

11.10.2026
Você se recorda da primeira vez que foi humilhado por alguém que se achava superior? Ninguém esquece isso.
Hoje a gente até tem uma palavra pra isso: bullying. Mas a dor é bem mais antiga que a palavra. Pode ter sido na escola. Um colega mais forte zombou de você na frente de todos. Pode ter sido no trabalho. Um chefe fez pouco caso do seu esforço, como se você não valesse o salário que recebe. Pode ter sido em casa. Você ouviu de alguém da própria família que nunca ia dar em nada.
Há uma dor específica nisso. Não é a dor de perder algo. É a dor de ser tratado como menos do que se é, por gente que se sente no direito de te colocar pra baixo. E não é uma vez só. É repetido. Até saturar.
Agora imaginem um povo inteiro vivendo essa dor. Dia após dia. Por anos.
Foi o que aconteceu com os judeus que voltaram do exílio na Babilônia. Eles tinham perdido tudo: a terra, o templo, a cidade. Décadas depois, um pequeno grupo voltou pra reconstruir o que tinha sobrado. Enquanto erguiam de novo os muros de Jerusalém, pedra sobre pedra, um homem chamado Sambalate ficou irado. Ficou indignado. E começou a zombar deles (Ne 4.1).
Na presença de seus irmãos e de todo o exército de Samaria, esse homem provocava: “O que é que esses judeus fracos estão fazendo? Será que vão oferecer sacrifícios? Pensam que podem acabar a obra num só dia? Será que as pedras que foram queimadas poderão renascer daqueles montões de pó?” (Ne 4.2)
E Tobias, que estava ao lado dele, completava: “Mesmo que reconstruam, se vier uma raposa, derrubará aquela muralha de pedras!” (Ne 4.3)
Eram ricos. Estavam bem instalados. Viviam seguros de si. E usavam essa segurança pra escarnecer de gente que não tinha nada, a não ser a fé de que Deus ainda cuidava deles.
É dentro dessa dor — a dor de servir ao Senhor certo, num mundo que só respeita quem se basta a si mesmo — que ecoa o Salmo 123. Leia comigo:
Salmo 123 (NAA)
1A ti, que habitas nos céus, elevo os olhos! 2Como os olhos dos servos estão atentos às mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, à mão de sua senhora, assim os nossos olhos estão atentos ao SENHOR, nosso Deus, até que tenha compaixão de nós. 3Tem compaixão de nós, SENHOR, tem compaixão, pois estamos saturados de tanto desprezo. 4A nossa alma está saturada da zombaria dos arrogantes e do desprezo dos soberbos.
Repare no percurso desse salmo. Ele começa levantando os olhos, nos versículos 1 e 2. E termina levantando a voz, nos versículos 3 e 4. Não é uma sequência aleatória. É essa ideia que eu quero que você leve pra casa hoje:
Cansados de tanto desprezo, ainda assim esperamos — não com desespero, mas com esperança — a misericórdia do nosso Deus soberano.
Esse salmo, diferente do anterior, não traz nome de autor, e a maioria dos estudiosos o situa nos dias do retorno do exílio. E repare: ele começa na primeira pessoa do singular. “Elevo os olhos”, versículo 1. E, no versículo 2, passa à primeira pessoa do plural. “Os nossos olhos”. “Tem compaixão de nós”. Talvez fosse uma oração comunitária. Um sacerdote ou levita abre o cântico sozinho. Um coro responde no versículo seguinte. E a congregação inteira assume o clamor no final. A dor de um se torna a súplica de todos. É assim que a igreja carrega o peso de quem sofre.
E é aqui que a série de cânticos de peregrinação amadurece um degrau. No Salmo 120, o peregrino clamou em meio à angústia do exílio. No Salmo 121, ele ergueu os olhos para os montes e perguntou: “de onde me vem o socorro?” No Salmo 122, chegou à Casa de Deus e aprendeu que a alegria de adorar leva a orar. Aqui, no Salmo 123, não há hesitação. Não há rodeio. Os olhos vão direto ao trono, sem passar pelos montes (diferente do Salmo 121). É a mesma fé. Mas mais treinada. Sabendo, de antemão, pra onde olhar.
E é essa fé treinada que esse salmo quer ensinar a nós. Porque o bullying, a humilhação, o desprezo repetido, isso não ficou só no passado, nem só na infância. É algo que muitos de vocês enfrentam agora. Em casa. No trabalho. Até dentro da própria igreja. Esse salmo não promete que o desprezo vai parar amanhã. Mas ensina, passo a passo, pra onde olhar e o que fazer enquanto ele não para.
Por isso, hoje, veremos dois movimentos que nascem dessa maturidade. Primeiro, a Vigília: como o povo de Deus mantém os olhos atentos ao SENHOR. Segundo, a Oração: como esse mesmo povo clama pela compaixão do SENHOR em meio ao desprezo que sofre.
Os olhos que vigiam. A vigília que ora. É assim que o povo de Deus atravessa o desprezo deste mundo.
Se os olhos que vigiam são os mesmos que aprendem a orar, o primeiro passo dessa vigília é simples de descrever. Mas difícil de sustentar: saber pra onde olhar — pro trono do SENHOR e pra mão dele.
1.1. Olhos Fixos no Trono do Senhor (v. 1)
Corram o dedo comigo no verso 1: “A ti, que habitas nos céus, elevo os olhos!”
Olhamos, por fé, para o trono de Deus. Com os olhos humanos, ninguém consegue ver Deus sentado ali. Mas com os olhos da fé, é exatamente isso que fazemos quando oramos. Cremos na Palavra que descreve esse trono, e nos dirigimos a ele — em oração.
Reparem também no verbo: “elevo os olhos” está num tempo verbal que expressa ação contínua. Não é um gesto único, feito uma vez e esquecido. É uma postura mantida. A resposta ainda não chegou. E é por isso que o salmista continua olhando, verso após verso. A nossa fé não pode ser um lance de vista rápido pra Deus antes de resolver tudo sozinhos. Ela precisa manter os olhos permanentemente voltados pra cima, enquanto a resposta não vem.
E note que o salmista não diz apenas “elevo os olhos”. Ele diz: “a ti, que habitas nos céus”. Essa expressão não fala de endereço, como se houvesse um mapa do céu com a localização de Deus. Ela fala de autoridade. Dizer que Deus habita, ou, como outro salmo prefere, que ele “se assenta” nos céus (Sl 2.4), é dizer que ele reina. Está acima de toda crise. De toda ameaça. De todo poder que se levanta contra o seu povo.
Foi exatamente esse tipo de olhar que fez Neemias diferente de nós, tantas vezes. Cercado pelas zombarias de Sambalate e Tobias, ele não foi atrás de aliados políticos. Nem tentou provar sua capacidade aos que debochavam. Ele levou o problema a Deus:
Neemias 4.4-5 (NAA)
4“Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados. Faze com que o seu desprezo recaia sobre a cabeça deles, e faze com que sejam despojo numa terra de cativeiro. 5Não encubras a sua iniquidade, e que o pecado deles não seja apagado diante de ti, pois te provocaram à ira na presença dos construtores.”
Repare: Neemias não se vinga com as próprias mãos. Ele entrega a causa a quem julga com justiça. E, depois de orar, continuou a obra: “Assim, reconstruímos a muralha. E toda a muralha foi acabada até a metade da sua altura, porque o povo tinha ânimo para trabalhar.” (v. 6).
E aqui está a nossa tentação, sempre que somos ridicularizados: procurar validação ao nosso redor. Uma resposta afiada. Um aliado. Uma prova de que estamos certos. Mas o salmista, encurralado, faz o oposto. Ele não olha pro lado. Ele olha pra cima.
E por que isso é tão difícil?
Porque a tentação, mesmo depois de crentes, é tratar Deus como um balcão de atendimento: fazemos o pedido e esperamos a entrega do jeito que planejamos. O salmista não dá ordens a Deus. Ele olha pra cima, na postura de quem sabe que o trono não é seu. A primeira coisa que a fé faz não é instruir Deus. É olhar pra ele. “A ti, que habitas nos céus, elevo os olhos!” (Sl 123.1).
Mas olhar pro trono é só metade da vigília. Um trono descreve quem Deus é: soberano sobre tudo e sobre todos. Falta ainda descrever o que ele faz. E é exatamente aí que o salmo nos leva no versículo seguinte.
1.2. Olhos Fixos nas Mãos do Senhor (v. 2)
Corram o dedo comigo agora no versículo 2: “Como os olhos dos servos estão atentos às mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, à mão de sua senhora, assim os nossos olhos estão atentos ao SENHOR, nosso Deus, até que tenha compaixão de nós.”
Esse é o movimento de olhar por fé pras mãos de Deus.
Em culturas antigas, o senhor comandava seus servos por gestos da mão. E essa mesma mão também sustentava, alimentava, protegia. Direção, provisão e proteção vinham do mesmo gesto. Por isso o servo não tirava os olhos dali: era dessa mão que vinha tudo o que ele precisava pra viver.
“Olhos” e “mãos”, portanto, não são só palavras literais aqui. São figuras que carregam mais do que dizem. Os olhos representam a atenção da pessoa inteira, o corpo todo voltado, concentrado, vigilante. As mãos representam essa mesma autoridade que comanda, sustenta e protege, como quando dizemos hoje que alguém “está nas mãos” de outra pessoa. Não falamos dos membros do corpo. Falamos do controle que uma exerce sobre a outra.
O servo, aqui, não tem iniciativa própria. Ele espera, atento, o movimento de quem governa soberano.
E o salmista dobra a ilustração: servos observando as mãos do senhor, e a serva observando as mãos da senhora. Não é uma classe de trabalhador sendo descrita. É toda a experiência de servir, homem ou mulher, em qualquer casa. A repetição não enfeita o texto. Ela intensifica a dependência.
Calvino nota algo que dói: os servos, naquele tempo, eram tratados com vergonha, e não podiam mover um dedo para se defender. O que lhes restava era olhar pras mãos do senhor e esperar que ele os protegesse. É esse o retrato. O servo do salmo é justamente quem não pode revidar.
Quem não pode se defender depende inteiramente de outro. Essa dependência tem nome: a Bíblia chama isso de servir. E servir é agir não segundo os nossos próprios planos, mas segundo a vontade de outro, uma liberdade que se entrega, não uma vontade que se impõe sobre a outra.
Essa palavra, servir, incomoda quem confunde liberdade cristã com autonomia. Mas serviço não é humilhação. Calvino diz que Deus nos desarma de propósito, tirando de nós o apoio do mundo, pra aprendermos a viver da sua graça. Não há vergonha em ser comparado a um servo, se Deus é o nosso defensor. Serviço é a estrutura de toda vida com sentido.
Ninguém vive sem servir a algum senhor. A pergunta, portanto, nunca é se servimos. É a quem. Hoje tem gente escrava do trabalho, do vício, da aprovação alheia, e a cultura chama isso de liberdade. Mas é a pior escravidão: a que nem percebe que é escrava.
O servo do salmo, ao contrário, sabe exatamente a quem serve. E é essa clareza que sustenta sua espera. “Até que tenha compaixão de nós”, termina o versículo 2.
Essa espera tem um horizonte. Não é vigília sem fim, apática, resignada. É vigília que aguarda ativamente um movimento específico das mãos de Deus: sua compaixão. Não sabemos quando essas mãos vão se mexer. Mas sabemos o que fazer enquanto elas não se mexem: continuar olhando.
É esse o retrato completo da vigília: olhos no trono que governa soberano sobre os que zombam, olhos nas mãos que ainda prometem agir a favor de quem serve. Não é resignação. É confiança treinada. Vigiar assim não nega a dor do bullying, da humilhação, da perseguição. Apenas recusa buscar alívio fora de Deus. Continuamos servindo. Continuamos olhando, mesmo sem saber quando as mãos vão se mover.
Mas olhos abertos não encerram a história. Porque, enquanto eles vigiam, a alma continua sofrendo. E o salmo sabe disso.
Por isso, no versículo 3, o olhar vira voz. Não porque a fé falhe, mas porque a dor é real, e Deus não pede que finjamos o contrário. O mesmo povo que ergueu os olhos em silêncio agora ergue a voz.
Corram o dedo comigo nos versículos 3-4: “3Tem compaixão de nós, SENHOR, tem compaixão, pois estamos saturados de tanto desprezo. 4A nossa alma está saturada da zombaria dos arrogantes e do desprezo dos soberbos.”
Reparem na repetição da primeira frase do versículo 3: “tem compaixão… tem compaixão”. Essa dobra não é enfeite poético. É urgência. É o mesmo tom de quem clama “Até quando, SENHOR?” (Sl 13.1). Uma dor que já durou tempo demais, e que já não aguenta mais esperar em silêncio.
E o motivo vem logo depois, sem rodeio: “estamos saturados”. O verbo, no hebraico, descreve alguém que já chegou ao limite. Como um copo que não recebe mais uma gota sem transbordar. Não é uma mágoa recente. É desprezo acumulado, dia após dia, até não sobrar mais espaço pra suportar.
E o salmista repete a palavra duas vezes: “estamos saturados de tanto desprezo” (v. 3), “a nossa alma está saturada da zombaria dos arrogantes e do desprezo dos soberbos” (v. 4). Como quem insiste no mesmo ponto porque ainda não foi ouvido.
Lembram de Sambalate e Tobias, e das zombarias contra quem reconstruía o muro — lá em Neemias 4.2-3? É aqui que essa história ganha todo o seu peso.
Recorde o que Neemias não fez. Ele não revidou. Não tentou provar que os judeus eram capazes. Levou a dor pra Deus, sem disfarçar o quanto doía: “Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados” (Ne 4.4). Entregou a causa a quem julga com justiça e continuou a obra.
Mas quem eram esses “soberbos” de que o salmo fala?
Não eram invasores estrangeiros nem exércitos de fora. Eram vizinhos instalados, gente que já tinha casa, posição, segurança. E usavam exatamente essa segurança pra escarnecer de quem não tinha nada além da fé. Calvino observa que riqueza e orgulho andam juntos: quanto mais o mundo favorece algumas pessoas, mais soberbas ficam. E acrescenta um consolo: ser desprezado assim não é novidade para o povo de Deus. Basta saber que somos preciosos aos olhos dele.
Note ainda a mesma imagem do versículo 1, Deus “que habita nos céus”: ela vem lá do Salmo 2, onde é Deus quem se assenta e ri dos reis da terra que se rebelam contra ele. Ou seja: os soberbos que zombam do povo de Deus estão, sem perceber, fazendo o mesmo movimento das nações do Salmo 2. Desafiando, com sua arrogância, a própria autoridade que os governa.
Não é à toa que o Novo Testamento resume esse padrão numa frase só: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg 4.6). O desprezo dos arrogantes nunca é a última palavra, porque não é contra nós que eles realmente se rebelam. É contra o Deus que nos sustenta.
E diante de tanto desprezo, o que o salmista pede?
Não pede vingança, nem reconhecimento, nem prova de que estava certo o tempo todo. Ele pede uma coisa só: misericórdia.
Não é “dá-nos o que merecemos”. Porque, se Deus nos desse o que merecemos, não seria misericórdia, seria justiça.
Não é “recompensa-nos por sermos bons, pra que os outros finalmente nos respeitem”.
É, simplesmente — laia ai no versículo 3: tem compaixão de nós, SENHOR, tem compaixão.
Essa é a diferença entre uma oração que barganha com Deus e uma oração que confia nele. O salmista não está tentando convencer Deus a agir citando seus próprios méritos. Está apelando unicamente pro caráter de Deus. O mesmo Deus que se revelou a Moisés como “compassivo e bondoso, tardio em irar-se e grande em misericórdia e fidelidade” (Êx 34.6). Uma oração assim não exige satisfação. Descansa na misericórdia.
Chegamos ao fim do salmo. Mas falta responder a uma pergunta: por que confiar que essa misericórdia vem?
A resposta está em quem primeiro viveu esse salmo por nós, até o fim.
Jesus também ergueu os olhos ao Pai, na maior saturação de desprezo que a história já viu. Zombado, cuspido, coroado de espinhos como piada de soldados. E ele não revidou. Orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).
Foi o servo perfeito, que lavou os pés dos discípulos na última noite e disse: “Porque eu lhes dei o exemplo, para que, como eu fiz, vocês façam também” (Jo 13.15). Ele serviu até a cruz. E é por causa dessa cruz que Paulo pode nos conclamar: “Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.” (Rm 12.1). Servir a Deus não é mais peso. É resposta a quem já nos serviu primeiro.
E é aí que o Salmo 123 encontra seu horizonte final. Um dia, a compaixão que hoje esperamos vai se manifestar sem véu algum. Não vamos mais orar “até que tenha compaixão de nós” (v. 2). Vamos contemplá-la, face a face, quando Deus enxugar toda lágrima dos nossos olhos (Ap 21.4). O desprezo dos soberbos vai calar-se pra sempre diante do trono que hoje só vemos pela fé.
Até lá, três coisas nos sustentam: fé, que olha pro trono e pras mãos de Deus mesmo sem ver; esperança, que ora sabendo que a compaixão virá; e amor, que nos leva a servir como Cristo serviu, mesmo quando o mundo ri de nós por isso. São as três que permanecem (1Co 13.13). E nascem daquilo que vimos hoje: de olhos fixos em Deus, e de uma oração que confia nele.
Esse desprezo tem muitos rostos. Às vezes é o que você já viveu em casa ou no trabalho. Às vezes é maior que isso: é o desprezo que a própria fé cristã recebe, em público, em espaços de poder e influência. Um médico, um professor, um juiz… qualquer trabalhador que confessa sua fé abertamente muitas vezes é tratado como ingênuo, atrasado, incapaz de pensar com seriedade, como se crer em Deus e ser competente fossem coisas incompatíveis. Esse também é o desprezo dos soberbos de que o salmo fala. E a resposta é a mesma: nem retaliar, nem se esconder. Erguer os olhos e continuar servindo.
Se você nunca entregou sua vida a esse Servo que serviu por você, esse é o convite de hoje: creia nele, seja batizado, e junte-se a um povo que aprende, juntos, a olhar pra Deus.
Se você já é dele, mas está saturado de bullying, de humilhação, de desprezo que não para, não busque alívio em vingança, nem em provar que está certo. Ainda esta semana, escolha:
Porque só há um jeito de atravessar o desprezo deste mundo sem se tornar amargo nem se vingar. É olhar pra Deus, com fé. Clamar em voz alta, com esperança. E continuar servindo, com amor, como o nosso Senhor serviu por nós.
Mas ninguém consegue viver assim por esforço próprio. Só quem nasceu de novo (Jo 3.3). Quem confessou seu pecado com arrependimento: o pecado de ter tocado a vida por conta própria, sem olhar pra Deus. E se voltou pra Cristo pela fé. Essa fé que salva também nos transforma, pelo poder do Espírito, e nos capacita a viver com fé, esperança e amor (Gl 5.22-23).
E você? Já confessou seu pecado? Já se voltou a Cristo, pela fé? Se ainda não, ou se faz tempo que você não olha pra ele, faça isso agora mesmo. E então vigie e ore, sem cessar (Mt 26.41; 1Ts 5.17).
S.D.G. L.B.Peixoto.
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Pr. Leandro B. Peixoto