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08.02.2026

Não Tema: Confie no Cuidado de Deus

  • Pr. Leandro B. Peixoto
  • Série: Não Tema: Deus Está no Controle
  • Livro: Mateus

Mateus 6.25-34 (NAA)

25— Por isso, digo a vocês: não se preocupem com a sua vida, quanto ao que irão comer ou beber; nem com o corpo, quanto ao que irão vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e não é o corpo mais do que as roupas? 26Observem as aves do céu, que não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, as sustenta. Será que vocês não valem muito mais do que as aves? 27Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? 28— E por que se preocupam com o que vão vestir? Observem como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29Eu, porém, afirmo a vocês que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não fará muito mais por vocês, homens de pequena fé? 31Portanto, não se preocupem, dizendo: “Que comeremos?”, “Que beberemos?” ou “Com que nos vestiremos?” 32Porque os gentios é que procuram todas estas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de todas elas. 33Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas. 34— Portanto, não se preocupem com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.

O medo não é domesticável

Ao falar sobre a morte, Alasdair Groves afirma: “O luto não é domesticável”. Como cantamos em um de nossos hinos: “Se dor a mais forte sofrer…”, ou seja: quando a tristeza causada pela morte o atinge, ela o esmaga. Ela surge e, por vezes, imobiliza. O luto é uma força avassaladora, imprevisível e dura como a sepultura (Ct 8.6).

O medo compartilha dessas características. Ele escapa ao nosso controle. No entanto, o medo é mais desafiador porque tendemos a oferecer mais compreensão a quem chora uma perda do que a quem enfrenta o pânico. Reconhecemos a complexidade do luto, mas raramente aplicamos esse mesmo olhar ao medo.

Se um amigo sofre uma perda grave, você demonstra tolerância diante de qualquer reação atípica. Você pensa: “Ele está em luto; precisamos ser compreensivos”. Mas raramente agimos com essa rapidez perante alguém que sente medo. Não costumamos dizer: “Ele está com medo; vamos ser pacientes”.

Somos menos propensos a questionar o sofrimento alheio, mas rápidos em julgar o temor dos outros. Dificilmente diríamos “pare com essa tristeza” com a mesma facilidade que dizemos “pare com esse medo”. Não é verdade?

Talvez essa reação ao medo já tenha feito com que alguns de vocês fossem magoados por pessoas próximas. Vocês podem ter se sentido desamparados, desrespeitados ou tratados com desdém. A vergonha resultante desse julgamento pode ter feito com que vocês se tornassem cautelosos, e talvez defensivos, ao falar sobre seus próprios temores.

Além disso, o medo é mais complexo que o luto. Existe um consenso maior sobre o que é triste do que sobre o que é pavoroso. No luto, as causas costumam ser mais diretas e identificáveis. Embora as pessoas sofram de maneiras e por motivos distintos, a divergência de percepção é muito mais acentuada quando o assunto é o medo.

Para ilustrar, imaginem um casal que enfrentou a perda de um filho recém-nascido. Após esse evento, a percepção de segurança que antes possuíam desapareceu. Eles continuam a criar seus outros filhos, mas agora o fazem sob perspectivas distintas, moldadas por aquela dor do luto.

A esposa vive em um estado de alerta constante, receosa de que algo aconteça às crianças. O marido tenta manter a estabilidade, afirmando que o pior já passou, mas ele se sente perturbado pela tensão que domina o ambiente. Ele teme que o medo esteja assumindo um controle exagerado sobre a família, enquanto ela teme que eles não estejam sendo cautelosos o suficiente.

Agora, imagine a cena:

Certo dia, os filhos brincam na frente da casa. De repente, ouve-se o estrondo pesado de um caminhão de lixo. Para o marido, aquele é apenas o ruído de uma máquina removendo a porcaria da cidade. Para a esposa, no entanto, o som aciona uma memória traumática da infância: o momento em que seu cão foi morto por um veículo semelhante em uma rua tranquila.

Aquele ruído ativa camadas profundas de temor. O casal corre para a porta e grita pelos filhos, mas o barulho do motor abafa suas vozes. Eles correm em direção ao jardim enquanto grandes volumes de lixo estão sendo moídos pelo caminhão, obstruindo a visão. O portão está aberto. Eles gritam os nomes dos filhos, dominados pelo pavor de que os meninos tenham sido atingidos pela máquina ou outro carro qualquer.

Momentos depois, as crianças aparecem rindo, cobertas de suor e entusiasmadas com a passagem do caminhão. Para os filhos, foi um espetáculo divertido. Para os pais, foi um evento de angústia extrema.

Toda a família compartilhou a mesma experiência sensorial, física, mas o impacto foi diferente para cada um. O medo não é igual para todos; ele depende da bagagem individual e da forma como as experiências passadas moldam a visão do presente. O medo não é domesticável.

Um alerta

Precisamos tratar este tema com cautela. Esta é a nossa terceira mensagem analisando o medo, a preocupação e a ansiedade por meio de cinco perguntas fundamentais:

  1. Quem está no controle?
  2. O que é o medo?
  3. No que devo crer?
  4. Como devo orar?
  5. O que devo pensar?

As mensagens anteriores trataram da soberania de Deus e das distinções entre o temor necessário e aquele que nos domina de forma excessiva. Hoje, nosso texto base é Mateus 6.25-34. O foco recai sobre as crenças que sustentam nossos temores.

Precisamos avançar com equilíbrio.

Por um lado, examinaremos o que acreditamos — ou onde falta confiança — quando o medo surge. Por outro, devemos evitar respostas superficiais. Não diremos apenas “basta crer” nem trataremos a ansiedade apenas como uma falha de arrependimento.

Mateus 6 é fundamental para entender o medo, a preocupação e a ansiedade, mas é um texto frequentemente mal aplicado. Ouviremos as verdades bíblicas contidas nele para aplicá-las com discernimento.

Nove perguntas diagnósticas

Proponho nove perguntas para que você avalie sua relação com o medo, a preocupação e a ansiedade. Elas tratam do que cremos quando a ansiedade surge. Questionar o próprio temor é um passo necessário para agir com cautela e perceber as nuances de cada situação.

Enquanto percorremos o texto de Mateus 6, identifique quais destas perguntas são mais úteis para o seu momento atual.

1. Estou permitindo que isso me controle excessivamente?

Esta primeira pergunta é recorrente: às vezes, o medo resulta do poder desproporcional que concedemos a algo.

Mateus 6.25 inicia com a conjunção “por isso”, conectando o ensino seguinte à advertência do versículo 24 sobre a impossibilidade de servir a dois senhores. Observe:

Mateus 6.24-25 (NAA)

24— Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou irá odiar um e amar o outro, ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas. 25— Por isso, digo a vocês: não se preocupem…

O dinheiro oferece uma ilusão de controle; ele parece limitar riscos e incertezas. Jesus liga essa tentativa de controle diretamente à ansiedade.

Estar ansioso significa ocupar o pensamento com algo ou importar-se com um assunto. Isso não é errado em si. Jesus cita comida, água e vestes — itens essenciais que exigem atenção: “não se preocupem com a sua vida, quanto ao que irão comer ou beber; nem com o corpo, quanto ao que irão vestir.” (v. 25a). O problema surge quando a preocupação se torna desordenada, excessiva.

Jesus questiona: “Não é a vida mais do que o alimento, e não é o corpo mais do que as roupas?” (v. 25b). O medo torna-se problemático quando começo a crer que a minha vida se resume a essas necessidades básicas. Por mais importantes que sejam, elas não podem exercer um domínio absoluto.

Pergunte-se: “Estou dando a este assunto um controle exagerado?”. A crença que você deve examinar por trás dessa pergunta é: “Eu realmente creio que este objeto/assunto/situação merece tanto do meu tempo, esforço, pensamento, etc.?”.

2. Estou me esquecendo do amor de Deus por mim?

Para reforçar este ponto, Jesus utiliza um exemplo da natureza. Ele aponta para as aves do céu: “…não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros…” (v. 26). Jesus nos direciona para algo fundamental no mundo criado que costumamos ignorar.

A ansiedade impõe um foco restrito. O medo faz com que vejamos apenas o que falta, o que é assustador ou o que gera nervosismo. Podemos viver — e é tão comum viver assim! — como se crêssemos em uma verdade bíblica, mas ignorássemos a prática dessa verdade.

Jesus continua no versículo 26b: “No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, as sustenta. Será que vocês não valem muito mais do que as aves?”

O Senhor não está apenas afirmando que valemos mais do que aves; ele nos lembra de que temos um Pai celestial que cuida de nós. Cristo recorre à promessa de que Deus zela por seus filhos.

A pressão das circunstâncias pode nos levar a questionar como a situação atual se ajusta ao amor de Deus. Talvez eventos do passado o tentem a acreditar que Deus não o ama, ou talvez você sinta necessidade de evidências constantes desse cuidado.

Os salmos de lamento são valiosos porque reconhecem a realidade de perguntas difíceis, ao mesmo tempo que nos lembram de que Deus é pleno de amor fiel. Veja o Salmo 13:

Oração de fé

Ao mestre de canto. Salmo de Davi

1Até quando, SENHOR, te esquecerás de mim? Será para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? 2Até quando estarei relutando em minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando o meu inimigo se exaltará sobre mim?

3Olha para mim e responde-me, SENHOR, meu Deus! Ilumina os meus olhos, para que eu não durma o sono da morte; 4para que o meu inimigo não diga: “Prevaleci contra ele”; e não se alegrem os meus adversários, se eu for abalado.

5Quanto a mim, confio na tua graça; que o meu coração se alegre na tua salvação. 6Cantarei ao SENHOR, porque ele me tem feito muito bem.

Às vezes, lidar com a preocupação, a ansiedade e o medo exige reafirmar a crença de que Deus nos sustenta ativamente.

Jamais se esqueça do amor de Deus.

3. Estou tentando resolver algo que foge à minha capacidade?

Esta pergunta refere-se ao fato de você estar preocupado ou amedrontado com algo que está além do seu alcance. Por vezes, a ansiedade surge porque tentamos controlar seriamente o que simplesmente não podemos. O estresse advém do desejo de consertar o que é irreparável por mãos humanas. Algumas situações são tão complexas ou desafiadoras que destruirão você se tentar resolvê-las sozinho.

Em Mateus 6.27, Jesus questiona se alguém pode acrescentar uma única hora à sua vida (ou côvado à sua estatura, em nossa tradução). Existem aspectos da vida que foram projetados por Deus para estarem fora do seu (e do meu) controle. Eles servem como lembretes regulares de que você não é capaz de gerir e mudar tudo.

Serei pessoal aqui: é neste ponto que minha personalidade e a paternidade ou o ministério podem ser uma combinação difícil. Se você tem inclinação para resolver problemas, lidar com pessoas feridas e dilemas complexos de uma vida inteira… se você tem inclinação para resolver problemas, isso pode gerar muita ansiedade.

A preocupação gera a falsa sensação de que estamos agindo. É o que as pessoas que gostam de “consertar tudo” fazem quando não conseguem mudar uma pessoa ou situação. Você projeta uma solução, mas ela nunca chega. Meu erro costuma ser chegar à conclusão correta — “eu não consigo fazer isso” — somente após ter esgotado todas as outras tentativas.

No fundo, existe um problema de crença. Acredito que posso resolver muito mais do que realmente sou capaz. E, pior, eu gosto de resolver as coisas.

4. Estou começando a duvidar do caráter de Deus?

Jesus apresenta outra ilustração nos versículos 28 a 30. Ele aponta novamente para a natureza, mas desta vez para os lírios do campo. Em vez de focar na aparência, Jesus convoca seus seguidores a se lembrarem do caráter de Deus.

No versículo 28, Cristo pede que consideremos a beleza de como as flores do campo são vestidas. Elas crescem pela provisão de um Deus bom. São belas pela glória que Deus lhes concede e graciosas pela bondade divina, não pelo próprio esforço. Deus é quem está por trás da beleza que contemplamos na criação.

No versículo 30, Jesus reforça o argumento: se Deus provê tal beleza às flores, que possuem muito menos valor, não proverá a você? Ele acrescenta: “homens de pequena fé”. Esse comentário surge porque, sob esse tipo de preocupação, reside a falta de fé no caráter de Deus. Podemos começar a duvidar de quem ele é por meio da preocupação, do medo e da ansiedade.

Não cometa o erro de pensar que este assunto se resume a vestuário. O ponto central aqui é glória e valor. Você pode não se preocupar com roupas, mas talvez se preocupe com o que as pessoas pensam sobre você ou o que sua imagem comunica. Pode ser sua saúde, seu emprego, suas notas, a aceitação em uma faculdade, um grupo de amigos ou uma posição em um time — qualquer coisa relacionada àquilo que lhe confere status ou glória.

O medo, a ansiedade e a preocupação podem nos levar a uma ira pecaminosa contra Deus, à medida que passamos a acusá-lo de nos esquecer ou abandonar ou preterir.

Você está começando a duvidar do caráter de Deus?

5. Estou agindo como alguém que não crê?

Esta pergunta diagnóstica baseia-se na questão anterior relacionada à fé. O versículo 31 adverte contra o hábito de dizer: “Que comeremos?”, “Que beberemos?” ou “Com que nos vestiremos?”, pois é assim que os gentios vivem. É isso o que eles buscam.

Quando Jesus utiliza a palavra “gentios”, no versículo 32, refere-se a pessoas que não creem. Em outras palavras: pessoas que não conhecem a história do povo de Deus, o caráter de Deus, que não confiaram nele, que não experimentaram sua bondade e graça — que outra opção elas teriam?

A preocupação, o medo e a ansiedade podem nos levar a agir e a falar como se não crêssemos. Podem nos levar a criar ambientes impregnados de incredulidade, pois o medo e a ansiedade são contagiosos.

Se você ainda não crê, este é um bom momento para considerar as crenças que sustentam sua preocupação. Espero que isso o impulsione a buscar a Cristo.

E, se você já crê, espero que isso o motive a lembrar-se de que, sob alguns medos, reside um sistema de crenças que, por vezes, faz parecer que você não acredita naquilo que professa crer.

6. Creio que Deus sabe do que necessito?

Esta pergunta surge da segunda metade do versículo 32: “O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de todas elas”. Isso traz à tona outro aspecto da confiança. Este texto ensina que uma maneira de lutar contra a preocupação é confiar que Deus conhece minhas necessidades.

Não é uma verdade fácil de crer, especialmente quando a vida é difícil. Mas descobri que é útil para combater meus próprios medos e preocupações dizer:

“Senhor, aparentemente o Senhor sabe que é disto que eu preciso agora. Eu não gosto disso. Gostaria que isso não estivesse acontecendo. Mas o Senhor tem planos que eu não posso ver.”

Às vezes, oro dessa forma diante de uma agenda sobrecarregada, um problema complexo demais, uma pessoa difícil que não sei como lidar ou uma série de eventos que parecem esmagadores. Preciso lembrar a mim mesmo — de novo, de novo e de novo — que minha vida está nas mãos de Deus.

7. Minhas prioridades estão na ordem correta?

O versículo 33 é fundamental: “Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça”. A ideia não é apenas o primeiro em uma sequência, mas o primeiro em importância.

A preocupação e o medo podem expor o que realmente amamos. Assim, outra pergunta a se fazer é: “O que minha preocupação demonstra sobre onde estão minhas prioridades?”.

Às vezes, estamos amedrontados e preocupados porque buscamos as coisas certas, mas da maneira errada. Em vez de vivermos pela fé, estamos consumidos pelo esforço de resolver o problema, interromper a dor ou gerenciar os desafios.

Por vezes, deixamos de perguntar: “Como Deus está usando isso para me moldar, me transformar e me fazer crescer à semelhança de Jesus?”. Talvez nem queiramos nos fazer essa pergunta.

Esta pergunta diagnóstica pode nos ajudar a considerar se estamos vivendo com as prioridades corretas.

8. Consigo confiar que Deus proverá?

O versículo 33 também contém uma promessa: “…e todas estas coisas lhes serão acrescentadas.” Esta não é uma promessa de que você receberá tudo o que deseja, mas de que podemos confiar na capacidade de Deus de nos prover. Como escreveu João Calvino em seu comentário de Mateus 6.33:

Este é mais um argumento para conter a ansiedade excessiva quanto ao alimento. Ele evidencia uma negligência grosseira e indolente da alma, em relação à vida celestial. Cristo nos lembra de que há uma enorme incoerência no fato de homens, nascidos para uma vida superior, estarem totalmente ocupados com objetos terrenos.

Aquele que atribui o primeiro lugar ao reino de Deus não levará sua preocupação com o alimento para além da moderação. Nada é mais adequado para conter a intemperança da carne em sua manifestação na vida presente do que a meditação sobre a vida celestial.

[…] Quando diz “todas estas coisas lhes serão acrescentadas”, isso significa que as coisas que se referem à vida presente nada mais são do que apêndices favoráveis, e devem ser consideradas amplamente inferiores ao reino de Deus.

É o que Paulo afirmou em 2Coríntios 9.8:

Deus pode tornar abundante em vocês toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, vocês sejam abundantes em toda boa obra.

Às vezes, a preocupação e o medo podem torná-lo menos generoso, ou até impulsionar o vício em trabalho. Podem torná-lo uma pessoa implacável e amarga.

Precisamos responder: “Consigo confiar que Deus proverá?”.

9. Estou vivendo emocionalmente à frente da provisão de Deus?

Mateus 6.34 nos ordena a não andarmos ansiosos, pois o amanhã trará os seus próprios cuidados, bastando ao dia o seu próprio mal. Esta passagem afirma que há uma quantidade de problemas designada por Deus para cada dia. Há graça para o que quer que enfrentemos, mas não temos a graça de amanhã para o dia de hoje. Se vivemos além do hoje e habitamos no amanhã, estamos tentando viver emocionalmente à frente do que Deus proveu para nós.

Uma das chaves para enfrentar a preocupação é aprender a viver pela fé na graça de hoje. A graça de amanhã chegará amanhã, na medida do dia. Portanto, precisamos encarar a vida com um compromisso de confiar em Jesus dia após dia.

O medo, a preocupação e a ansiedade não são domesticáveis. Não é tão simples quanto dizer: “Apenas creia”. Mas existem crenças embaixo de nossos medos; crenças que calçam nossos medos. E uma estratégia para lidar com a ansiedade é perguntar a si mesmo: “No que eu preciso crer?”.

Portanto, convido você a considerar:

  • O que o deixou com medo?
  • Existe uma crença subjacente?
  • No que Deus o está chamando a crer hoje?

Essas perguntas não resolverão todos os problemas, mas são um ponto de partida necessário.

Confie no cuidado de Deus

Recapitulando: em face do medo, pergunte:

  1. Estou permitindo que isso me controle excessivamente?
  2. Estou me esquecendo do amor de Deus por mim?
  3. Estou tentando resolver algo que foge à minha capacidade?
  4. Estou começando a duvidar do caráter de Deus?
  5. Estou agindo como alguém que não crê?
  6. Creio que Deus sabe do que necessito?
  7. Minhas prioridades estão na ordem correta?
  8. Consigo confiar que Deus proverá?
  9. Estou vivendo emocionalmente à frente da provisão de Deus?

As nove perguntas que percorremos não servem para aumentar sua carga de culpa, mas para expor onde o medo tentou substituir a confiança em Deus. O medo tenta nos convencer de que estamos sozinhos e que o futuro é um território sem governo. Insuportável. No entanto, a resposta final para cada uma dessas inquietações não reside em nossa capacidade de autogestão, mas no caráter daquele que nos sustenta.

Se você está exausto de tentar resolver o que foge à sua capacidade, ou se percebe que está vivendo emocionalmente à frente da provisão de hoje, olhe para o fundamento da nossa fé. A prova do cuidado de Deus por você não é a ausência de problemas, mas um fato histórico e definitivo.

O argumento bíblico é lógico e implacável: se Deus resolveu nosso maior dilema — a separação dele, causada pelo pecado — entregando o que possuía de mais valioso: seu Filho unigênito, ele não falhará em suprir as necessidades menores do seu dia a dia: saúde, comida, bebida e vestuário. Se o sacrifício de Cristo garantiu sua eternidade, ele certamente garante a graça necessária para as próximas vinte e quatro horas — e até seu último suspiro de vida.

Não tema. Sua vida não está à mercê de circunstâncias aleatórias ou de um destino silencioso, doloroso. Ela está sob o cuidado de um Pai que já provou sua fidelidade da maneira mais radical possível. Descanse nesta certeza:

“Aquele que não poupou o seu próprio Filho, mas por todos nós o entregou, será que não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8.32)

Confie no cuidado de Deus.

S.D.G. L.B.Peixoto.

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