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31.12.2025

Não Tema: Deus Está no Controle

  • Pr. Leandro B. Peixoto
  • Série: Não Tema: Deus Está no Controle
  • Livro: Isaías

Isaías 41.1-10 (NAA)

[Inicialmente, leremos apenas os versículos 8-10]

8“Mas você, Israel, meu servo; você, Jacó, a quem escolhi; você, descendente de Abraão, meu amigo; 9você, a quem eu trouxe dos confins da terra e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem eu disse: ‘Você é o meu servo, eu o escolhi e não o rejeitei’; 10não tema, porque eu estou com você; não fique com medo, porque eu sou o seu Deus. Eu lhe dou forças; sim, eu o ajudo; sim, eu o seguro com a mão direita da minha justiça.”

Não Tema

Hoje — preparando-nos para o ano novo — iniciamos uma jornada para responder a cinco perguntas que nos ajudarão a vencer a batalha contra a preocupação, o medo e a ansiedade. Abordaremos este tema agora e nas próximas mensagens, ainda no primeiro bimestre:

  1. Quem está no controle?
  2. O que é o medo?
  3. No que devo acreditar?
  4. Como devo orar?
  5. O que devo pensar?

Estas não são as únicas perguntas necessárias para combater a ansiedade, mas são úteis. Há na Bíblia respostas — remédios específicos — para enfrentar momentos em que o medo em menor grau ou o pânico total nos atacam.

Ah, o ano novo!

Considero desnecessário convencê-los sobre a importância de abordar a ansiedade e o medo. Sobretudo ao encarar 2026 — um ano de eleições gerais — quando esses sentimentos parecem nos perturbar ainda mais.

As dúvidas atingem a todos: o Brasil vai virar uma Venezuela? A economia vai quebrar? O dinheiro será suficiente para as contas? O que será dos meus filhos neste mundo imoral? Terei saúde e forças para continuar? Minha família conseguirá resistir?

Aprecio estar informado e acompanho notícias de forma constante em diversos meios: telejornais, jornais e mídias sociais. Tenho curiosidade e desejo de aprender. No entanto, compreendi a necessidade de interromper o consumo de informações, pois o surgimento de novos problemas, ou a forma como são abordados, me sobrecarrega e alimenta a ansiedade.

Mas tem um problema: ao parar de acompanhar as notícias, surge a batalha contra o medo de estar ignorando algo importante. Enfrento este dilema: as notícias geram ansiedade, mas não acompanhá-las causa o medo de estar desinformado e, portanto, de não saber como reagir para enfrentar a situação.

Será que é só comigo?

Por outro lado, observo pessoas que parecem não ter preocupações e questiono essa postura. De certo modo, eu gostaria de ser assim, mas acabo me preocupando com a falta de preocupação delas ou sinto ansiedade por notar minha própria ansiedade.

O mecanismo da ansiedade

A ansiedade e o medo surgem de forma inesperada, muitas vezes sem um motivo conhecido. Há dias em que acordo ansioso sem que nada novo tenha ocorrido. Nesses momentos, busco razões nas situações que costumam me causar ansiedade; se não encontro motivos, a própria ausência de uma causa gera em mim preocupação. Afinal, questiono-me: “Se não há nada de grave ocorrendo, por que me sinto desta maneira?”. É uma experiência terrível.

A ansiedade também pode ser incapacitante. Muitos de vocês conhecem essa realidade. A preocupação e o medo não estão apenas no ar que respiram; eles são a roupa do dia a dia; eles fazem parte da sua realidade diária. Você respira medo e ansiedade. Veste medo e ansiedade. Vive acuado pelo medo e a ansiedade. Isso pode ocorrer por um motivo justificável, como um trauma que gerou um estado de autoproteção ou prudência. Em todo caso, é horrível. Parece que a gente está em cadeias.

Outras pessoas possuem uma inclinação natural para a ansiedade — seja por histórico familiar, personalidade ou química corporal. Para algumas, a preocupação deixou de ser uma luta pontual e tornou-se identidade: você não apenas enfrenta a preocupação, você se define como alguém preocupado.

Para a sua salvação

Espero que esta série de mensagens seja útil e que você se sinta amparado durante este percurso.

Caso você ainda não seja crente professo, alegra-me sua presença. Acompanhe-nos ao longo desta série e contate qualquer um de nossos pastores. Pretendo demonstrar como a fé cristã — e o relacionamento com Jesus — é essencial para enfrentar o medo, a preocupação e a ansiedade.

Desejo ainda que você constate — e tenha a certeza do que talvez já suspeite — que até mesmo os verdadeiros crentes são pessoas falhas. Eles enfrentam dificuldades reais e encontram em Jesus Cristo a esperança para seus pecados e para todas as suas questões, incluindo o medo, a preocupação e a ansiedade.

Quem está no controle?

Compreender e crer sinceramente que Deus está no controle é o que faz a diferença quando a preocupação, o medo ou a ansiedade surgem. Assim, diante desses sentimentos, você deve se perguntar: QUEM ESTÁ NO CONTROLE?

Esta pergunta expõe a quem ou ao a que você recorre — em seus pensamentos, em suas emoções e em sua fé — quando surgem os problemas. Em outros termos: para onde você volta sua atenção em busca de segurança quando as circunstâncias o levam à preocupação?

A preocupação, o medo e a ansiedade estão sempre ligados a situações específicas. Por isso, analisaremos o contexto de Isaías 41 para compreendermos as promessas contidas no versículo 10 e sabermos como elas se aplicam à nossa realidade.

Quem controlava Israel e Judá?

O livro de Isaías atravessa as crises dos séculos VIII e VI a.C., mostrando a fidelidade de Deus enquanto impérios sobem e caem.

No primeiro período (cap. 1–39), a Assíria (atual norte do Iraque) era a potência dominante. O Reino de Israel e a Síria tentaram forçar Judá a uma coalizão militar contra os assírios, mas o plano falhou e resultou na destruição de Samaria em 722 a.C. As tensões geopolíticas daquela época, envolvendo as regiões que hoje compõem o Iraque, a Síria e o Líbano, serviram de palco para a mensagem do profeta sobre a soberania divina.

A partir do capítulo 40, o cenário muda para o domínio da Babilônia (sul do Iraque), que levou Judá ao exílio em 586 a.C., e a subsequente ascensão da Pérsia (Irã). O profeta descreve a transição do cativeiro para a reconstrução em Jerusalém, enfatizando que a reorganização ética e espiritual do povo ocorre sob o governo de Deus. As raízes das disputas modernas entre Irã e Iraque remontam a este período, mas o foco de Isaías permanece na restauração final e na justiça, consolidando a esperança do povo para além das ruínas das potências humanas.

O tribunal das promessas

Isaías 41 abre com uma cena solene: Deus convoca as nações a um tribunal cósmico para avaliarem a realidade. Observe o pedido de silêncio no versículo 1: é um convite para que o homem pare de falar e comece a observar o julgamento de Deus sobre a história.

No versículo 2, o profeta menciona alguém sendo “despertado do oriente”. Isaías se refere a Ciro, da Pérsia, que décadas depois conquistaria a Babilônia e permitiria a reconstrução de Jerusalém. Os versículos 2 e 3 deixam claro que os sucessos militares de Ciro não eram mérito dele, mas fruto do controle soberano de Deus.

O versículo 4 reafirma essa autoridade: líderes brutais, impérios em ascensão e até vírus mortais são peças que se movem sob o governo da providência de Deus: “Quem fez e executou tudo isso? Aquele que desde o princípio tem chamado as gerações à existência, eu, o SENHOR, o primeiro, e aquele que estará com os últimos; eu mesmo.”

A reação humana a esse poder, porém, é o pavor. No versículo 5, vemos medo e tremor. No versículo 6, há um esforço desesperado para encontrar encorajamento um no outro: “5Os países do mar viram isto e temeram; os confins da terra tremeram; eles se aproximaram e vieram. 6Um ajuda o outro e diz a seu próximo: ‘Seja forte.’”

Mas note a ironia ácida de Isaías no versículo 7. As pessoas recorrem aos seus ídolos e chegam a colocar pregos extras na base da estátua para garantir que ela não caia. É como tentar reorganizar as cadeiras no convés do Titanic enquanto o navio afunda: “O artífice anima o ourives, e o que trabalha com o martelo encoraja o que bate na bigorna, dizendo que a soldagem foi bem feita. Então fixam tudo com pregos para que não oscile.”

Por que alguém correria para um ídolo que precisa de pregos para ficar de pé? Porque o ídolo foi fabricado por quem o adora. O que traz conforto não é o objeto da nossa idolatria, mas a promessa que projetamos nele. O mecanismo é simples: “Se eu fizer [tal coisa], então terei segurança. Ficarei em paz.” O que você coloca nesse espaço em branco é a sua falsa promessa.

A esperança está sempre ligada a uma promessa. A vacina promete imunidade. O dinheiro promete opções e suprimento. O álcool ou as drogas prometem alívio imediato. Quando as circunstâncias nos acuam, corremos para o que nos parece promissor. É aqui que a preocupação se torna uma porta de entrada para o pecado.

Tal como o ferreiro de Isaías que prega sua imagem para que ela não oscile (41.7), nós usamos nossas finanças, a carreira de nossos filhos ou a influência política para tentar fixar uma segurança que, na verdade, só pertence a Deus.

Você deve ter percebido: todos esses desvios nascem de promessas falsas em que decidimos acreditar para retomar o controle. Entender isso é libertador. Embora a ansiedade possa ter camadas complexas, um ponto de partida essencial é identificar a raiz:

Em qual promessa você está depositando sua confiança quando a preocupação surge?

Quando as circunstâncias apertarem, pergunte-se:

“Quais promessas de controle estão em jogo aqui?”

As promessas de Deus

Para onde a Bíblia nos direciona quando se alojam no coração da gente o medo intenso e a ansiedade que confia em ídolos?

Apresentarei cinco promessas fundamentadas no relacionamento de Deus com o seu povo. Isaías 41.8-9 foi dirigido originalmente a Israel; contudo, estas promessas baseiam-se no caráter de Deus e na identidade de seu povo:

8Mas você, Israel, meu servo; você, Jacó, a quem escolhi; você, descendente de Abraão, meu amigo; 9você, a quem eu troux

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