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01.11.2026

Salmo 125 – Fé Inabalável

  • Pr. Leandro B. Peixoto
  • Série: Peregrinos - Uma Jornada à Presença de Deus
  • Livro: Salmos

Já parou pra pensar em como a fé da gente às vezes parece um termômetro? Sobe e desce conforme a temperatura. No domingo você sai do culto com o coração aquecido, achando que nada mais te derruba. Aí chega a quarta-feira. Uma decepção no trabalho, aquela tentação em que você cai de novo, uma oração que parece não passar do teto. Quando é sexta, você olha pra dentro e se pergunta: aonde foi parar aquilo tudo?

Muita gente vive a vida cristã assim, como quem atravessa uma corda esticada sem rede embaixo. Um passo errado e acabou. A gente cresce ouvindo história de quem esfriou, de quem se desviou, e vai ficando com a impressão de que isso só acontece com quem dá bobeira. Então passa a vida medindo a própria temperatura, de olho nos pés, esperando o tropeço.

E fica uma pergunta guardada que quase ninguém tem coragem de fazer em voz alta: e se eu não aguentar? Se a pressão aumentar, será que eu largo tudo? Ou pior: e se eu já larguei e ainda não percebi? Esse medo tem lugar, porque a gente mora num mundo onde o mal tem força e a pressão vem de todo lado, de fora e de dentro.

O Salmo 125 foi cantado por gente que conhecia esse medo de perto. Eram peregrinos subindo a pé para Jerusalém, cansados, vivendo debaixo de um poder que não temia a Deus, e que sabiam muito bem o quanto eram frágeis. O salmo não pede que ninguém firme os pés. Ele aponta para Jerusalém, com seus montes em volta, e diz que é assim que o SENHOR está em volta de quem confia nele. A segurança dessa gente não dependia de quanto eles seguravam. Dependia de quem os cercava.

Vamos ler o Salmo 125.

Cântico de peregrinação.
1Os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala, mas continua firme para sempre. 2Como em volta de Jerusalém estão os montes, assim o SENHOR está ao redor do seu povo, desde agora e para sempre. 3O cetro dos ímpios não permanecerá na terra dos justos, para que os justos não comecem a praticar a iniquidade. 4Faze o bem, SENHOR, aos bons e aos retos de coração. 5Quanto aos que se desviam para caminhos tortuosos, o SENHOR os levará juntamente com os malfeitores. Paz sobre Israel!

Da Insegurança à Fé Inabalável

Estamos no meio de uma caminhada. Desde o Salmo 120 vamos subindo com os peregrinos rumo a Jerusalém, e cada salmo responde ao anterior. No 120, o clamor de quem vive no meio de mentirosos. No 121, a certeza de que o SENHOR guarda quem sobe. No 122, a alegria de chegar à casa de Deus. No 123, o pedido de misericórdia de quem está cansado do desprezo dos orgulhosos. No 124, o grito de quem quase foi levado pela enxurrada e escapou, como o passarinho que é solto do laço. E agora, no 125, surge a pergunta que vem depois do livramento do livramento:

Escapei, mas e daqui pra frente? Vou aguentar?

O salmista canta debaixo de um “cetro dos ímpios” (v. 3). É um poder que pesa sobre o povo. Pode ter sido um rei corrupto de Israel ou uma potência estrangeira. O salmo não diz. O que ele mostra é uma pressão real, constante, que vem de cima e não pede licença.

Por isso a ideia central do salmo é esta:

Quem confia no SENHOR permanece firme, não pela própria força, mas porque o SENHOR o sustenta firme no chão, o cerca por todos os lados, limita a prova que cai sobre ele e ouve a sua oração.

Vamos ver isso em três pontos, seguindo o próprio salmo.

No primeiro, nos versículos 1 e 2, vemos uma fé que tem fundamento e muralha. Sião embaixo, os montes em volta. Deus é a base que sustenta e a defesa que cerca.

No segundo, no versículo 3, uma fé que a provação não é capaz de derrubar. O cetro dos ímpios pesa, mas não prevalecerá. E Deus não deixa a pressão passar do ponto que o seu povo consegue suportar, para que os justos não estendam a mão para a iniquidade.

No terceiro, nos versículos 4 e 5, uma fé que ora e persevera. O salmista pede: “Faze o bem, SENHOR, aos bons e aos retos de coração” (v. 4). E avisa que quem se desvia por caminhos tortuosos mostra que nunca foi reto de verdade.

O salmo diz que quem confia no SENHOR é como o monte Sião. Será que ele quer dizer que somos fortes como uma montanha? De jeito nenhum. Basta olhar pra semana que passou: você pareceu mais um termômetro, não foi? Ficou oscilando, subindo e descendo conforme a temperatura.

Então de onde vem a firmeza?

A resposta está nos dois primeiros versículos. O salmista usa duas imagens: um monte e uma fileira de montes em volta. Vamos olhar para cada uma.

A fé inabalável é…

1. Uma fé que tem fundamento e muralha (vv. 1-2)

Leia o versículo 1: “Os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala, mas continua firme para sempre.”

Repare no detalhe. No hebraico, os verbos “não se abala” e “continua firme” têm como sujeito o monte, não quem confia. A firmeza é do monte. O salmo não manda ninguém ser firme como Sião. Diz que quem confia no SENHOR fica como Sião, e quem sustenta é o SENHOR.

Pedro aprendeu isso na pele. Foi ele quem pisou na água, tirou os olhos de Jesus, olhou para as ondas e começou a afundar. Foi ele quem jurou que jamais negaria e negou três vezes. A esse mesmo Pedro, Jesus já tinha dito: “Também eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18).

Pedro quer dizer “pedra”. Anos depois, escrevendo aos cristãos, ele explica quem é a pedra de verdade. Cita Isaías: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será envergonhado” (1Pe 2.6). A pedra é Cristo. Pedro, que afundou, aprendeu que quem sustenta uma vida é a Rocha, e não o homem que se agarra a ela.

Só que dá para confiar errado. No tempo dos profetas, o povo achava que Jerusalém jamais cairia, porque o templo estava lá. Confiavam na cidade, e não no SENHOR. A gente faz igual. Confia no sistema de governo ou em visões e ilusões políticas, na igreja onde cresceu, no pastor, na família crente, nos valores judaico-cristãos, na própria folha de serviços. O salmo diz “os que confiam no SENHOR”. Não diz os que confiam na sua moral, na sua saúde, na sua disciplina.

O versículo 2 acrescenta outra imagem. Jerusalém fica no meio de um prato de colinas. Sião nem é o ponto mais alto: o monte das Oliveiras é mais alto que ela. A cidade fica aninhada entre as cumeadas, e o peregrino que chegava via os montes em volta e entendia: “Como em volta de Jerusalém estão os montes, assim o SENHOR está ao redor do seu povo.”

Cidade antiga vivia de muro, de fosso, de sentinela. A gente também vive de defesa. Reserva no banco, plano B, aquele jeito de não deixar ninguém chegar perto. Todo mundo constrói a sua fortaleza. Eugene Peterson diz que o crente é igual nisso, só que descobre que não precisa construir a dele: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza” (Sl 46.1). Alguém já construiu a fortaleza por e para nós: o SENHOR. Nós que entramos só precisamos confiar.

Eliseu, em Dotã, viu esse cerco. O rei da Síria mandou um exército cercar a cidade de noite. De manhã, o servo de Eliseu saiu, viu tropas, cavalos e carros de guerra por todo lado e entrou em pânico: “Ai, meu senhor! Que faremos?” Eliseu respondeu: “Não tenha medo, porque são mais os que estão conosco do que os que estão com eles.” E orou: “SENHOR, peço-te que abras os olhos dele para que veja.” O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu (2Rs 6.15-17). Eliseu estava cercado de inimigos e cercado por Deus. O servo só enxergava um dos cercos. É o que diz o Salmo 34.7: “O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra.”

E o “seu povo” do versículo 2 inclui você, crente. Calvino dizia que tudo o que Deus promete à igreja inteira cada um deve tomar para si. Então, na quarta-feira em que a fé despenca, você continua sendo como um termômetro. Mas está plantado em Sião e cercado de montes. No Salmo 124 o povo era passarinho preso no laço. No 125 o mesmo povo é montanha. Mas o passarinho continua passarinho. Quem faz dele montanha é o SENHOR, que o sustenta por baixo, com os pés firmes no chão, e o cerca por todos os lados.

1Os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala, mas continua firme para sempre. 2Como em volta de Jerusalém estão os montes, assim o SENHOR está ao redor do seu povo, desde agora e para sempre.

Só que o salmo não promete vida fácil. Logo depois da muralha vem o versículo 3, e ele fala de um cetro que pesa.

Mas… Fé inabalável é…

2. Uma fé que a provação não é capaz de derrubar (v. 3)

Leia o versículo 3a. E aqui o salmo é bem honesto: “O cetro dos ímpios não permanecerá na terra dos justos.”

Repare no que ele diz e no que não diz. Não diz que o cetro não existe. Existe um poder pesando sobre a vida do povo de Deus, e o salmista sabe.

A palavra que ele usa para “terra” é, no hebraico, o quinhão, a parte que cabe a cada um: a vida inteira, o trabalho, a casa, a família.

E o povo de Deus sente esse peso. A gente teme ver os valores judaico-cristãos do casamento, da família e da sexualidade irem se desfazendo. Teme que o filho aprenda na escola o que a gente não ensina em casa. Teme que a fé vire motivo de chacota, e que um dia pregar o que a Bíblia diz seja crime.

A gente teme o imposto que leva boa parte do que o pequeno empresário ganha, e a folha que ele paga com o coração na mão, sem saber se vai abrir as portas no mês seguinte. Teme o salário que encolhe enquanto a comida sobe. Teme a violência que mora na porta de casa. Teme ser invisível para quem decide e governa.

E teme um governo totalitário, seja comunista, seja fascista, que tire da gente o direito de crer, de falar e de discordar.

Esse é o peso do cetro, e ele está em todo mundo que se senta aqui. O salmo não promete que ele some amanhã. Promete que não vai ficar: “O cetro dos ímpios não permanecerá na terra dos justos.”

Calvino notou que este versículo corrige o anterior. Acabamos de ouvir que Deus nos cerca, e a gente conclui logo: então nada vai me atingir. Não é isso. A muralha não é isolamento. Deus deixa o peso do cetro sobre nós, porque nos ama e nos treina nas batalhas. Quem espera uma vida sem pressão tropeça justamente aí.

Por que então o cetro não fica? A razão está no fim do versículo 3: “para que os justos não comecem a praticar a iniquidade.” Literalmente, para que não estendam a mão para o mal.

Calvino explica a imagem: as mãos que estavam firmes, guiadas pela vontade de Deus, se soltam e se põem a fazer o que não devem. É o que a pressão longa demais faz. Ninguém decide largar a fé de uma vez. Vai cedendo. Uma reação pecaminosa em face de tanta injustiça sofrida. Um relatório com o número ajeitado. Uma mentira pequena. Um domingo sem ir ao culto porque estava cansado. A mão vai se soltando.

E aqui o versículo responde ao medo lá do começo.

Você perguntou: e se eu não aguentar?

O salmo diz que Deus não deixa a pressão passar do ponto que você suporta. Paulo diz o mesmo, em 1Coríntios 10.13:

Não sobreveio a vocês nenhuma tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, para que vocês a possam suportar.

Quem põe o limite não é você. Graças a Deus que também não é “o cetro dos ímpios”. Quem põe o limite é Deus mesmo, e ele conhece a nossa medida. Calvino diz que Deus modera a prova porque sabe que somos fracos demais para suportar tudo.

Jesus mostrou isso a Pedro, o mesmo que afundou. Antes da noite da negação, disse ao seu discípulo, em Lucas 22.32: “Eu, porém, orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E você, quando voltar para mim, fortaleça os seus irmãos.” Não disse que Pedro não seria peneirado. Disse que a fé dele não ia acabar. E que ele ainda seria usado na vida dos irmãos. Pedro caiu, chorou e voltou. Mais forte.

Eugene Peterson lembra que Israel teve mais do que a sua cota de opressão: Faraó, filisteus, Senaqueribe, Nabucodonosor, César. De fora, parecia que o punho dos maus mandava na vida deles. De dentro, a fé dizia que não. Jó passou por isso, Jeremias também, Jesus também. Nenhum foi quebrado, porque Deus sabe dizer: basta.

E o cetro tem prazo. James Montgomery Boice conta que Atanásio, ao saber da morte de Juliano, o imperador que perseguia a igreja, disse: “Essa nuvenzinha passou depressa.”

O mal que parece enorme se destrói por si, e o Rei Jesus Cristo vai reinar. Até lá, o SENHOR segura quem é dele.

Mas o salmista não fica só sabendo disso. Ele ora. É o que vem no versículo 4.

Uma fé inabalável é…

3. Uma fé que ora e persevera (vv. 4-5)

Leia o versículo 4: “Faze o bem, SENHOR, aos bons e aos retos de coração.”

Repare: o salmista acabou de falar de uma promessa e logo em seguida ora. Ele não diz “Deus prometeu, então posso relaxar”. Calvino notou isso. A fé precisa da oração, porque no meio do escuro a gente não enxerga o socorro de Deus. Parece até que Deus não faz diferença entre quem o teme e quem não o teme. Por isso o salmista pega a promessa e a transforma em pedido.

3O cetro dos ímpios não permanecerá na terra dos justos, para que os justos não comecem a praticar a iniquidade. 4Faze o bem, SENHOR, aos bons e aos retos de coração.

E o pedido vem como ordem: “Faze”. No hebraico, o imperativo mostra urgência. Não é um pedido educado, de quem teme incomodar. É o clamor de quem sabe que precisa.

Quem são os “bons”? Cuidado. O salmista não está apresentando um currículo a Deus. Boice lembra que ninguém é justo por mérito, e que toda bondade que a gente tem veio do próprio Deus. Os bons são os que confiam no SENHOR, lá do versículo 1. E, aqui no versículo 4, eles são descritos como “retos de coração”. Quer dizer que a bondade começa por dentro. Calvino diz que não basta se abster do mal. É preciso ter o coração inteiro voltado para Deus. Isso é obra de Deus. É fruto do novo nascimento.

Mas que bem é esse que a gente pede? “Faze o bem, SENHOR”! Seria um emprego melhor? Que o problema acabe de uma vez? Pode ser que Deus dê isso e muito mais. Mas o maior bem, segundo Paulo em Romanos 8.28-29, é sermos conformados à imagem de Jesus. Deus faz todas as coisas cooperarem para isso, até o peso do cetro. Então “faze o bem” é um pedido ousado: SENHOR, faze o que for preciso para eu me parecer mais com o teu Filho.

Se você acha difícil orar assim, faça como o salmista. Pegue o versículo e ore o versículo: “Faze o bem, SENHOR, a mim, que sou frágil, e aos meus irmãos.”

Agora o versículo 5a: “Quanto aos que se desviam para caminhos tortuosos, o SENHOR os levará juntamente com os malfeitores.”

Aqui o salmo fica sério. Allen P. Ross explica que “caminhos tortuosos” está no plural, para reforçar. Não é quem tropeça e chora contrito, arrependido. É quem se entrega a uma vida torta, de caso pensado. É quem fez do pecado um hábito.

E Ross lembra que essa pessoa nunca esteve onde parecia estar. João diz o mesmo, em 1João 2.19: “Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos.” Ficar só por fora, só de frequentar, não basta.

Mas se você chegou aqui com medo de ter desistido, ouça Eugene Peterson. Ninguém escorrega da fé sem perceber. Deus é um pastor que corre atrás da ovelha. Quem abandona a fé faz isso decidido, a passos firmes. Quem treme e ora está correndo para o lado certo. Estamos seguros não porque temos certeza de nós, mas porque Deus tem certeza de nós — e não larga do nosso pé.

É por isso que o salmo pode terminar como termina:

“Paz sobre Israel!”

A Fé Inabalável Tem um Rei

O salmo não termina mandando a gente firmar os pés, nem pedindo que a gente se esforce mais. Termina com uma bênção:

“Paz sobre Israel!”

Jerusalém quer dizer “paz”. Quem confia no SENHOR fica parecido com o monte Sião e recebe também a paz de Sião.

E quem é esse povo? Paulo chama a igreja de “Israel de Deus” (Gl 6.16). São os que confiam no SENHOR, os mesmos do versículo 1. O salmo abre e fecha com a mesma gente.

Esse “Paz sobre Israel!” Poderia ser apenas: “Descanse, Israel”. Só que descansar em quê? Não é no governo, nem no resultado da eleição, nem na temperatura da sua fé na quarta-feira. É descansar no Rei. Para Hamilton, a certeza de que os ímpios não vão reinar para sempre anda junto com a certeza de que o Rei de Deus vai reinar. O cetro dos ímpios tem prazo. O de Jesus Cristo não tem fim.

Você se lembra do sonho de Nabucodonosor, em Daniel 2? Uma estátua enorme, de ouro, prata, bronze e ferro: impérios subindo um depois do outro, Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Então uma pedra, cortada sem mãos humanas, bate na estátua e a desfaz, e essa pedra cresce até virar um monte que enche a terra (Dn 2.34-35). Os reinos passam. O reino de Deus não será destruído (Dn 2.44).

Essa pedra é Cristo, a mesma que Deus pôs em Sião. É a Rocha sobre a qual a igreja está edificada, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18).

Então olhe para a sua quarta-feira. O desapontamento vai chegar. A tentação vai chegar. A oração vai parecer que bate no teto. Você vai virar termômetro de novo. Mas esse termômetro está dentro da cidade que o SENHOR cerca. Pedro afundou, negou, chorou, e voltou, porque Cristo foi buscá-lo. A Rocha ficou onde sempre esteve.

Lembra da corda bamba, lá do começo? Peterson troca essa imagem por a de alpinistas amarrados na mesma corda. Um tropeça, mas não despenca, porque a corda segura. E lá na frente vai Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2), puxando a gente para cima, até a presença de Deus.

Por isso, faça o que o salmista fez: ore. “Faze o bem, SENHOR.” E descanse. Quem marca o limite é ele. Quem cerca o seu povo é ele. Quem vai reinar é ele.

Paz sobre Israel. Paz sobre você, que confia no SENHOR. Paz sobre você, que crê no SENHOR Jesus Cristo. Amém.

S.D.G. L.B.Peixoto.

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