

23.11.2025
Salmo 119.49-56
Zain
49Lembra-te da promessa que fizeste a este teu servo;
ela é minha esperança.
50Tua promessa renova minhas forças;
ela me consola em minha aflição.
51O tempo todo os orgulhosos me desprezam,
mas eu não me desvio de tua lei.
52Medito em teus estatutos tão antigos;
ó SENHOR, eles me consolam!
53Fico furioso com os perversos,
pois eles rejeitam tua lei.
54Teus decretos são o tema de minhas canções,
na casa onde tenho vivido.
55À noite, penso em quem tu és, SENHOR;
portanto, obedeço à tua lei.
56Assim passo meus dias:
obedecendo às tuas ordens.
Você já acordou, olhou as manchetes e pensou: “O mundo enlouqueceu”? Às vezes, as peças da realidade não se encaixam. Vivemos uma vertigem moral: o certo tornou-se errado; o absurdo, a norma.
Vemos uma sociedade que protege ovos de tartaruga com rigor legal, mas descarta a vida humana no ventre materno chamando isso de “direito”. Vemos a biologia negada em nome da ideologia. A defesa da verdade é tratada como discurso de ódio; a busca pela santidade, como fanatismo ou fundamentalismo religioso. Enquanto isso, a celebração do orgulho e do vício é aplaudida como “autenticidade” e virtude.
Se sente o peso desse desequilíbrio, saiba que não está sozinho.
Essa tensão é providencial. Em 2025 celebramos 1700 anos do Concílio de Niceia (325 d.C.), onde a Igreja definiu quem Jesus é. Naquele concílio, a figura central não foi um bispo renomado, mas um jovem diácono: Atanásio. Ele lutou contra a heresia ariana — precursora das modernas Testemunhas de Jeová — que dizia: “Houve um tempo em que ele não existia”.
Atanásio sabia que o risco era fatal: se Jesus fosse apenas uma criatura, sua morte não teria poder infinito. Uma criatura não pode salvar o homem; só Deus pode.
A verdade triunfou em Niceia, mas a maré cultural virou. O mundo parecia ter enlouquecido, abandonando a decisão do Concílio. Quando alertaram o jovem defensor: “Atanásio, o mundo inteiro está contra você”, sua resposta entrou para a história:
“Athanasius Contra Mundum!” — “Então, Atanásio é contra o mundo!”
Essa postura inabalável reflete o espírito de Davi na estrofe de hoje. Cercado por uma sociedade que abandonou a lei do SENHOR, ele enfrenta o dilema de manter a sanidade quando todos perderam o juízo.
Vamos ver como a Palavra nos oferece esse equilíbrio para sermos Contra Mundum nestes dias.
Quando a vida é difícil e o mundo parece insano, a atitude mais sábia é correr para Deus. O pecado nos torna tolos e autossuficientes, mas uma criança ferida sabe instintivamente o que fazer: ela corre para o pai.
É exatamente isso que o salmista faz. Curiosamente, nesta estrofe inteira, há apenas um pedido de oração — no versículo 49. Ele não pede a destruição dos inimigos nem uma mudança de circunstâncias. Ele pede algo mais profundo: que Deus cumpra a sua Palavra.
Davi ora para manter a sanidade.
1.1 — Isso lhe dará esperança
A oração começa com um imperativo ousado: “Lembra-te da tua palavra para o teu servo” (v. 49, ESV).
Pedir que Deus se “lembre” não significa que ele sofra de amnésia. Biblicamente, pedir que Deus se lembre é pedir que ele aja.
O salmista faz esse apelo consciente de sua aliança. Ele não duvida; ele cobra a promessa porque conhece o Prometedor.
1.2 — Isso o consolará
Aqueles que confiam em Cristo têm as promessas firmes da Palavra ao seu alcance. No entanto, quando a dor aperta e não vemos o cumprimento imediato, a dúvida pode surgir. “Será que Deus vai cumprir?” — nós pensamos.
A resposta da Escritura é um retumbante sim. Não há nenhum “cruzar de dedos” divino com o nosso Deus. Ele não faz promessas vazias.
Por isso, o salmista encontra poder sustentador na promessa. Há problemas, com certeza (Davi diz: “minha angústia”, NAA), mas a Palavra é a âncora — e Davi complementa: “O que me consola na minha angústia é isto: a tua promessa” (v. 50a, NAA).
Spurgeon foi preciso ao dizer: “O conforto é desejável em todo o tempo; mas o conforto na aflição é como uma lâmpada em um lugar escuro.”
1.3 — Isso vivificará a sua alma
Mas a promessa faz mais do que apenas consolar; ela tem poder. O texto diz: “a tua palavra me vivifica” (v. 50b, NAA) — ela “renova minhas forças” (NVT).
Enquanto a loucura do mundo tenta drenar sua energia, a promessa de Deus injeta vida nova. A aflição se torna um campo de treinamento onde descobrimos força.
Há um eco maravilhoso disso em 2Coríntios 12.9, onde o Senhor diz a Paulo: “Minha graça é tudo de que você precisa. Meu poder opera melhor na fraqueza” (NVT). O sofrimento não é divertido, mas é o lugar onde descobrimos que, quando tudo falha, o nosso Deus é suficiente.
Peça ao SENHOR que cumpra sua Palavra. Isso lhe dará esperança (v. 49b), renovará as suas forças (v. 50a) e o consolará na sua aflição (v. 50.b):
49Lembra-te da promessa que fizeste a este teu servo;
ela é minha esperança.
50Tua promessa renova minhas forças;
ela me consola em minha aflição.
Mas, tem mais…
Uma criança aprendendo a Bíblia com os pais pode levar um choque ao chegar a Provérbios 6. Afinal, papai e mamãe sabiamente ensinam que ela deve sempre amar e jamais odiar. “Ódio” é uma palavra proibida. Feia!
Bem… mais ou menos.
Por isso, será uma revelação para essa criança descobrir que a Bíblia diz — em Provérbios 6.16-19 (NVT) — o seguinte:
“Há seis coisas que o SENHOR odeia, ou melhor, sete coisas que ele considera detestáveis: olhos arrogantes, língua mentirosa, mãos que matam o inocente, coração que trama a maldade, pés que se apressam em fazer o mal, testemunha falsa que diz mentiras, e aquele que semeia desentendimento entre irmãos.”
A criança aprenderá aqui que odiar o mal é uma virtude, porque reflete a reação do próprio Deus. E, vivendo em um mundo caído no pecado e, portanto, insano, o salmista experimenta esse “ódio santo” de duas formas: uma pessoal (v. 51) e uma geral (v. 53).
2.1 — A firmeza contra o desprezo
Primeiro, resistir ao ataque pessoal. O salmista diz, no versículo 51:
51O tempo todo os orgulhosos me desprezam,
mas eu não me desvio de tua lei.
A paráfrase de Eugene Peterson, A Mensagem, captura a violência disso. Ela diz que eles — esses “orgulhosos”, “soberbos” ou “insolentes” — ridicularizam “sem misericórdia”.
Incrédulos que zombam de Deus inevitavelmente zombam do servo de Deus. Eles caçoam de você por você amar e obedecer a um Deus que ninguém vê; tratam sua fé como um delírio.
No entanto, observe a reação do salmista: “mas eu não me desvio da tua lei” (v. 51b). Os escarnecedores não o afastam de Deus; eles o empurram para Deus.
Como Davi faz esse movimento? Ele ancora sua mente no passado. No versículo 52, ele diz (NAA): “Lembro-me dos teus juízos de outrora, e me consolo, ó SENHOR.” A NVT traduz: “Medito em teus estatutos tão antigos; ó SENHOR, eles me consolam!”.
Davi recorda as intervenções históricas de Deus, verdades que resistiram ao teste do tempo. Diante da zombaria passageira do momento, ele encontra conforto na verdade eterna. A palavra de Deus é confiável, e o salmista se consola nisso.
Para os nossos filhos: o bullying como teste de realidade
Pense no bullying escolar. O adolescente cristão que não ri da piada suja ou a menina chamada de “careta” por se guardar. O isolamento dói. Mas é aí que a esperança deixa de ser teoria. Quando esse jovem lê Jesus dizendo “Se o mundo os odeia, saibam que odiou a mim primeiro” (Jo 15.18), a Bíblia é validada pela realidade. A dor o empurra para fora da aprovação de colegas e o ancora na aprovação de Deus. Ele aprende cedo: é melhor ser rejeitado pelo mundo e aprovado por Deus, do que o inverso.
Ele afirma com o salmista:
51O tempo todo os orgulhosos me desprezam,
mas eu não me desvio de tua lei.
52Medito em teus estatutos tão antigos;
ó SENHOR, eles me consolam!
Para os adultos: a sanidade na guerra ideológica
E para nós, adultos?
A batalha migrou do pátio da escola para a cultura. A guerra é ideológica. Se você se posicionar biblicamente no trabalho, corre o risco de ser rotulado de “fóbico”. O medo do cancelamento é real. Mas essa hostilidade mata o “cristianismo nominal”. Quando a cultura zomba, você é forçado a dizer: “Senhor, eles são os donos do poder: têm a mídia, os algoritmos e os likes. Mas só tu tens a palavra da vida eterna.” A pressão do mundo arranca nossas raízes superficiais desta terra e nos obriga a enraizá-las fundo no céu.
É com essa certeza que afirmamos com o salmista:
51O tempo todo os orgulhosos me desprezam,
mas eu não me desvio de tua lei.
52Medito em teus estatutos tão antigos;
ó SENHOR, eles me consolam!
Mantemos a sanidade em um mundo insano quando permanecemos fieis e odiamos o mal. Em primeiro lugar, isso significa ter firmeza em meio ao desprezo. Mas, tem mais…
2.2 — A indignação contra a apostasia
Segundo, cultivar a indignação contra a apostasia. Veja: o salmista olha para o cenário geral e diz — no versículo 53: “Fico furioso com os perversos, pois eles rejeitam tua lei.” A NAA traduz: “De mim se apoderou a indignação, por causa dos pecadores que abandonaram a tua lei.”
A palavra original para “indignação” sugere um calor intenso, uma febre. A paráfrase de Eugene Peterson traduz assim: “Quando vejo o ímpio ignorar tuas orientações, mal consigo conter a irritação.”
Mas note: isso não é um ataque de nervos; é zelo.
O salmista vê pessoas tendo acesso ao tesouro da Palavra e jogando-o no lixo. Isso o horroriza. Ele sabe, como Jesus disse, que “nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4).
Portanto, abandonar a lei de Deus não é apenas uma “opção de vida”; é escolher o caminho da morte. O salmista fica horrorizado porque entende a gravidade. Afinal, os ímpios não ofenderam, em última análise, a ele. Aquele a quem ofenderam é Deus. E isso, para um coração que ama, é motivo de profunda dor.
O mito da nação cristã
Imagine o caso do Brasil. Estatisticamente, somos um gigante da fé: a vasta maioria da população — quase 84%, somando católicos e evangélicos — declara-se cristã. O nome de Deus está no preâmbulo da Constituição, impresso na moeda e invocado nas casas.
Entretanto, veja a cultura de morte que impera aqui.
Como explicar que uma nação “cristã” seja líder mundial em homicídios? Vemos a vida humana — a image de Deus no semelhante — descartada por um celular ou em uma briga de trânsito.
Vemos a corrupção endêmica. E não se engane: não é crime financeiro, é crime de sangue. O dinheiro desviado é o remédio que falta no hospital e a segurança que falta na rua.
Assistimos à destruição da família, com índices alarmantes de divórcio e violência doméstica dentro de lares que têm uma Bíblia na estante. E o mais grave: muitas vezes, as estatísticas não distinguem os que se dizem evangélicos do restante da sociedade.
Vemos a sexualização infantil e a normalização do vício em horário nobre.
O que isso nos diz? Que existe um abismo trágico entre o censo do IBGE e o temor do SENHOR. Embora professem a fé, na prática, eles “abandonaram a tua lei” (v. 53).
Ver essa incoerência — uma nação abençoada com o evangelho vivendo como se Deus não existisse — deveria nos encher da mesma santa indignação do salmista: “De mim se apoderou a indignação, por causa dos pecadores que abandonaram a tua lei.” (v. 53, NAA).
Como manter a sanidade em um mundo insano?
Primeiro, peça ao SENHOR que cumpra a sua Palavra (vs. 49-50)
Segundo, permaneça fiel e odeie o mal (vs. 51-53)
Mas há uma terceira e última postura…
54Teus decretos são o tema de minhas canções,
na casa onde tenho vivido [ou: na casa da minha peregrinação].
55À noite, penso em quem tu és, SENHOR [ou: Lembro-me, SENHOR, do teu nome, durante a noite];
portanto, obedeço à tua lei.
56Assim passo meus dias:
obedecendo às tuas ordens.
O Cristianismo é uma fé que canta. Nós herdamos isso de nossos antepassados judeus, mas a vida em Cristo eleva essa realidade a um novo nível. Joguem-nos na cadeia, como fizeram com Paulo e Silas, e nós cantaremos (Atos 16). Reúna-nos em uma caverna, no subsolo ou em uma pequena casa e nós encorajaremos uns aos outros com “salmos, hinos e cânticos espirituais” (Cl 3.16; Ef 5.19).
Por quê? Porque cantar a Palavra é um ato de sanidade.
3.1 — O cântico do peregrino
Davi diz que a Palavra é o motivo dos seus cânticos na “casa da minha peregrinação” (v. 54). E não há exemplo moderno mais forte disso do que a jornada de Nik Ripken (um codinome).
Em seu livro A Insanidade de Deus, Ripken narra uma descida ao abismo. Nos anos 1990, ele serviu como missionário na Somália (no nordeste da África) durante a guerra civil — um ambiente quase 100% islâmico e hostil. Lá, ele presenciou a insanidade do mal em sua forma mais crua.
Ele viu convertidos somalis serem assassinados brutalmente. E, no momento mais doloroso de sua vida, ele enterrou seu próprio filho, Timothy, naquele solo árido.
Diante de tanta morte, Ripken entrou em uma crise de fé profunda. A dúvida o consumia: Será que Deus realmente funciona em lugares difíceis? Ou o evangelho só serve para o conforto do Ocidente?
Para responder a esse dilema, ele saiu da Somália e viajou pelo mundo — Rússia, China, Oriente Médio — entrevistando centenas de cristãos que viveram décadas sob opressão soviética e comunista. Ele precisava saber:
“Como vocês mantiveram a fé — e a sanidade — na prisão?”
A resposta que ele encontrou, repetida da Sibéria aos subterrâneos da China, baseava-se em três âncoras fundamentais: (1) a oração, (2) a memorização das Escrituras— já que os textos físicos, as Bíblias de papel, eram confiscados nas celas, eles precisavam ter a Bíblia dentro deles e (3) cânticos em suas línguas nativas.
Ripken descobriu que, quando a teologia vira música (Sl 119.54), ela atravessa as paredes da prisão, penetra o coração e preserva a mente do crente, mesmo quando o mundo ao redor enlouqueceu.
3.2 — A lembrança durante a noite
Mas o cântico do dia (v. 54) precisa se tornar a lembrança durante noite.
A NAA traduz assim — os versículo 55: “Lembro-me, SENHOR, do teu nome, durante a noite, e observo a tua lei.” A “noite” aqui pode ser a literal — a insônia das 3 da manhã — ou a teológica: a noite da alma.
Isso nos lembra João 13.30. Quando Judas saiu para trair Jesus, o texto diz simplesmente: “e era noite”. As trevas cercaram o Senhor. Mas o que Jesus fez? Guardou a lei do Pai. Obedeceu até a morte — e morte de cruz.
Lembrar do nome do SENHOR (seu caráter, quem ele é) na noite escura é o que nos impede de sucumbir ao medo — e à insanidade. A palavra de Deus nos guia ao nome, e o nome nos segura no SENHOR.
3.3 — A recompensa da obediência
E qual é o resultado dessa vida de lembranças e de cânticos? O versículo 56 diz: “Assim passo meus dias: obedecendo às tuas ordens.” E a ARA traz assim: “Tem-se dado assim comigo, porque guardo os teus preceitos.”
Parece um raciocínio circular, mas é profundo. O salmista está dizendo que a recompensa por obedecer a Deus… é a própria capacidade de continuar obedecendo a Deus.
O prêmio por manter a sanidade, por cantar na peregrinação e por lembrar do Nome na noite escura da alma é este: você ganha mais de Deus. Você ganha uma vida que não se desintegra. Você ganha a posse inestimável de uma consciência tranquila e de uma fé que não naufragou na insanidade.
Em um mundo insano, a maior bênção não é a mudança das circunstâncias lá fora, mas a preservação da fidelidade aqui dentro — no próprio coração.
Começamos com Atanásio. Termino com um herói moderno: William Wilberforce (1759–1833). Ele liderou a batalha contra a escravidão na Inglaterra, enfrentando a “insanidade” de um sistema que tratava humanos como mercadoria. Várias vezes, sentiu-se desanimado — como o salmista no v. 53 — e pensou em desistir.
Mas, em 1791, recebeu uma carta. Era a última que o evangelista John Wesley escreveu, em seu leito de morte, seis dias antes de partir. Ouçam o que ele disse — observem como suas palavras se valeram do exemplo de fé do gigante Atanásio:
A menos que o poder divino o tenha levantado para ser como Athanasius contra mundum, não vejo como você poderá sustentar esse glorioso empreendimento de oposição a essa vilania execrável, que é o escândalo da religião, da Inglaterra e da natureza humana. A menos que Deus o tenha levantado para este exato fim, você será exaurido pela oposição de homens e demônios. Mas se Deus é por você, quem poderá ser contra você? Serão todos eles, juntos, mais fortes do que Deus? Oh, não se canse de fazer o bem! Prossiga, em nome de Deus e no poder da sua força, até que mesmo a escravidão americana — a mais vil que o sol já viu — desapareça diante dele.
Wilberforce não desistiu. Ele se lembrou da Palavra, manteve-se fiel e a escravidão caiu. Ao olharmos nosso “mundo louco”, a pergunta é: Deus e eu contra o mundo? A resposta é clara: Com ele ao meu lado, sou mais do que vencedor.
Wilberforce venceu, mas a história da “insanidade” continua. Porém, a boa notícia é que sabemos como a guerra termina. O Apocalipse mostra o triunfo da Palavra Encarnada: Jesus Cristo, o Fiel e Verdadeiro (Ap 19.11).
E a sentença já foi dada: “Lutarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá… serão vencedores também os chamados, eleitos e fiéis” (Ap 17.14, NAA).
Quem são os vencedores? Nós. Os crentes. A igreja triunfante. Ou seja: “os chamados, eleitos e fiéis”
Como vencemos a insanidade do Dragão? “Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo diante da morte, não amaram a própria vida.” (Ap 12.11, NAA)
As armas são: (1) O sangue de Jesus, que nos justificada diante de Deus; (2) O testemunho encarnado dos crentes diante do mundo insano; e (3) o sacrifício deliberado para fazer discípulos de todas as nações.
A insanidade do mundo tem prazo de validade. A sanidade do Reino é eterna. Não desanime. O Cordeiro já venceu. Portanto, a ele, a Palavra que se fez carne, o Fiel e Verdadeiro, seja a glória, agora e para sempre. Amém.
Agora, eu quero falar com você que, ouvindo tudo isso, percebeu que está cansado. Talvez você se identifique com Wilberforce: você olhou para a cultura, para a sua empresa, para a universidade, ou até para a sua família, e pensou em desistir. A pressão para se conformar tem sido insuportável e você sente que sua sanidade espiritual está por um fio.
Eu quero convidar você a tomar uma decisão de coragem hoje. Não uma coragem que grita, mas uma coragem que descansa.
Eu quero orar por três grupos de pessoas agora. Feche seus olhos um instante. Reflita. E tome uma decisão.
Senhor nosso Deus e Pai,
Lembra-te da promessa que fizeste aos teus servos, na qual os tens feito esperar. Que o consolo deles na angústia seja isto: que a tua palavra os vivifique. Ainda que os soberbos zombem continuamente deles, que eles não se afastem da tua lei. Que se lembrem dos teus juízos de outrora e se consolem, ó SENHOR. Que se apodere deles a indignação, por causa dos pecadores que abandonaram a tua lei. Que os teus decretos sejam motivo dos seus cânticos, na casa da sua peregrinação. Que se lembrem, SENHOR, do teu nome, durante a noite, e observem a tua lei. Que isto seja assim com eles: que guardem os teus preceitos.
Em nome de Jesus, oramos. Amém.
S.D.G. L.B.Peixoto.
Mais Sermões
Mais Séries
Mantendo a sanidade em um mundo insano
Pr. Leandro B. Peixoto