conservar firme a confissão (4.14) e se achegar com confiança ao trono da graça (4.16). Crer nas promessas de Deus é o primeiro e principal ato de obediência (3.18-19). Toda obediência prática flui dessa raiz: a fé.

Por isso, se você não está andando em obediência a Cristo, o chamado é claro: arrependa-se. Deixe de confiar nas promessas vazias do pecado. Coloque sua esperança nas promessas vivas de Deus. Cristo é a fonte da salvação eterna, mas somente para aqueles que lhe obedecem — pela fé, somente pela fé.

Do clamor de Jó à certeza em Cristo

Você se lembra de Jó? Jó se sentou sobre as cinzas. Cercado de dor, desamparo e silêncio mal interpretado, ele clamou por um mediador. Alguém que, sendo homem, pudesse compreendê-lo. E, sendo justo, pudesse apresentar sua causa diante de Deus. Na sua aflição, Jó ansiava por alguém que estivesse entre ele e o Altíssimo.

Jó não conhecia o nome. Mas conhecia a necessidade. Ele não conhecia a pessoa. Mas sabia de seu problema.

Milênios depois, esse mediador veio. Deus ouviu o clamor dos homens e respondeu com seu próprio Filho. Jesus Cristo — verdadeiro Deus e verdadeiro homem — entrou na história. E ele não apenas entrou. Ele desceu às cinzas. Sentou-se conosco. Chorou nossas dores. Carregou nossos pecados. E, no auge da sua obediência, entrou não num santuário terreno, mas no próprio céu, como nosso Sumo Sacerdote — digno, eterno, santo.

Você não está sozinho. Você não está sem defensor. Você não está sem esperança. O mediador por quem Jó chorava é o Salvador que hoje te chama. Ele está vivo. E está à direita de Deus, intercedendo por todos os que creem.

Não há mais necessidade de buscar outro caminho, outro sacerdote, outro acesso. Em Cristo, tudo já foi feito. Ele é o Filho digno. Ele é o Sacerdote eterno. Ele é o Santo perfeito. E ele é — para todo aquele que crê — a fonte da salvação eterna.

Você pode falar com Deus hoje sem medo, sem culpa, sem distância. Porque Aquele que é maior que Jó, maior que os anjos, maior que Arão, maior que Moisés e Josué, está ao seu lado.

Aproxime-se. Arrependa-se. Confie. Viva pela fé. Abrace como sua a vida e a obra de Jesus Cristo. Pois nele temos um Sumo Sacerdote. Ele é o Autor da salvação eterna.

Oração e bênção pastoral

Senhor Deus, nós te louvamos porque Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote, é digno. Ele foi glorificado por ti, ó Pai, e tem autoridade infinita para nos salvar. Obrigado por nos dares um Salvador tão glorioso.

Pai amado, te agradecemos porque Jesus é eterno. Ele vive para sempre e nunca deixa de interceder por nós. Dá-nos fé firme para descansarmos na segurança que temos em seu sacerdócio que jamais termina.

Santo Deus, nós te adoramos porque Jesus é puro. Sua santidade foi provada no sofrimento, e ele permaneceu fiel até o fim. Ensina-nos a obedecer como ele obedeceu — com perseverança, confiança e devoção. Em nome de Jesus, amém.

E agora:

Que o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, aperfeiçoe vocês em todo o bem, para que possam fazer a vontade dele. Que ele opere em nós o que é agradável diante dele, por meio de Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!

(Hebreus 13.20-21)

S.D.G. L.B.Peixoto.

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