A VIVIFICANTE PALAVRA DE DEUS

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A VIVIFICANTE PALAVRA DE DEUS

João 6.51-71

51Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá para sempre; e este pão, que eu oferecerei para que o mundo viva, é a minha carne”. 52Então os judeus começaram a discutir entre si a respeito do que ele queria dizer. “Como pode esse homem nos dar sua carne para comer?”, perguntavam. 53Então Jesus disse novamente: “Eu lhes digo a verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, não terão a vida em si mesmos. 54Mas quem come minha carne e bebe meu sangue terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Pois minha carne é a verdadeira comida, e meu sangue é a verdadeira bebida. 56Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim, e eu nele. 57Eu vivo por causa do Pai, que vive e me enviou; da mesma forma, quem se alimenta de mim viverá por minha causa. 58Eu sou o verdadeiro pão que desceu do céu. Seus antepassados comeram maná e morreram; quem comer este pão não morrerá, mas viverá para sempre”. 59Ele disse essas coisas quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum. 60Muitos de seus discípulos disseram: “Sua mensagem é dura. Quem é capaz de aceitá-la?”. 61Jesus, sabendo que seus discípulos reclamavam, disse: “Isso os ofende? 62Então o que pensarão se virem o Filho do Homem subir ao céu, onde estava antes? 63Somente o Espírito dá vida. A natureza humana não realiza coisa alguma. E as palavras que eu lhes disse são espírito e vida. 64Mas alguns de vocês não creem em mim”. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quem não acreditava nele e quem iria traí-lo. 65E acrescentou: “Por isso eu disse que ninguém pode vir a mim a menos que o Pai o dê a mim”. 66Nesse momento, muitos de seus discípulos se afastaram dele e o abandonaram. 67Então Jesus se voltou para os Doze e perguntou: “Vocês também vão embora?”. 68Simão Pedro respondeu: “Senhor, para quem iremos? O senhor tem as palavras da vida eterna. 69Nós cremos e sabemos que o senhor é o Santo de Deus”. 70Então Jesus disse: “Eu escolhi vocês doze, mas um de vocês é um diabo”. 71Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, um dos Doze, que mais tarde o trairia.

Você é o que você come

Há um ditado popular que diz: “Você é o que você come”. Será, mesmo? Ninguém pensa em virar um hambúrguer, não é verdade? Olhe para os lados e você não verá alguém com cara de McDonalds, BK ou picanha, nem de Coca Zero (a propósito, eu parei de beber Coca Zero; estou a mais de três meses sem beber refrigerante; agora, só água com gás e limão!). Mas, de volta ao nosso assunto, como assim “Você é o que você come”?

Especialistas da área da saúde dizem que lá pelos 40, na medida em que a idade for apertando (o corpo humano já terá perdido a garantia de fábrica), dependendo do que fizemos no passado, de como vivemos, dos hábitos alimentares, o acúmulo de gordura, o excesso de álcool, açúcares, produtos industrializados, o consumo de tabaco etc., tudo isso somado a uma vida sedentária, poderá acarretar consequências desastrosas.  Pensando assim, é sempre bom lembrar que nossa alimentação diz muito a respeito de quem somos, de como estamos e de como ficaremos no futuro: Você é o que você come.

Guardadas as proporções, é de alimentação que Jesus está falando no texto que lemos. Ouça: “Quem comer deste pão viverá para sempre”(v. 51); “Pois minha carne é a verdadeira comida, e meu sangue é a verdadeira bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim, e eu nele”(vv. 55-56); “Eu sou o verdadeiro pão que desceu do céu. Seus antepassados comeram maná e morreram; quem comer este pão não morrerá, mas viverá para sempre”(v. 58).

Agora, antes que alguém pense que Jesus está ensinando antropofagia (i.e., ritual de comer parte ou partes de algum ser humano, na crença de que assim poderão adquirir as habilidades, força e virilidade do prisioneiro), a exemplo de alguns discípulos que estavam lá ouvindo Jesus pensaram (v. 60), saiba que a linguagem do Senhor é figurada, e que a forma de se comer da carne e beber do sangue de Jesus é através, não da Ceia, mas da comunhão com o Senhor na Palavra iluminada pelo Espírito em nosso coração — i.e., palavra de Deus e oração no Espírito (vv. 63-64):

63Somente o Espírito dá vida. A natureza humana não realiza coisa alguma. E as palavras que eu lhes disse são espírito e vida. 64Mas alguns de vocês não creem em mim […]

Quem come de Jesus pela fé na palavra de Deus revelada e iluminada pelo Espírito receberá vida; é o poder da vivificante palavra de Deus. Nós somos o que nós comemos.

A vivificante palavra de Deus

O milagre da multiplicação dos pães, descrito no início deste capítulo (Jo 6.1-15), serviu para ilustrar o ensino de Jesus que se seguiu ao longo de todos os 71 versículos de João capítulo seis. O que o Senhor ensinou veio na forma de três discursos. O primeirose deu em resposta a uma interrogação da multidãoque foi atrás de Jesus em busca de pão (vv. 22-40). O segundoveio em resposta à murmuração dos judeusque se indignaram ao perceberem que Jesus se colocou acima de Moisés (vv. 41-51). O terceirodecorre de uma discussão indignadadesses mesmos homens cegos para a verdade (vv. 52-59).

Após os milagres e os discursos (vv. 1-59), o capítulo se encerra com duas reações: uma negativa e uma positiva. A reação negativafoi quando muitos dos discípulos abandonaram Jesus por terem se escandalizado com o ensino que ouviram (vv. 60-67). A reação positivaveio de Pedro, em nome de seus condiscípulos, reafirmando sua fé em Cristo como único que possui palavras de vida eterna (vv. 68-71).

O que a maioria das pessoas, ainda hoje, não percebe é que Jesus, em graça, alimentou a multidão faminta porque, cheio de verdade, o Senhor desejava, de fato, alimentá-los com a vivificante palavra de Deus. Aliás, o pão nosso de cada dia nos é dado diariamente para que possamos viver de buscar a santidadedo nome de Deus em nossa vida, a vinda do reinode Deus onde estamos plantados e a vontadede Deus para tudo o que fazemos, da mesma forma que a vontade de Deus é feita no céu. Foi assim, nesta sequência, que Jesus nos ensinou a orar (Mt 6.9-13). Disse ele também que “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”(Mt 4.4, ARA).

Hoje, portanto, concluindo o capítulo seis de João, olharemos para este texto (vv. 51-71) em busca de aprender o que Jesus tem a nos ensinar sobre a vivificante palavra de Deus. Há três lições para as quais desejo chamar sua atenção: 1 – a palavra de Deus é comida de verdade(vv. 51-59); 2 – a palavra de Deus é alimentação forte(vv. 60-65); e 3 – a palavra de Deus é fonte de vida(vv. 66-71).

1. A palavra de Deus é comida de verdade (vv. 51-59)

A audiência de Jesus (sinagoga de Cafarnaum, v. 59) era composta por pessoas que reverenciavam a palavra de Deus; eram judeus piedosos. As evidências literárias indicam que os cultos sabáticos em uma sinagoga envolviam cânticos(geralmente, de Salmos), orações(geralmente, lidas), leituras das Escrituras(em hebraico, com tradução ou interpretação em aramaico), seguidas de uma homiliainterpretativa sobre a leitura semanal das Escrituras e uma bênção sacerdotalno final. Daí a forma dos cultos cristãos.

Frequentemente, uma arca da Torá, para o armazenamento dos pergaminhos do Antigo Testamento, era vista dentro da sinagoga; e há evidências arqueológicas em algumas sinagogas que foram escavadas (por exemplo, Corazim) de um assento decorativo especial chamado “Cadeira de Moisés”. Em Mateus (23.1-2), lê-se assim:

1Então Jesus disse às multidões e a seus discípulos: 2“Os mestres da lei e os fariseus ocuparam o lugar de intérpretes oficiais da lei de Moisés [a cadeira de Moisés, ARA].

Apesar de todo esse apego às Escrituras e à lei de Moisés, aquela gente, de fato, não ensinava a palavra viva de Deus ao seu povo. Ouçam o Senhor (Mt 23.2-4):

2“Os mestres da lei e os fariseus ocuparam o lugar de intérpretes oficiais da lei de Moisés. 3Portanto, pratiquem tudo que eles dizem e obedeçam-lhes, mas não sigam seu exemplo, pois eles não fazem o que ensinam. 4Oprimem as pessoas com exigências insuportáveis e não movem um dedo sequer para aliviar seus fardos.

A motivação desses mestres era egoisticamente diabólica (Mt 23.5-7):

5“Tudo que fazem é para se exibir. Usam nos braços filactérios [caixinha de couro contendo passagens a lei de Moisés; amarradas no braço direito e na testa, Êx 13.9; Dt 6.8]mais largos que de costume e vestem mantos com franjas[franjas amarradas com um cordão azul preso aos quatro cantos da roupa de um homem, lembrando o povo de obedecer aos mandamentos de Deus e ser santo, Num 15.37-41; Dt 22.12] mais longas. 6Gostam de sentar-se à cabeceira da mesa nos banquetes e de ocupar os lugares de honra nas sinagogas.7Gostam de receber saudações respeitosas enquanto andam pelas praças e de ser chamados de ‘Rabi’.

Logo, o povo para quem Jesus estava pregando na sinagoga em Cafarnaum (Jo 6.59), além de cansados e sobrecarregados pelo julgo da religiosidade farisaica impossível de ser praticada (Mt 11.28-30) — posto que nem os mestres da lei conseguiam praticá-la, estava com a alma faminta e sedenta do Deus vivo(Jo 6.35). Em Mateus (11.28-30), Jesus falou que o seu ensino aliviaria; na verdade, descansaria a alma:

28“Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. 29Tomem sobre vocês o meu jugo [subjuguem-se a mim, não às imposições farisaicas]. Deixem que eu lhes ensine, pois sou manso e humilde de coração, e encontrarão descanso [perdão, salvação] para a alma. 30Meu jugo é fácil de carregar [ser meu discípulo], e o fardo que lhes dou é leve [meu ensino]”.

De volta a João 6. Aqui em nosso texto, Jesus está dizendo que quem come da carne dele e bebe do sangue dele se sacia e encontra vida eterna, plena e abundante, pois a sua carne (de Cristo) é a verdadeira comida e o seu sangue (de Cristo) é a verdadeira bebida (v. 55), e não o ensino dos escribas e fariseus ou o ensino da religião que subjuga ainda hoje com todas as suas demandas legalistas. Ouça o Senhor (vv. 51-59):

51Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá para sempre; e este pão, que eu oferecerei para que o mundo viva, é a minha carne”. 52Então os judeus começaram a discutir entre si a respeito do que ele queria dizer. “Como pode esse homem nos dar sua carne para comer?”, perguntavam. 53Então Jesus disse novamente: “Eu lhes digo a verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, não terão a vida em si mesmos. 54Mas quem come minha carne e bebe meu sangue terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Pois minha carne é a verdadeira comida, e meu sangue é a verdadeira bebida. 56Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim, e eu nele. 57Eu vivo por causa do Pai, que vive e me enviou; da mesma forma, quem se alimenta de mim viverá por minha causa. 58Eu sou o verdadeiro pão que desceu do céu. Seus antepassados comeram maná e morreram; quem comer este pão não morrerá, mas viverá para sempre”. 59Ele disse essas coisas quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum.

A forma de Jesus falar intrigava os fariseus. Por quê? Por que Jesus falava assim? Por que ele falava por imagens ou parábolas? O Senhor mesmo explicou aos discípulos que lhe perguntaram o porquê de parábolas e imagens tão intrigantes. Ouçam (Lc 8.10):

A vocês é permitido entender os segredos do reino de Deus, mas uso parábolas para ensinar os outros, a fim de que, ‘Quando olharem, não vejam; quando escutarem, não entendam’.

Em outras palavras, as coisas espirituais de Deus se discernem pelo Espírito Santo de Deus, não pela lógica da razão humana, pois “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”(1Co 2.14, ARA). Logo, Jesus falava dessa maneira (parábolas e imagens) aos que o seguiam a fim de ou endurecerainda mais o coração dos incrédulos, revelando-lhes quão cegos e surdos ele são para a verdade (Mt 13.15) ou despertaro apetite espiritual daqueles a quem o Pai decidiu se revelar (Mt 13.10-11). Ouçam Jesus (Mt 11.25-28ss.):

25Naquela ocasião, Jesus orou da seguinte maneira: “Pai, Senhor dos céus e da terra, eu te agradeço porque escondeste estas coisas dos que se consideram sábios e instruídos e as revelaste aos que são como crianças. 26Sim, Pai, foi do teu agrado fazê-lo assim. 27“Meu Pai me confiou todas as coisas. Ninguém conhece verdadeiramente o Filho, a não ser o Pai, e ninguém conhece verdadeiramente o Pai, a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho escolhe revelá-lo. 28“Venham a mim todos vocês […] 29[…] Deixem que eu lhes ensine, […]

O convite é para todos, mas virão apenas aqueles a quem o Pai e o Filhos escolheram se revelar; virão a Cristo apenas aqueles que o Pai trouxer (Jo 6.64-65).

De volta a João 6.

Quando Jesus fala de comer sua carne e beber o seu sangue, ele está provocando as pessoas a submeterem o coração ao seu ensino (que é verdadeira comida).

A carneremete os ouvintes à vida de Jesus, ao Filho eterno de Deus que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14). Logo, deveriam comer, aprender e se saciar do ensino sobre a encarnação, vida perfeita e a sã doutrina de Jesus.

O sangueremete os ouvintes à obra de Jesus na cruz, seu sangue foi derramado, sua vida foi derramada por nós na cruz; ele é o Cordeiro de Deus que foi sacrificado no lugar do pecador. Logo, deveriam comer e se saciar do ensino sobre a expiação, crucificação, morte e ressurreição de Jesus.

Assim é que a palavra de Deus é comida de verdade: ao nos apontar para Cristo, para a sua encarnação, vida, ensino, morte e ressurreição; quem crê nesse Cristo, quem aprende dele como alguém que se farta de comer e de beber de alguma coisa gostosa é salvo e se satisfaz. A palavra de Deus na revelação de Jesus Cristo é verdadeira comida.

A verdadeira comida não é algum tipo de religiosidade ou espiritualidade farisaica, mística ou ritualística; a verdadeira comida também não é a Ceia (até porque é possível comer o pão e beber o cálice indignamente, 1Co 11.27); a verdadeira comida é aquilo para o que tanto a Palavra como a Ceia apontam: Cristo Jesus, o Cristo crucificado.

2. A palavra de Deus é alimentação forte (vv. 60-65)

A comida oferecida por Jesus é alimentação forte. Não são todos que conseguem digeri-la. O problema, no entanto, não está na dieta da Palavra, mas na dureza do coração das pessoas que a ouvem. Ouça a sequência do nosso texto em João 6 (vv. 60-65):

60Muitos de seus discípulos disseram: “Sua mensagem é dura [nós a achamos dura; dura para nossos ouvidos]. Quem é capaz de aceitá-la?”. 61Jesus, sabendo que seus discípulos reclamavam, disse: “Isso os ofende? 62Então o que pensarão se virem o Filho do Homem subir ao céu, onde estava antes? 63Somente o Espírito dá vida. A natureza humana não realiza coisa alguma. E as palavras que eu lhes disse são espírito e vida. 64Mas alguns de vocês não creem em mim”. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quem não acreditava nele e quem iria traí-lo. 65E acrescentou: “Por isso eu disse que ninguém pode vir a mim a menos que o Pai o dê a mim”.

A revelação de Jesus ofende o coração endurecido pelo pecado. A mensagem é dura porque revela que não somos vítimas, mas pecadores; não precisamos de autoajuda, afirmação, estímulos ou empurrõezinhos, mas de nascer de novo, regeneração, conversão, um novo coração; estamos mortos em nosso estado natural; precisamos do Espírito que dá vida; sem ele, ninguém conseguirá crer para a salvação (vv. 64-65):

64Mas alguns de vocês não creem em mim”. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quem não acreditava nele e quem iria traí-lo. 65E acrescentou: “Por isso eu disse que ninguém pode vir a mim a menos que o Pai o dê a mim”.

Logo, se você não consegue crer, se não consegue comer e beber de Jesus, ore; ore agora; peça que Deus lhe abra os olhos e os ouvidos; peça que ele lhe dê apetite espiritual; peça que o Pai o leve, a leve até o Filho Jesus Cristo. A palavra de Deus é alimento forte (revelanossa miséria e depravação sem Cristo — isso nos ofende; mas a palavra de Deus também nos remetepara a salvação e a satisfação em Cristo).

Sendo alimento forte a palavra de Deus, nós precisamos do Espírito que nos dá vida, transformando nossa natureza humana que nada realiza por si mesma. A presciência de Deus revela que se o Pai não levar as suas ovelhas a Cristo, ninguém jamais desejará ir, continuarão todos cansados, sobrecarregados, famintos, sedentos e totalmente perdidos no engano da religiosidade sem Cristo, o Cristo crucificado.

Ore. Ore por você agora. Ore por quem você ama e deseja ver salvo. É só pela graça e por meio da fé que nos são dados pelo Espírito Santo de Deus que podemos crer para a salvação; que conseguiremos comer e beber de Cristo.

A palavra de Deus é alimentação forte.

3. A palavra de Deus é fonte de vida (vv. 66-71)

Parece que não, mas não é todo mundo que deseja realmente viver. Afinal, as pessoas costumam amar mais as trevas do que a luz da glória de Deus na face de Jesus (Jo 3.19). Ouça como foi a reação das pessoas diante do discurso de vida apresentado por Jesus neste capítulo do Evangelho de João (6.66-71):

66Nesse momento, muitos de seus discípulos se afastaram dele e o abandonaram. 67Então Jesus se voltou para os Doze e perguntou: “Vocês também vão embora?”. 68Simão Pedro respondeu: “Senhor, para quem iremos? O senhor tem as palavras da vida eterna. 69Nós cremos e sabemos que o senhor é o Santo de Deus”. 70Então Jesus disse: “Eu escolhi vocês doze, mas um de vocês é um diabo”. 71Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, um dos Doze, que mais tarde o trairia.

Por que “muitos de seus discípulo(note bem, discípulos!) se afastaram dele e o abandonaram”(v. 66)? A dureza do coração os fez sentirem-se ofendidos com a mensagem de Jesus (v. 60-61); a incredulidade da alma, fruto da cobiça do coração (v. 64), os afastou de Jesus; os olhos apenas para o pão que perece, as coisas dessa vida, a busca apenas de resultados rápidos, prosperidade, saúde ou bem-estar nesta vida terrena os fizeram abandonar Jesus (vv. 26-27). Pedro, porém, em nome dos doze, responde à indagação de Jesus (vv. 67-68):

67Então Jesus se voltou para os Doze e perguntou: “Vocês também vão embora?”. 68Simão Pedro respondeu: “Senhor, para quem iremos? O senhor tem as palavras da vida eterna. 69Nós cremos e sabemos que o senhor é o Santo de Deus”.

Pedro sabia, pela graça que lhe foi derramada, pela revelação celestial que lhe foi concedida (Mt 16.17), que não há outra pessoa, outro caminho, outra verdade nem outra vida plena se não for Jesus Cristo. Afinal, ele, Cristo, só Cristo, “tem as palavras de vida eterna”. A palavra de Deus, e somente ela, é fonte de vida, pois nos revela, nos aponta e nos leva ao“Santo de Deus”.

Jesus, no entanto, temendo que Pedro e os demais se vangloriassem, adverte-os:

70Então Jesus disse: “Eu escolhi vocês doze, mas um de vocês é um diabo”. 71Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, um dos Doze, que mais tarde o trairia.

Ou seja: Pedro, alto lá, cuidado! O fato de vocês estarem entre os doze não garante nada! Saiba que entre vocês há um que “é um diabo”, i.e., Judas Iscariotes (como mais tarde tudo se esclareceria para os apóstolos).

Aprendemos que estar na igreja, ter o nome no rol de membros, por importante que seja, não garante salvação. Sempre poderá haver entre nós algum que seja “um diabo”. Uau! Como assim, Jesus? Sempre há o risco de haver entre nós discípulos que não são discípulos, crentes que não são crentes.

Como saber se esse é você, se você “é um diabo”? Vigiando suas palavras. A boca fala do que está cheio o coração. Um diabo é um acusador, um caluniador, alguém que encontra prazer em destruir o outro, seja difamando com palavras ou pensamentos; seja desferindo golpes para destruir. Cuidado! Não seja você “um diabo”. O último dia será uma tormenta para esse tipo de gente (Mt 7.21-23):

21“Nem todos que me chamam: ‘Senhor! Senhor!’ entrarão no reino dos céus, mas apenas aqueles que, de fato, fazem a vontade de meu Pai, que está no céu. 22No dia do juízo, muitos me dirão: ‘Senhor! Senhor! Não profetizamos em teu nome, não expulsamos demônios em teu nome e não realizamos muitos milagres em teu nome?’. 23Eu, porém, responderei: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que desobedecem à lei!’.”

A palavra de Deus é fonte de vida. Agarre-se a ela. Coma dela. Beba dela. Busque nela palavras de vida eterna. Encontre nela, na Palavra, todo dia, toda hora o Cristo, “o Santo de Deus”. Conheça a Palavra. Coma da Palavra. Viva e pratique a Palavra. Não seja você “um diabo”. A palavra de Deus é fonte de vida.

A vivificante palavra de Deus

Você tem comido de Cristo, da palavra de Cristo? Você é o que você come.

Aonde você se volta em busca de comida para viver? Em que você sacia sua alma? Como você procede? Lembre-se: a palavra de Deus é comida de verdade(leia e estude a Palavra); a palavra de Deus é alimentação forte(peça a regeneração e a iluminação do Espírito); e a palavra de Deus é fonte de vida(sacie-se no Cristo que a Palavra revela).

Não consegue? Ore. Ore agora. Peça a Deus que te dê fome e sede de Cristo.

Cristo é a verdadeira comida. Ele é a vivificante palavra de Deus.

S.D.G. L.B.Peixoto

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