

06.09.2026
Vocês já devem ter ouvido falar do método 12-5-30. Viralizou nas redes sociais há um tempo: a pessoa não corre na esteira, ela caminha — num ritmo até tranquilo, uns cinco quilômetros por hora. Mas coloca a esteira numa inclinação de doze por cento — uns sete graus, mais ou menos; pouco para uma ladeira de verdade, mas o suficiente para transformar uma caminhada tranquila em um exercício e tanto. E sustenta esse ritmo por trinta minutos. O resultado, segundo os especialistas, é melhor do que muita corrida no plano. Você não precisa de velocidade quando tem inclinação. Basta manter a constância.
Confesso que, quando ouvi falar disso, pensei logo na Bíblia.
Porque a vida cristã nunca foi uma corrida de velocidade. Ela não se mede pela emoção de um culto especial, por uma decisão tomada de coração quente numa noite de retiro, por um pico de fervor que dura uma semana e depois esfria. A vida cristã se mede pela inclinação que sustentamos quando ninguém está olhando. Palmo a palmo. Dia após dia. Mesmo quando o progresso é lento demais para ser sentido.
Jonathan Edwards, o velho pregador puritano, dizia isso com todas as letras: “O caminho para o céu é ascendente. Devemos estar dispostos a subir, ainda que seja difícil e cansativo, e contrário à inclinação natural da carne.”
E aí estão duas inclinações, irmãos. Uma nós escolhemos: é a da esteira, a que ajustamos, a que dói, mas produz. A outra já vem conosco, sempre puxando para baixo, sempre preferindo o plano, sempre resistindo à ladeira. Chamamos isso de carne. E vencer essa inclinação — a da carne — com a disciplina da outra — a que escolhemos todos os dias — é, no fim das contas, boa parte do que significa seguir a Cristo, rumo à presença de Deus.
Mas a Bíblia tem um nome para quem aceita esse tipo de subida como estilo de vida. E é esse nome, e essa jornada, que vamos passar as próximas quinze semanas conhecendo — a partir do convite mais antigo que existe para subir ao encontro de Deus.
Ouçamos o profeta Isaías (2.3):
“Venham, subamos ao monte do SENHOR e ao templo do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas.”
Entenda uma coisa sobre esse “monte do SENHOR” de que Isaías fala: ele não é apenas uma colina na Palestina. É uma metáfora para o próprio Reino de Deus, exaltado acima de todos os outros reinos (cf. Is 11.9; 65.25; 66.20).
Os povos pagãos ao redor de Israel adoravam seus deuses em santuários erguidos sobre montanhas — e Isaías anuncia que o Deus de Israel, adorado sobre o monte Sião, se estabelecerá diante de todas as nações como o único Deus verdadeiro e vivo.
Mais do que isso: o monte Sião e o templo que nele ficava eram símbolos do céu, do próprio santuário celestial (Hb 9.24). E essas representações terrenas já cumpriram seu papel e passaram (Hb 8.13) — porque agora, pelo sacerdócio de Cristo, já ressuscitado e assentado nos céus, a igreja chega diretamente à realidade que Sião só anunciava (Hb 12.22-24).
Ou seja: quando Isaías convida “vinde, subamos”, ele está descrevendo, com séculos de antecedência, exatamente aquilo que a igreja vive hoje, toda vez que se reúne diante de Deus — como estamos fazendo aqui, agora.
Esse “subamos”, porém, não nasceu com Isaías. Ele é o eco de algo muito mais antigo — algo que está costurado no livro de Salmos inteiro, do primeiro ao último verso.
Veja bem: o livro de Salmos não é uma coleção aleatória de 150 poemas religiosos, jogados juntos sem ordem. Ele tem uma arquitetura. Está dividido em cinco livros, e essa divisão conta uma história — a história de um povo, de um rei, e de uma esperança que quase morre, mas não morre.
Os Salmos 1 e 2 são o portão de entrada. O Salmo 1 apresenta dois caminhos: o do justo e o do ímpio. O Salmo 2 apresenta um Rei ungido por Deus, que os ímpios tentam derrubar, mas não conseguem. É esse Rei, e essa promessa, que atravessam tudo o que vem depois.
Nos Livros I e II — Salmos 3 a 72 — essa promessa parece estar se cumprindo. É Davi orando, Davi sendo protegido, Davi recebendo a garantia de que seu trono seria eterno. Historicamente, é o auge da monarquia: Davi e depois Salomão reinando, o povo vivendo debaixo daquela aliança que Deus fez, prometendo um trono estabelecido para sempre.
Mas chega o Livro III — Salmos 73 a 89 — e algo desmorona. É o livro mais sombrio do Saltério. A aliança com Davi, que parecia tão certa, agora parece esquecida. O Salmo 89 termina com um grito de dor: “Senhor, onde estão as tuas misericórdias de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade?” (89.49). Porque foi isso que de fato aconteceu: o reino caiu, Jerusalém foi destruída, e Israel perdeu o rei, o trono e a terra, indo para o exílio na Babilônia.
E é aí que a história poderia ter terminado — não fosse o Livro IV.
Sem rei, sem templo, sem trono, vivendo disperso entre as nações, o povo faz algo notável: em vez de desistir, volta os olhos para trás, para Moisés, e para cima, para Deus. Porque antes de haver um rei em Israel, já havia um Rei nos céus. “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração”, diz o Salmo 90, no versículo 1, abrindo o Livro IV. Os Salmos 93 a 99 celebram isso com uma só frase repetida: o SENHOR reina.
No exílio, sem trono humano, o povo descobre que nunca dependeu de um trono humano.
E então vem o Livro V — Salmos 107 a 150 — e o exílio começa a se desfazer. Historicamente, é o retorno: o povo volta à terra, Jerusalém e o templo são reconstruídos.
Mas o trono de Davi continua vazio — e é por isso que esse livro, mais do que os outros, aponta para a frente. Davi reaparece nele, não mais como o rei que falhou, mas como um modelo de confiança total no SENHOR. E, no meio desse livro, um lampejo de algo maior: o Salmo 110.4 fala de um Rei que também será Sacerdote — um Rei maior que o próprio Davi, “segundo a ordem de Melquisedeque” (sem começo nem fim).
E no Salmo 118, esse Rei entra triunfante em Jerusalém: “Bendito o que vem em nome do SENHOR!” (118.26).
É exatamente aqui, logo depois dessa entrada triunfal, e logo depois do Salmo 119 — o mais longo capítulo da Bíblia, uma extensa celebração da lei do SENHOR — que começam os Salmos 120 a 134.
Reparem na sequência: um povo que subiu ao trono com Davi (Livros I–II), viu esse trono desmoronar no exílio (Livro III), descobriu que Deus reinava mesmo sem trono humano (Livro IV), e voltou para casa esperando um Rei ainda maior (Livro V). O Rei triunfou (118). A palavra foi estabelecida (119). E agora, esse mesmo povo é atraído para Jerusalém — magneticamente, poderíamos dizer — cantando no caminho da peregrinação (120–134).
Os Cânticos de Ascensão não são um apêndice qualquer no fim do livro de Salmos. Eles são a resposta cantada de um povo que perdeu tudo, recuperou a esperança, e agora sobe para se encontrar com o seu Deus.
E essa subida não era simbólica apenas — era literal, e repetida. Esses quinze cânticos eram entoados pelos peregrinos hebreus três vezes por ano, sempre que a Lei os convocava a Jerusalém: na primavera, para a celebração da Páscoa; no início do verão, para a Festa das Semanas; e no outono, para a Festa dos Tabernáculos (Êx 23.14-17; 34.22-24). Não era uma vez na vida. Era ano após ano, o ano inteiro, na mesma estrada, com os mesmos cânticos nos lábios.
É essa jornada — a mesma que Israel cantava subindo a Jerusalém — que vamos percorrer juntos nas próximas quinze semanas, se o SENHOR permitir.
Comparem esses quinze salmos (120–134) a um álbum. Não uma playlist qualquer, com faixas soltas de artistas diferentes — um álbum de verdade, com autoria, unidade e sequência. Cada cântico tem sua própria voz, seu próprio momento na jornada. Mas juntos, do primeiro ao último, eles contam uma única história: a subida do peregrino rumo à presença de Deus.
Nas próximas quinze semanas, vamos ouvir essas quinze faixas, uma de cada vez. Deixem que sirvam de convite: leiam e releiam cada salmo antes de ouvirmos a pregação correspondente. Aqui está o que nos espera.
Em poucas palavras: esses quinze salmos cobrem todo o terreno em que a vida cristã real se desenrola — não é teoria, é a estrada mesma.
Há o peregrino em conflito com os que o cercam (120), sozinho e vulnerável (121, 124), alegre ao se reunir com outros crentes (122, 134), humilhado pelo desprezo do mundo (123), pressionado a desviar do caminho reto (125). Há o que já sofreu perdas e agora colhe alegria (126), o que enfrenta trabalho e recebe o sustento (127), o que cuida da própria família (128), o que olha para trás e vê como foi perseguido, mas não vencido (129). Há o esmagado pela culpa, precisando de perdão (130), o tentado pelo orgulho (131), o que precisa de uma promessa que sustente sua esperança (132), o que vive em comunhão com os irmãos (133).
Guerra e paz. Solidão e comunidade. Humilhação e alegria. Trabalho e família. Culpa e perdão. Orgulho e sossego. Memória e esperança. Não sobra área da vida real de fora. Por isso esse “álbum” nunca envelhece — foi composto também para a estrada, não apenas para o templo.
Há um pastor e escritor já falecido, chamado Eugene Peterson, que passou a vida observando um perigo silencioso na igreja — um perigo tão sutil que ele o compara à água em que um peixe nada: o peixe não consegue perceber a impureza da própria água, porque é o único elemento que ele conhece.
Peterson chama esse perigo de “o mundo” — não no sentido de um lugar, mas de uma atmosfera. Um clima espiritual que respiramos sem perceber, e que corrói a fé, dissolve a esperança e corrompe o amor aos poucos, sem que a gente consiga apontar exatamente onde dói ou o que está errado.
E ele identificou uma das formas mais comuns dessa atmosfera no nosso tempo: a mentalidade turista.
Vejam se reconhecem isso. Vivemos numa cultura formatada por vídeos de trinta segundos e aplicativos que prometem o conteúdo de um livro inteiro em quinze minutos de resumo (que você pode, na verdade, ouvir em apenas sete minutos e meio, na velocidade 2x). Aprendemos, sem perceber, que tudo o que vale a pena pode — e deve — ser conseguido rápido. E essa lógica invadiu também a igreja.
Não é difícil, escreve Peterson, despertar o interesse de alguém pelo evangelho. Difícil mesmo é sustentar esse interesse ao longo do tempo. Milhões tomam decisões por Cristo. Poucos permanecem firmes na maturidade cristã. A taxa de desistência é assustadora.
Por quê? Porque muitos tratam a fé cristã como quem visita um ponto turístico: uma parada rápida, feita quando dá vontade e sobra tempo. Para alguns, é a ida semanal à igreja. Para outros, apenas os cultos especiais, os eventos de calendário, as conferências badaladas.
Vão ver uma novidade, ouvir uma pregação diferente, sentir uma emoção nova — e assim tentam dar um pouco de brilho a uma vida sem graça. E quando a novidade passa, trocam de atração. Como turistas, colecionam experiências religiosas, sem nunca criar raízes em lugar nenhum.
Um pastor não é um guia turístico, escreveu Peterson. E ele tinha plena consciência de que era exatamente isso que muitos esperavam dele: contar boas histórias em pontos turísticos espirituais bem escolhidos.
Mas a vida cristã, ele insiste, não amadurece assim.
O filósofo Nietzsche, de quem certamente não esperaríamos sabedoria espiritual, disse algo que Peterson gostava de citar: “o essencial, no céu e na terra, é que haja uma longa obediência numa mesma direção; disso resulta, e sempre resultou, algo que faz a vida valer a pena viver.” (em: Além do Bem e do Mal).
Reparem que até um filósofo que rejeitava a fé cristã enxergou essa verdade com clareza. Só que ele parou aí. A Bíblia vai além: dá a essa “longa obediência” um nome, um rosto, e um destino.
E é justamente aí que entram duas das palavras que a Bíblia usa para nos descrever. A primeira é DISCÍPULO — em grego, mathētēs: alguém que aprende, mas não apenas numa sala de aula, ou num curso comprado na internet, e sim junto ao artesão, no próprio ofício. Discípulo não é quem acumula informação sobre Deus, mas quem desenvolve, com o tempo, habilidade de fé — de viver pela fé na graça futura de Deus.
A segunda palavra é PEREGRINO — parepidēmos: alguém que passa a vida indo a algum lugar, e esse lugar é Deus. É exatamente essa palavra que o apóstolo Pedro usa quando escreve aos cristãos espalhados pelo império romano: “amados, peço a vocês, como peregrinos e forasteiros que são, que se abstenham das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma” (1Pe 2.11).
Peregrino descreve alguém que está de passagem, residindo temporariamente num lugar que não é o seu — como um viajante, um residente temporário. Forasteiro descreve alguém que mora num lugar, mas sem pertencer a ele por completo — sempre um pouco de fora, mesmo estando dentro. Ou seja: não somos daqui, e não viveremos aqui para sempre.
O escritor da carta aos Hebreus descreve o mesmo chamado com outra imagem: uma corrida de longa distância, cercada por “tão grande nuvem de testemunhas” que já correram antes de nós. E o conselho é claro: “livremo-nos de todo peso e do pecado que tão firmemente se apega a nós, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1). Perseverança. Não impulso. Não emoção passageira. Constância.
Percebem por que voltamos à esteira? A inclinação de doze por cento não produz resultado em cinco minutos de esforço isolado. Produz resultado em trinta minutos sustentados, dia após dia, semana após semana, mês após mês. Regularidade.
É exatamente assim que Peterson via a vida cristã: não como pico de emoção, mas como inclinação mantida. O turista busca a próxima experiência. O peregrino sustenta o mesmo passo, na mesma direção, rumo ao mesmo destino — mesmo quando ninguém está aplaudindo, mesmo quando o caminho é árido, mesmo quando a paisagem não muda por semanas.
E aqui vale uma pergunta simples, para você refletir com sinceridade: sua fé tem sido turismo, ou peregrinação? Ela se sustenta apenas pela novidade de um culto especial, ou pela disciplina silenciosa de buscar a Deus todos os dias, mesmo quando não há nada de espetacular acontecendo?
Porque é justamente para isso — para essa longa obediência na mesma direção, para essa subida constante — que os Cânticos de Ascensão (ou: Cânticos de Peregrinação) foram escritos. Eles não foram compostos para uma visita ocasional a Jerusalém. Foram compostos para quem caminha, ano após ano, rumo à mesma cidade, ao mesmo templo, ao mesmo Deus.
Mas surge uma pergunta que nenhum peregrino consegue evitar por muito tempo. Se subir é tão exigente, se a jornada pede tanta constância, resta saber: quem, afinal, tem condições de chegar lá? O próprio Saltério faz essa pergunta, no Salmo 24.3-4:
3Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar? 4O que é limpo de mãos e puro de coração…
Mãos limpas. Coração puro. Ninguém aqui precisa de muito tempo para perceber o problema. Se essa é a exigência para subir à presença de Deus, ninguém sobe. Nossas mãos carregam o que fizemos; nosso coração, o que desejamos até em segredo.
Como escreveu o teólogo reformado holandês do século XVII, Herman Witsius, “como o pecado fechou as portas do céu, nada além da santidade pode reabri-las.”
Só que o mesmo salmo, alguns versículos depois, responde a essa aparente impossibilidade com um grito de vitória:
“Levantem as suas cabeças, ó portas! Levantem-se, ó portais eternos, para que entre o Rei da glória. Quem é o Rei da glória? O SENHOR, forte e poderoso, o SENHOR, poderoso nas batalhas… Quem é esse Rei da glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da glória” (Sl 24.7-10).
Esse Rei da glória é o único que sobe com mãos limpas e coração puro — e é justamente por isso que não precisa subir sozinho. Ele sobe carregando quem não tinha condição nenhuma de subir. Antes de ser o monte Sião, o monte do SENHOR foi o Calvário. Foi ali que Cristo subiu por nós, entregando-se como sacrifício, para que, unidos a ele pela fé, pudéssemos entrar onde jamais entraríamos sozinhos.
Por isso a carta aos Hebreus pode dizer, com toda a ousadia, que já chegamos: “vocês chegaram ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a milhares de anjos. Vocês chegaram à assembleia festiva, à igreja dos primogênitos arrolados nos céus. Vocês chegaram a Deus, o Juiz de todos… e a Jesus, o Mediador da nova aliança” (Hb 12.22-24).
Reparem bem: os antigos peregrinos ainda estavam a caminho. Nós, que estamos aqui hoje, crente em Jesus, já chegamos — pela fé, mesmo que a jornada continue.
E é exatamente isso que um culto como este proporciona: não é o destino final, mas é um verdadeiro descanso no caminho. Um lugar onde o peregrino cansado se senta, recupera o fôlego, e é lembrado, mais uma vez, de que as portas já se abriram — e continuarão abertas, até o dia em que a subida terminar de vez.
Voltamos, então, para onde começamos: a esteira. Doze por cento de inclinação. Sete graus. Trinta minutos sustentados a 5 km/h. Nenhuma explosão de esforço, nenhum atalho — só constância, dia após dia.
É assim que se sobe ao monte do SENHOR. Não com um salto de fé isolado, mas com uma vida inteira de peregrinação. Discípulos que aprendem. Peregrinos que caminham. Gente que sabe que este mundo não é o lar definitivo, e que já tem, em Cristo, as portas do céu abertas diante de si.
Nas próximas mensagens, vamos seguir essa trilha juntos, salmo após salmo, faixa após faixa deste álbum que Israel cantava subindo a Jerusalém. Que cada um leia, releia, e se prepare para subir: Salmo 120–134.
Porque, no fim da caminhada, quem vai nos receber não é um aplicativo, nem um relógio inteligente anunciando “Parabéns! Meta batida.” Será o próprio Salvador, dizendo: “Muito bem, servo bom e fiel; […] venha participar da alegria do seu senhor” (Mt 25.22).
S.D.G. L.B.Peixoto.
Mais Sermões
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Peregrinos – Uma Jornada à Presença de Deus
Pr. Leandro B. Peixoto