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15.02.2026

Não Tema: Ore com Confiança

  • Pr. Leandro B. Peixoto
  • Série: Não Tema: Deus Está no Controle
  • Livro: 1Pedro

1Pedro 5.6-11 (NAA)

6Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, os exalte. 7Lancem sobre ele todas as suas ansiedades, porque ele cuida de vocês. 8Sejam sóbrios e vigilantes. O inimigo de vocês, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. 9Resistam-lhe, firmes na fé, certos de que os irmãos de vocês, espalhados pelo mundo, estão passando por sofrimentos iguais aos de vocês. 10E o Deus de toda a graça, que em Cristo os chamou à sua eterna glória, depois de vocês terem sofrido por um pouco, ele mesmo irá aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar vocês. 11A ele seja o domínio para sempre. Amém!

A oração sufocada pelo ruído

Talvez as suas manhãs soem assim. Os lábios dizem “Pai Celestial”, mas a mente responde com o peso do corpo: “Que sono absurdo. Por que fiquei no celular até tarde? Preciso levantar, mas não tenho energia.”

Você continua e murmura: “Senhor, sei que estás no controle”. Mas o pensamento o trai imediatamente: “Vi aquele post agora e me senti mal. Todos parecem viver algo incrível, menos eu. Minha semana é um caos de prazos atrasados e sinto que estou ficando para trás.”

Você tenta pedir ajuda: “Ajuda-me hoje”. Mas o coração rebate com medo do futuro: “E se eu não passar? E se não conseguir o estágio? As expectativas dos outros são um peso que não aguento carregar.”

Por fim, você diz “Amém”, pedindo confiança, mas a sua reserva emocional está no limite. O medo de uma nova notícia ruim ou de mais um período de incerteza sufoca a fé antes mesmo de você sair do lugar de oração.

Todos nós conhecemos essa oração dispersa. É exaustivo tentar falar com Deus quando as notificações e as cobranças invadem a mente. Para muitos, a vida de oração não apenas enfraqueceu; ela silenciou. O medo e o cansaço criaram um período de ausência de diálogo.

Muitas vezes, paramos de orar porque nos sentimos mais produtivos na ação prática — estudando, resolvendo problemas, trabalhando, preparando-se. A oração parece lenta demais para o nosso ritmo urgente. Ou talvez o silêncio seja uma paralisia causada pelo desânimo. Falar com Deus exige admitir uma expectativa de melhora, e poucas coisas assustam mais do que voltar a ter esperança após uma decepção — seja num relacionamento, num plano frustrado ou numa crise de saúde.

O resultado é que o silêncio em relação a Deus deixa de ser paz e torna-se uma forma deliberada de ignorá-lo, seja por acharmos que ele não se importa com nossas questões, seja por medo de nos frustrarmos novamente.

Como devo orar?

Hoje nós vamos explorar a conexão entre a ansiedade e a oração. Estamos na quarta mensagem da série de mensagens que está analisando como lidar com a questão prevalente e complexa da preocupação, do medo e da ansiedade. Estamos examinando as seguintes perguntas:

  1. Quem está no controle? (Deus está no controle)
  2. O que é o medo? (Seja forte e corajoso)
  3. No que devo crer? (Confie no cuidado de Deus)
  4. Como devo orar? (Ore com confiança)
  5. O que devo pensar? (Vigie seus pensamentos)

Na última mensagem, percorremos Mateus 6.25-34 para aprender sobre a ligação entre a fé e a incredulidade. Consideramos que, na base de muitos temores que enfrentamos, na base da preocupação e da ansiedade, estão questões de fé. Esse assunto exige equilíbrio, e precisamos ser ponderados ao refletir sobre ele. Por esse motivo, abordamos as nove perguntas diagnósticas para avaliarmos nossos receios:

  1. Estou permitindo que isso me controle excessivamente?
  2. Estou me esquecendo do amor de Deus por mim?
  3. Estou tentando resolver algo que foge à minha capacidade?
  4. Estou começando a duvidar do caráter de Deus?
  5. Estou agindo como alguém que não crê?
  6. Creio que Deus sabe do que necessito?
  7. Minhas prioridades estão na ordem correta?
  8. Consigo confiar que Deus proverá?
  9. Estou vivendo emocionalmente à frente da provisão de Deus?

Quisemos garantir que devemos todos confiar no cuidado de Deus. Mas é difícil! Portanto, agora, analisaremos como a oração se insere nesse cenário — ao examinarmos 1Pedro 5.6-11.

Esta carta foi escrita para pessoas que enfrentavam os estágios iniciais de oposição cultural, hostilidade e perseguições ao cristianismo. O tema do sofrimento é recorrente em toda a obra:

1Pedro 1.6-7 (NAA) 6Nisso vocês exultam, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejam contristados por várias provações, 7para que, uma vez confirmado o valor da fé que vocês têm, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado pelo fogo, resulte em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.

1Pedro 2.19 (NAA) Porque isto é agradável a Deus, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus.

1Pedro 3.13-17 (NAA) 13Ora, quem há de maltratá-los, se vocês forem zelosos na prática do bem? 14Mas, mesmo que venham a sofrer por causa da justiça, vocês são bem-aventurados. Não tenham medo das ameaças, nem fiquem angustiados; 15pelo contrário, santifiquem a Cristo, como Senhor, no seu coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que vocês têm. 16Mas façam isso com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam mal de vocês, fiquem envergonhados esses que difamam a boa conduta que vocês têm em Cristo. 17Porque, se for da vontade de Deus, é melhor que vocês sofram por praticarem o bem do que praticando o mal.

1Pedro 4.12-19 (NAA) 12Amados, não estranhem o fogo que surge no meio de vocês, destinado a pô-los à prova, como se alguma coisa extraordinária estivesse acontecendo. 13Pelo contrário, alegrem-se na medida em que são coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vocês se alegrem, exultando. 14Se são insultados por causa do nome de Cristo, vocês são bem-aventurados, porque o Espírito da glória, que é o Espírito de Deus, repousa sobre vocês. 15Que nenhum de vocês sofra como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se mete na vida dos outros. 16Mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por causa disso. 17Porque chegou o tempo de começar o juízo pela casa de Deus; e, se começa por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? 18E, “se é com dificuldade que o justo é salvo, que será do ímpio e do pecador?” 19Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus entreguem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.

1Pedro 5.10-11 (NAA) 10E o Deus de toda a graça, que em Cristo os chamou à sua eterna glória, depois de vocês terem sofrido por um pouco, ele mesmo irá aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar vocês. 11A ele seja o domínio para sempre. Amém!

Naquele momento, não havia indícios de que os destinatários da carta estivessem sendo martirizados. O foco de Pedro recai sobre o abuso verbal:

1Pedro 4.3-4 (NAA) 3Porque basta que, no passado, vocês tenham feito a vontade dos gentios, tendo andado em práticas libertinas, desejos carnais, bebedeiras, orgias, embriaguez e em detestáveis idolatrias. 4Por isso, falando mal de vocês, estranham que vocês não se juntam com eles no mesmo excesso de devassidão,

Some-se a isso os maus-tratos físicos específicos (2.19-20). Então, como a carta foi escrita antes da perseguição generalizada sob o imperador Nero, em 64 d.C., o cenário parece que era de ameaça e incerteza; uma verdadeira guerra fria.

Pedro escreve a um grupo que enfrenta a possibilidade de perseguição. Então… Diante do risco e da pressão, como eles deveriam orar? Como você deve orar hoje?

Cinco maneiras de orar

Permitam-me identificar cinco maneiras pelas quais os cristãos podem orar e a lição que podemos aprender com cada um destes advérbios: (i) ore… humildemente, (ii) ore… intencionalmente, (iii) ore… confiantemente, (iv) ore… sobriamente e vigilantemente, e (v) ore… triunfantemente.

1. Ore humildemente

Comecemos pela humildade. 1Pedro 5.6 destaca a importância desta postura de coração e de vida, fundamental para a vida cristã: “Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, os exalte.”

“Humilhar-se”, aqui, não tem nada a ver com sentir vergonha ou se colocar para baixo de forma artificial. No original, a palavra significa nivelar, trazem para baixo. É um ajuste de realidade. É como se você estivesse tentando ocupar um lugar exaltado, que não é seu — o lugar do controle — e Deus o convidasse a voltar para a sua estatura real: a de uma criatura que depende do Criador. Humilhar-se é admitir: “Eu não sou o dono da agenda, eu não controlo o futuro e eu preciso de ajuda.”

A conjunção “portanto”, no início do versículo 6, é importante porque vincula o versículo anterior a este conceito. Pedro afirmou:

1Pedro 5.5 (NAA) Que todos se revistam de humildade no trato de uns com os outros, porque “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”

Este versículo confirma que a orientação geral do cristão deve ser a humildade, por dois motivos:

  • Conhecemos o evangelho. A Bíblia afirma que Deus é o criador do universo e que ele é santo. Diz que somente Deus é digno de louvor e reverência. Também afirma que a humanidade se rebelou contra a santidade de Deus. Falhamos em alcançar a glória divina e não há esperança de reconciliação por nós mesmos. A humanidade está em uma posição perigosa de rebelião, sem esperança própria.
    No entanto, o evangelho apresenta que Deus resgata pecadores desamparados. Romanos 3 posiciona esta verdade e a conecta ao orgulho: “23pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24sendo justificados gratuitamente, por sua graça… 27Onde fica, então, o orgulho? Foi totalmente excluído.” (Rm 3.23-24; 27).
  • Valorizamos a graça de Deus. 1Pedro 5.5 contém um alerta: “Deus resiste aos soberbos”. Ninguém deseja estar do lado oposto ao de Deus. Os cristãos compreendem o que isso significa. Mas também sabemos o que significa o fato de que Deus “dá graça aos humildes” (1Pe 5.5). Há aqui uma promessa que contraria a crença natural humana: Deus concede graça aos que são humildes — aos que se nivelam, são trazidos para baixo, aos que fazem esse ajuste de realidade: Deus é soberano e nós nos submetemos aos seus desígnios.

Confiar na providência e crer na graça de Deus, em vez de confiar em si mesmo, é um passo de fé considerável. Em momentos nos quais os cristãos são chamados à humildade, enquanto todos ao redor agem com orgulho, surge a chance de viver aquilo em que se crê. Ser humilde significa pesar a promessa do que o orgulho produz em oposição à provisão prometida pela graça de Deus.

Os cristãos são humildes porque conhecem o evangelho, valorizam a graça e confiam na providência. O orgulho humano e o amor por Jesus não caminham juntos. Portanto, a humildade está diretamente ligada à sua compreensão de quem Deus é e à sua percepção da graça de Deus para com você. Humildade significa ter uma visão adequada de si mesmo. É aqui que o evangelho se torna fundamental.

Veja… Em 1Pedro 5.6, Pedro ordena a humildade “debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, os exalte”. A humildade nos lembra do quanto precisamos da ajuda de Deus. É fácil esquecer isso. Há uma inclinação para a autossuficiência que faz parte da nossa natureza. Mas quando estamos mais conscientes da nossa necessidade? Quando surgem sofrimentos, dificuldades ou problemas. Percebemos o quanto nossa vida está fora de controle quando vivenciamos situações indesejadas.

Pedro queria que aqueles crentes vissem as dificuldades que se aproximavam como uma oportunidade para se humilharem sob a poderosa mão de Deus.

Como isso se conecta à oração?

A oração e a humildade estão ligadas.

Pense nos momentos em que você ora — geralmente é quando está muito consciente de uma necessidade que vai além de si mesmo. Oramos porque precisamos de ajuda. Às vezes, é necessária uma situação difícil para nos conscientizarmos da carência em nossa vida. Anteriormente, talvez você não quisesse fazer essas perguntas porque pensava estar no controle.

Pessoas orgulhosas não oram.

Um dos passos que precisamos dar na oração é assumir a humildade que o momento traz. Precisamos permitir que as circunstâncias difíceis gerem humildade, a qual deve nos conduzir à oração. Ore humildemente.

2. Ore intencionalmente

1Pedro 5.7 contém a referência mais direta à oração: “Lancem sobre ele todas as suas ansiedades, porque ele cuida de vocês”. No texto bíblico, a palavra “ansiedades” pode se referir tanto a preocupações legítimas quanto prejudiciais. O termo é utilizado para descrever o zelo adequado de Paulo pelas igrejas (2Co 11.28) ou as pressões de um mundo que nos afasta do prioritário. As expressões “ele cuida” e “suas ansiedades” são contrastantes. E em Lucas elas aparece como preocupações (nossas):

“A parte que caiu entre espinhos, estes são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida; os seus frutos não chegam a amadurecer.” (Lucas 8.14, NAA).

O sistema do mundo é repleto de cuidados/preocupações. O ponto central é o que fazemos com eles. 1Pedro 5.7 ordena que as “lancemos”. O conceito principal é transferir o peso de algo para outro. Não se trata apenas de receber ajuda externa, mas de permitir que Deus carregue a carga pesada por você. O termo é utilizado, por exemplo, para descrever quando os discípulos puseram suas capas sobre um jumentinho antes de Jesus montá-lo (Lc 19.35). É, literalmente, uma forma de jogar no outro a carga. Pedro afirma que devemos fazer isso ao depositar as ansiedades em Deus.

Lançar as ansiedades significa dizer ao Senhor: “Preciso de auxílio com isto. Preciso que o Senhor carregue este peso em meu lugar”. Entretanto, muitos recorrem a isso apenas quando esgotam todas as outras alternativas. Pedro não visualiza a oração como o último recurso, mas como o passo inicial.

A estrutura gramatical “Lancem sobre ele” (1Pe 5.7) funciona como uma oração participial. Isso significa que a humildade e o ato de lançar as ansiedades estão diretamente vinculados. Você se humilha ao lançar intencionalmente suas preocupações sobre Jesus. A oração é o modo como demonstramos a convicção de que precisamos da ajuda de Deus.

Para o jovem preocupado com o futuro ou para o adulto sufocado pelas contas, isso significa parar de abraçar o peso. Se você se humilha e reconhece que Deus é maior, o passo seguinte e inevitável é transferir a carga para Ele. Você para de tentar controlar o que nunca esteve nas suas mãos.

A oração nasce da humildade. E a oração produz humildade.

Se você interrompeu suas orações por cansaço ou ocupação excessiva, comece novamente. Não afaste a incerteza de sua vida; traga-a para perto de Deus. Se você tornou a oração o seu último recurso, aceite a distância entre sua capacidade e o governo divino. Deixe que a oração o recorde de que você não detém o controle. É um exercício de humildade, e Deus possui graça disponível para aqueles que se humilham por meio da oração.

3. Ore confiantemente

1Pedro 5.7 oferece outra perspectiva: devemos orar com confiança “porque ele cuida de vocês”. Lançar as ansiedades sobre Deus é necessário não apenas porque o peso é excessivo, mas por causa do caráter bondoso de Deus.

A oração é um ato de fé em que nos apropriamos da promessa de que Deus zela por seus filhos. Já o medo… O medo transforma a incerteza em uma narrativa pessimista sobre a vida. E a preocupação leva ao questionamento, enquanto a ansiedade gera crises de confiança. Embora essas crises sejam fundamentadas em experiências humanas, elas não se aplicam à relação com Deus. Podemos passar a operar a partir de um déficit de confiança, tornando-nos totalmente autoprotetores, inclusive perante o Senhor.

É compreensível questionar se você pode realmente confiar em programas de previdência, empregadores, governos ou amigos. No entanto, o cenário muda quando essa preocupação afeta sua relação com Deus. A oração fortalece a prática da confiança. Não espere até sentir que confia plenamente no Senhor para começar a orar. Utilize a oração, mesmo em sua forma mais breve, para expressar sua dependência dele.

“Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei.” (Mt 11.28, NAA).

“Lance os seus cuidados sobre o SENHOR e ele o susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.” (Sl 55.22, NAA).

4. Ore sóbria e vigilantemente

1Pedro 5.8 vai além da oração e foca na maneira como devemos sofrer, mas ainda se aplica à oração. Isso é especialmente verdadeiro quando o sofrimento e a adversidade cruzam o nosso caminho pessoal. Por essa razão, Pedro convoca os fiéis a serem sóbrios e vigilantes:

Sejam sóbrios e vigilantes. O inimigo de vocês, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. (1Pe 5.8)

Ter uma mente sóbria e vigilante significa pensar com clareza e manter o domínio próprio, bem-acordados. O oposto disso seria o comportamento insensato de quem não percebe a realidade, e adormece. O medo em relação a pandemias, ideologias, economia, conflitos políticos e globais podem nos levar a agir de maneira atípica, ignorando as promessas bíblicas.

Mas o medo também pode nos fazer ignorar o perigo espiritual. Pedro nos lembra que existe um adversário real. Esse risco não é exclusivo nosso; o sofrimento é uma experiência compartilhada por cristãos em todo o mundo (v. 9). O diabo utiliza o medo para impulsionar seus objetivos:

  • O medo do futuro gera tensão constante em conversas com familiares, irmãos de fé e amigos.
  • A ansiedade financeira pode impulsionar a ganância ou a mesquinhez.
  • A preocupação com o emprego pode tornar o indivíduo implacável ou sem ética no trabalho.
  • O medo de ficar sozinho pode tornar o jovem vulnerável a pecados sexuais, conflitos familiares e tomadas de decisão que trarão consequências irreparáveis no futuro.
  • A exaustão produz comportamentos rudes ou divisivos.

O objetivo do diabo é uma igreja amedrontada, dividida e sem oração. A ansiedade e o medo podem conduzir a outros pecados. Não cedamos a esse avanço. Vamos orar.

5. Ore triunfantemente

A última maneira como devemos orar relaciona-se à nossa compreensão do futuro. 1Pedro 5.10-11 apresentam segurança e esperança:

10E o Deus de toda a graça, que em Cristo os chamou à sua eterna glória, depois de vocês terem sofrido por um pouco, ele mesmo irá aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar vocês. 11A ele seja o domínio para sempre. Amém!

Ao sofrermos em tempos de incerteza, precisamos considerar o desfecho da história. A oração é o meio pelo qual recorremos à autoridade e à soberania de Deus. Quando oramos, buscamos o “Deus de toda a graça”, aquele que detém todos os recursos.

Além disso, Deus tem um plano: “em Cristo os chamou à sua eterna glória”. O próprio Deus agirá para (v. 10):

  • Aperfeiçoar: restaurar, consertar o que está quebrado e
    torná-lo completo.
  • Firmar: confirmar, torná-lo mais forte e
    capaz de suportar as pressões.
  • Fortificar: aumentar o vigor e a determinação.
  • Fundamentar: estabelecer, fazer com que você se aprofunde naquilo em que crê.

O objetivo final é que Jesus seja glorificado: “A ele seja o domínio para sempre. Amém!”

Quando a preocupação, o medo e a ansiedade surgem, a oração é o lugar onde recordamos o triunfo de Cristo. Ela nos conduz à presença de Deus. É o espaço para conversarmos com o Criador sobre nossas lutas e inquietações. A oração é o modo como somos recordados de seu cuidado.

Portanto, igreja, vamos orar! Não permitamos que nossos temores nos afastem do Senhor. Utilizemos as dificuldades deste tempo para nos tornarmos pessoas que se assemelham a Jesus enquanto oramos:

  1. Humildemente: “Humilhem-se”
  2. Intencionalmente: “Lancem sobre ele”
  3. Confiantemente: “Porque ele cuida de vocês”
  4. Vigilante e sobriamente: “o diabo anda em derredor”
  5. Triunfantemente: “Cristo os chamou à sua eterna glória”

A razão da nossa confiança

As cinco maneiras de orar que examinamos hoje — com humildade, intencionalidade, confiança, sobriedade e triunfo — não são apenas instruções técnicas. Elas descrevem o movimento de um coração que decidiu confiar no cuidado de Deus em vez de ser governado pelo pânico ou pela autossuficiência.

A oração é o lugar onde a nossa fragilidade encontra o governo de Deus. O medo tenta nos convencer de que estamos desamparados e que nossas necessidades são ignoradas. No entanto, o evangelho nos apresenta uma evidência objetiva de que isso é mentira. O fundamento da nossa vida de oração não é a nossa capacidade de falar bem, mas o caráter daquele que nos ouve.

Se você sente dificuldade em lançar suas ansiedades sobre Deus, ou se a sobriedade parece impossível diante das crises globais e instabilidades financeiras, olhe para a cruz. A prova definitiva do cuidado de Deus por você não é uma sensação subjetiva de paz, mas o fato histórico de que o Senhor já entregou o que possuía de mais valioso para resgatá-lo. Se Deus resolveu o nosso maior problema — a separação eterna dele — ele certamente proverá a graça necessária para as inquietações de hoje.

A lógica da nossa esperança é definitiva e segura. Não precisamos ser dominados pelo medo do amanhã, pois o Deus que nos chama à oração é o mesmo que já provou sua fidelidade de forma radical:

“Aquele que não poupou o seu próprio Filho, mas por todos nós o entregou, será que não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8.32)

Ore com confiança.

S.D.G. L.B.Peixoto.

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