O REINO DO APOCALIPSE

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O REINO DO APOCALIPSE

Apocalipse 19.11 a 20.15

Ap 19.11 | Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça.

Não é à toa que, ao longo dos anos, o Apocalipse tem fascinado o imaginário das pessoas. O leitor encontra nesse livro tudo o que uma história precisa ter para ser encantadora; há nele: mocinhos e vilões, suspense e aventura, ação e conquista, drama e romance, mas, principalmente, há no Apocalipse um grande Herói. É realmente fascinante essa obra de João. Afinal de contas, ela é inspirada pelo próprio Deus.

Em nossa jornada pelo Apocalipse, nós chegamos ao ponto de decisão. Estamos na reta final. O livro está para concluir o grande drama da redenção. Os capítulos finais (21 e 22) falarão do novo céu, da nova terra e da vinda de Cristo para buscar a igreja. Veja o que nos aguarda pela frente:

Ap 21.1-4 | 1 Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. 2 Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. 3 Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. 4 Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou.

Ap 22.7 | “Eis que venho em breve! Feliz é aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.”

Pois bem, o final preparado para aqueles que amam a vinda do Senhor será, sim, um final feliz. No mundo caótico, recheado de sofrimento, em que todos vivemos, que alívio isso traz ao coração de quem crê!

Antes, porém, do desfecho final e feliz, o Senhor precisa dar cabo de seus inimigos e chamar à salvação todos aqueles que ele de antemão conheceu e predestinou (Rm 8.29-30). Desta forma, os capítulos 19 e 20 do Apocalipse servem para preparar o estabelecimento definitivo do reino de Deus, que foi introduzido por Jesus em sua primeira vinda. O que faremos hoje à noite, portanto, é observar três fatos que marcarão intensamente o tempo do fim que estamos vivendo, aguardando o desfecho final:

  • o retorno do Rei (Ap 19.11-16);
  • a reviravolta do Rei (Ap 19.17-21); e
  • o reinado do Rei (Ap 20.1-15).

** Feitas estas observações, encararemos os desafios de Deus para nós. Então, vamos lá…

1. O retorno do Rei (Ap 19.11-16)

Ap 19.11-16 | 11 Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. 12 Seus olhos são como chamas de fogo, e em sua cabeça há muitas coroas e um nome que só ele conhece, e ninguém mais. 13 Está vestido com um manto tingido de sangue, e o seu nome é Palavra de Deus. 14 Os exércitos dos céus o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e montados em cavalos brancos. 15 De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações. Ele as governará com cetro de ferro. Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso. 16 Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.

Note três fatos importantes nessa narrativa:

1.1 — A volta do Rei – v. 11

O céu se abre e João vê Jesus descer vitorioso. Dessa vez o céu está aberto não para João entrar (Ap 4.1), mas para Jesus e seus exércitos saírem (Ap 19.11 e 14). A última cena da história está para acontecer. Jesus virá para a última batalha. É o tempo da grande tribulação. Satanás estará dando suas últimas cartadas. O anticristo e o falso profeta estarão seduzindo o mundo e perseguindo a igreja. Mas Jesus aparecerá como o supremo conquistador. Ele aparecerá repentinamente em majestade e glória! Será o retorno do Rei.

1.2 — A descrição do Rei – v. 11-13, 15-16

  • Ele é Fiel e Verdadeiro (v. 11) — Em contraste com o anticristo que é falso e enganador.
  • Ele é aquele que em tudo penetra (v. 12a) — Seus olhos são como chama de fogo. Nada ficará oculto de seu profundo julgamento.
  • Ele é o Senhor vitorioso (v. 12b) – “em sua cabeça há muitas coroas” – Ele tem na sua cabeça símbolos de senhorio e de vitória. Ele é o conquistador, o soberano vitorioso.
  • Ele é insondável em seu ser (12c) – “um nome que só ele conhece, e ninguém mais”. Isso revela que nós jamais vamos esgotar completamente o seu conhecimento. O céu está longe de ser um lugar monótono.
  • Ele é a Palavra de Deus em ação (v. 13) – “o seu nome é Palavra de Deus”. Deus criou o universo pela Palavra e julgará o mundo através da mesma Palavra. Jesus é o grande juiz de toda a terra. (Palavra = mensagem: o que disse, o que é e o que fez)
  • Ele é o amado da igreja e o vingador de seus inimigos (v. 13 e 15) – Seu manto está tingido de sangue, não do sangue da cruz, mas do sangue dos seus inimigos (Is 63.2-3). Ele vem para o julgamento. Ele julgará com a Palavra que sai de sua boca. Ele vem para colocar os seus inimigos debaixo dos seus pés. Ele vem para recolher os seus eleitos na colheita e pisar os ímpios como numa lagaragem (Ap 14.17-20). Ele vem para julgar as nações (Mt 25.31-46).
  • Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores (v. 16) – Deus o exaltou sobremaneira. Deu-lhe o nome que está acima de todo nome. Diante dele, todo joelho deve se dobrar: diabo, anticristo, falso profeta, reis da terra, ímpios e também os salvos — para adoração.

1.3 — Os exércitos do Rei – v. 14

Os exércitos dos céus o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e montados em cavalos brancos.

Ao toque da trombeta do arcanjo, sob a direção de Deus, o Rei virá em glória. Cristo descerá do céu. Todo olho o verá. Ele virá pessoalmente, fisicamente, visivelmente, audivelmente, poderosamente, triunfantemente.

O rei virá com os anjos e os remidos (Mt 24.31; Mc 13.27; Lc 9.26; 1Ts 4.13-18; 2Ts 1.7-10). Um exército de anjos descerá com Cristo. Os salvos que estiverem na glória virão com ele entre nuvens. Todos como vencedores, montados em cavalos brancos. Todos com vestiduras brancas. Outrora, a nossa justiça era como trapos de imundícia, mas agora, vamos vestir vestiduras brancas. Somos justos e vencedores.

O retorno do Rei (Ap 19.11-16)

O Rei virá com poder e grande glória, acompanhado de seus santos e anjos celestiais. Vale a pena ler o que Warren Wiersbe disse sobre esse momento triunfante:

Essa descrição do Rei Jesus Cristo [Ap 19.11-16] é emocionante! Ele não está mais montando num jumento humilde, mas em um corcel branco de fogo. Seus olhos não estão mais cheios de lágrimas enquanto olha para Jerusalém, mas de chamas de fogo. Ele também não está usando uma coroa de espinhos, mas coroas de vitória. Em vez de ser despido por seus inimigos, ele usa um manto salpicado de sangue, significando julgamento e vitória sobre os seus oponentes. Quando esteve na Terra, ele foi abandonado por seus seguidores, mas aqui os exércitos do céu o seguem em conquista. Sua boca não fala mais “palavras de graça” (Lc 4.22), mas de vitória e de justiça (Is 11.4). Ele vem para governar com cetro de ferro (Salmo 2). Ele não vem para suportar a ira de Deus na cruz, mas para pisar o lagar da ira de Deus na batalha do Armagedom. Ele é Rei dos reis e Senhor dos senhores!

Isso nos leva ao fato seguinte.

2. A reviravolta do Rei (Ap 19.17-20)

Quando o Rei vier, ele virá para dar uma reviravolta na situação. Hoje, aparentemente, as forças do mau têm se sobressaído. Mas, não é a verdade final. Deus tem tudo sob controle e ao seu tempo dará um jeito na situação, como mostra de forma horrenda, mas real, o trecho que temos diante de nós agora.

Ap 19.17-20 | 17 Vi um anjo que estava em pé no sol e que clamava em alta voz a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Venham, reúnam-se para o grande banquete de Deus, 18 para comerem carne de reis, generais e poderosos, carne de cavalos e seus cavaleiros, carne de todos — livres e escravos, pequenos e grandes. 19 Então vi a besta, os reis da terra e os seus exércitos reunidos para guerrearem contra aquele que está montado no cavalo e contra o seu exército. 20 Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. 21 Os demais foram mortos com a espada que saía da boca daquele que está montado no cavalo. E todas as aves se fartaram com a carne deles.

Essa é “a batalha do Armagedom”. Os dois exércitos, o divino e o demoníaco, encaram um ao outro. O que acontece, então? O Rei Jesus coloca um fim na vitória que ele já havia inicialmente conquistado na cruz. Ele destrói definitivamente os inimigos de seu reino. É o julgamento final.

A Babilônia (a sedução deste mundo) já havia sido condenada (Ap 18.2,10,21). Agora é a vez das duas bestas serem derrotadas — o anticristo (governos e sistemas anticristãos) e o falso profeta (filosofias e religiões anticristãs). No próximo capítulo (Ap 20.7-10) será a vez de Satanás, o chefe dos poderes das trevas. Dessa forma, todos os inimigos de Deus terão sido vencidos. O caminho estará aberto para a vinda definitiva do Reino do Senhor. Será a vez do novo céu e da nova terra.

Sobre aquele grande momento, o Rev. Hernandes Dias Lopes diz assim:

Essa será a peleja do Grande Dia do Deus Todo-poderoso (Ap 16.14). Os exércitos que acompanham a Cristo não lutam. Mas, Jesus Cristo destruirá o anticristo com o sopro da sua boca pela manifestação da sua vinda (2Ts 2.8). Todas as nações da terra o verão e o lamentarão (Ap 1.7). Quando os inimigos do Cordeiro se reunirem, então, sua derrota será total e final (Ap 19.19-21). Esta batalha Jesus a vence não com armas, mas com a sua Palavra, a espada afiada que sai da sua boca (Ap 19.15). (…) O anticristo e o falso profeta serão lançados no lago do fogo, onde a Babilônia também estará queimando (Ap 19.3,20). Ao lado de Satanás, eles jamais sairão desse lago. Serão atormentados pelos séculos dos séculos (Ap 20.10). Enquanto os inimigos de Deus estarão sendo atormentados por toda a eternidade, a igreja desfrutará da intimidade de Cristo nas bodas do Cordeiro para todo o sempre.

3. O reinado do Rei (Ap 20.1-15)

Apocalipse 19 terminou com a visão do Rei vitorioso. Foi a descrição do final da história. Portanto, não devemos jamais imaginar que Apocalipse 20 começa onde Apocalipse 19 terminou. A ordem não é cronológica. Ela é teológica.

A interpretação que adotamos para o livro (paralelismo progressivo), nos dá conta de que Apocalipse 20 inicia a sétima e última seção do livro (Ap 20 a 22). Esta seção terminará com a visão do novo céu e da nova terra, tendo Cristo ao lado dos seus (Ap 21 e 22).

Porém, antes de falar do reino eterno, João esboçará a história da igreja entre a primeira e e segunda vinda (o início do reino de Deus) pela última vez, dando ênfase ao julgamento de Satanás e dos ímpios (Ap 20). O texto está naturalmente dividido em quatro partes:

  • A restrição de Satanás (Ap 20.1-3)
  • O reinado dos santos (Ap 20.4-6)
  • A revolta de Satanás (Ap 20.7-10)
  • A recompensa dos pecadores (Ap 20.11-15)

Vejamos uma dessas de cada vez.

3.1 — A restrição de Satanás (Ap 20.1-3)

Ap 20.1-3 | 1 Vi descer dos céus um anjo que trazia na mão a chave do Abismo e uma grande corrente. 2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo, Satanás, e o acorrentou por mil anos; 3 lançou-o no Abismo, fechou-o e pôs um selo sobre ele, para assim impedi-lo de enganar as nações, até que terminassem os mil anos. Depois disso, é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.

Três observações

  1. O anjo não vem para julgar. O anjo vem para restringir o poder de atuação de Satanás durante o período da história da igreja. O julgamento de Satanás virá no final desta era da história (Ap 20.7-10).
  2. A linguagem aqui utilizada é claramente simbólica. Afinal, como amarrar Satanás em corrente (Ap 20.1)?
  3. Os “mil anos” simbolizam o longo período que vai da primeira à segunda vinda de Cristo (2Pe 3); afinal, este é o tema de Apocalipse 20.

Os acontecimentos e os por quês:

Então, segundo Ap 20, o que acontecerá neste período da história? Por que será assim?

3.1.1 — O poder de Satanás está restringido

Ap 20.2-3 | 2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo, Satanás, e o acorrentou por mil anos; 3 lançou-o no Abismo, fechou-o e pôs um selo sobre ele,

Mc 3.27 | De fato, ninguém pode entrar na casa do homem forte e levar dali os seus bens, sem que antes o amarre. Só então poderá roubar a casa dele.

Cl 2.15 | tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz.

3.1.2 — O poder de Satanás é restringido para a salvação da Igreja

Ap 20.2-3 | 2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo, Satanás, e o acorrentou por mil anos; 3 lançou-o no Abismo, fechou-o e pôs um selo sobre ele, para assim impedi-lo de enganar as nações, até que terminassem os mil anos. Depois disso, é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.

Hb 2.14-15 | 14 Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo, 15 e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte.

Lc 10.17-20 | 17 Os setenta e dois voltaram alegres e disseram: Senhor, até os demônios se submetem a nós, em teu nome. 18 Ele respondeu: Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago. 19 Eu lhes dei autoridade para pisarem sobre cobras e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; nada lhes fará dano. 20 Contudo, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus.

Portanto, o poder de Satanás foi restringido com a vinda, morte e ressurreição de Jesus para que as nações não sejam mais enganadas e a igreja cumpra a sua Grande Comissão.

Mt 28.18-20 | 18 Então, Jesus aproximou-se deles e disse: Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. 19 Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20 ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.

3.2 — O reinado dos santos (Ap 20.4-6)

Durante este período da história (mil anos), além da restrição de Satanás, há o reinado dos santos com Cristo no céu.

Ap 20.4-6 | 4 Vi tronos [no céu – cf. Ap 20.1] em que se assentaram aqueles a quem havia sido dada autoridade para julgar. Vi as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus. Eles não tinham adorado a besta nem a sua imagem, e não tinham recebido a sua marca na testa nem nas mãos. Eles ressuscitaram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5 (O restante dos mortos não voltou a viver até se completarem os mil anos.) Esta é a primeira ressurreição [trasladação da alma após a morte para a presença de Deus no céu]. 6 Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição! A segunda morte [condenação eterna] não tem poder sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante mil anos.

Em Cristo nós ressuscitamos para reinar com Deus.

Ef 2.4-6 | 4 Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, 5 deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos. 6 Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus, (cf. Rm 6.1-4)

Em Cristo nós somos sacerdotes e reis (Ap 20.6 = 1Pe 2.5,9), fomos ressuscitados para reinar com Cristo nas regiões celestiais.

3.3 — A revolta de Satanás (Ap 20.7-10)

Nesse período da história, há, como já vimos, a restrição de Satanás (Ap 20.1-3) e o reinado dos santos (Ap 20.4-6); mas, próximo do final de tudo, pouco antes de Cristo voltar para a consumação e o juízo final, após o período de mil anos, Satanás será solto por pouco tempo, o testemunho da igreja sofrerá, haverá grande perseguição e dura tribulação. Satanás ajuntará pessoas e povos hostis contra o povo de Deus, em sua última investida contra a igreja, então virá o fim.

Ap 20.7-10 | 7 Quando terminarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão 8 e sairá para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue [símbolo de nações ímpias – Ez 38 e 39], a fim de reuni-las para a batalha. Seu número é como a areia do mar. 9 As nações marcharam por toda a superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos, a cidade amada [símbolos da Igreja]; mas um fogo desceu do céu e as devorou. 10 O Diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.

Após a sua revolta final, Satanás e seus aliados (quem tem a marca da Besta, Babilônia, Besta do Mar e Besta da Terra) sofrerão o golpe final.

3.4 — A recompensa dos pecadores (Ap 20.11-15)

Agora que a cúpula dos inimigos de Deus foi derrotada, chegou o momento para o julgamento final dos ímpios.

Ap 20.11-15 | 11 Depois vi um grande [poder] trono branco [pureza] e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles. 12 Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros. 13 O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. 14 Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. 15 Aqueles cujos nomes não foram encontrados no livro da vida foram lançados no lago de fogo.

Todos foram julgados. Ímpios sofrerão eternamente ao lado dos poderes do mal. Os justos, porém, viverão para sempre no novo céu e nova terra (Ap 21 e 22). Jesus sintetiza esta seção final do Apocalipse (Ap 20 a 22) de forma poética em sua parábola do joio. Ele diz assim:

Mt 13.40-43 | 40 Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era. 41 O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal. 42 Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. 43 Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça.

O reino do Apocalipse

Diante de tudo o que vimos e ouvirmos, como então viveremos? Permitam-me sintetizar a mensagem de hoje em três desafios:

  • Ansiemos pelo retorno do Rei; Maranata! (1Co 16.22) — o Rei Jesus está voltando!
  • Descansemos nos planos do Rei — o Rei tem tudo sob controle.
  • Cumpramos a Grande Comissão do Rei — o Rei nos enviou às nações.

Esta é a mensagem simples e real, condensada, dos textos que estudamos hoje à noite.

  • Almeje a vinda de Jesus Cristo;
  • Descanse nos planos de Deus Pai;
  • Cumpra o chamado missionário de Deus para a igreja no poder do Espírito.

Encerrando a mensagem de hoje, penso não haver texto melhor do que este de Paulo:

2Timóteo 4.8 | Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda.

No mesmo tom e mais completo de detalhes está este outro texto de Paulo, escrito à Tito:

Tito 2.11-14 | 11 Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. 12 Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, 13 enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. 14 Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras.

Como então viveremos?

  • Aguardando a vinda de Jesus Cristo em santidade
  • Descansando com alegria na soberania do Senhor e Rei Soberano
  • Alcançando outros para o reino celestial

E você, já recebeu da graça salvadora de Jesus? Somente estes, “os justos”, “brilharão como o sol no Reino de seu Pai” (Mt 13.43). Arrependa-se e creia para a sua salvação.

 

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