O COMBATE

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EM DEFESA DA FÉ: O COMBATE

Judas 3-4

3Amados, embora planejasse escrever-lhes com todo empenho sobre a salvação que compartilhamos, entendo agora que devo escrever a respeito de outro assunto e insistir que defendam a fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo. 4Pois alguns indivíduos perversos se infiltraram em seu meio sem serem notados, dizendo que a graça de Deus permite levar uma vida imoral. A condenação de tais pessoas foi registrada há muito tempo, pois negaram Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor.

O combate dos apóstatas

Historiadores apelidaram o século XX de século sangrento, com aproximadamente 40 guerras ou conflitos, perfazendo média de uma guerra a cada dois anos e meio. Fala-se que ao longo daqueles 100 anos morreram 110 milhões de pessoas por causa das guerras; ou seja: o triplo de mortes registradas em todos os conflitos desde o primeiro século depois de Cristo até 1899. O século XXI também já começou vermelho, especialmente quando levamos em conta o número de mortos em ataques terroristas.

Há, no entanto, outra guerra bem mais sutil sendo travada e que, apesar das milhares e milhares de vítimas sendo colhidas todos os dias e a todo instante, não recebe a devida atenção das pessoas — a guerra dos apóstatas. Tal batalha, informou-nos Paulo,

nós não lutamos contra inimigos de carne e sangue, mas contra governantes e autoridades do mundo invisível, contra grandes poderes neste mundo de trevas e contra espíritos malignos nas esferas celestiais. (Ef 6.12)

As armas utilizadas por esse exército das trevas são “doutrinas [ou ensinamentos] de demônios” (1Tm 4.1), já que o objetivo desses soldados apóstatas é destruir a fé e matar as almas dos que buscam seguir a Cristo. Jesus nos disse assim:

Mt 24.10-13 | 10Muitos se afastarão de mim, e trairão e odiarão uns aos outros. 11Falsos profetas surgirão em grande número e enganarão muitos. 12O pecado aumentará e o amor de muitos esfriará, 13mas quem se mantiver firme até o fim será salvo.

O combate dos apóstatas é cruel. Além de suas doutrinas demoníacas, eles têm em seu favor o espírito desta era: a pós-modernidade. No mundo pós-moderno, a verdade está em promoção, e é “vendida” ao lado de tantas outras opções, igualmente verdadeiras, claro!; as opções, a nós chegam pelas inúmeras tecnologias da informação, redes sociais, aplicativos de comunicação, filmes, séries, novelas etc. Chama-se isto de pluralismo.

Gente, são tantas opções nesta “Black Friday” de cosmovisões (ou feirão de ofertas de maneiras de se ver o mundo) que no final das contas as pessoas ficam com cada vez menos certezas para orientá-las, por exemplo, no que diz respeito à personalidade, sexualidade, relacionamentos, vida familiar, vocação profissional, debate público etc. Acaba que todo mundo fica confuso, sem saber o que fazer e tendo que encarar problemas cada vez mais complexos.

Em tal contexto, algumas pessoas são tentadas a desistir da razão como um guia para a vida. Sim, abolimos a razão e nos tornamos totalmente irracionais! Afinal, pensar nas coisas tornou-se muito difícil. São tantas as opções e todas são tão verdadeiras! Ficamos com a dúvida: que critério usar para escolher a verdade? Bem, em vez de pensar e de se guiar por parâmetros de verdade ou de absolutos, o ser humano tem optado por ser guiado por sentimentos e imagens (apelos). Assim é que a questão mais importante para esta geração, sobre qualquer coisa na vida, deixou de ser: “É a verdade? É correto? É ético? É moral?” e tornou-se: “Eu gosto? Sinto-me bem? Atrai-me? Dá-me prazer?”.

Convenhamos, responder aos sentimentos, aos impulsos do coração, aos apelos dos olhos e da emoções torna, num primeiro momento, bem mais fácil e muito mais real a resolução dos dilemas, pois o que eu “sinto” é mais concreto do que aquilo que a mim vem como “revelação” da verdade.

É trágico, mas observe a cultura ao seu redor, da música à sociedade de consumo. Você verá que tudo está projetado de tal forma que as pessoas não precisam (nem devem) pensar. Os apelos não são à razão nem à verdade, mas ao coração e à sensação.

A abordagem que todos adotam comunica às pessoas que a vida diz respeito ao que elas sentem e não com o que elas pensam. Lamentável tudo isso, pois a vida se tornou um jogo de chances em que você arrisca tudo baseado no sentimento ou na intuição. As novas gerações veem isto com um entusiasmo adicional à vida. A racionalidade é chata. Então, a verdade é deixada de lado. Todos se guiam pelo sentimento. Verdade é aquilo que me faz sentir bem.

General Judas

Neste cenário de guerra e de mortes espirituais, Judas se torna uma voz indispensável, convocando o cristão à combater pela fé. Primeiramente, vimos na última mensagem, ele descreve os combatentes (Jd 1-2):

Jd 1-2 | 1Eu, Judas, escravo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, escrevo esta carta aos que foram chamados por Deus, o Pai, que os ama e os guarda sob o cuidado de Jesus Cristo. 2Que vocês tenham cada vez mais misericórdia, paz e amor.

A seguir, veremos hoje, ele delimita o combate:

Jd 3-4 | 3Amados, embora planejasse escrever-lhes com todo empenho sobre a salvação que compartilhamos, entendo agora que devo escrever a respeito de outro assunto e insistir que defendam a fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo. 4Pois alguns indivíduos perversos se infiltraram em seu meio sem serem notados, dizendo que a graça de Deus permite levar uma vida imoral. A condenação de tais pessoas foi registrada há muito tempo, pois negaram Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor.

Os cristãos como um todo e nós, como igreja, existimos para combater em defesa da fé — louvando a Deus, preservando a doutrina, capacitando os crentes para a batalha e anunciando o evangelho da glória e da graça de Deus em Cristo Jesus.

Sabemos que o fim se aproxima, pois os acontecimentos profetizados pelo Senhor não nos deixam esquecer de que estamos em altíssima velocidade à caminho da segunda vinda do Senhor. Precisamos, portanto, estar atentos e vigilantes, engajados de todas as formas, neste combate pela fé, pela perseverança e pela evangelização global.

No combate cristão contra os atos dos apóstatas, Judas está servindo como nosso general, guiando-nos por esse cenário de guerra. Há três observações que desejamos fazer sobre o nosso combate: a amplitude do combate (v. 3); o alvo do combate (v. 3); e a austeridade do combate (v. 4).

1. A amplitude do combate

Sobre a amplitude do combate, Judas nos escreve assim:

Jd 3 | Amados, embora planejasse escrever-lhes com todo empenho sobre a salvação que compartilhamos, entendo agora que devo escrever a respeito de outro assunto e insistir que defendam a fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo.

O combate do cristão abrange várias frentes. Judas nos revela pelo menos duas delas nesse único versículo. Ele fala de encorajamento e de exortação com muito esforço.

A intenção inicial de Judas era encorajar os cristãos, escrevendo-lhes “com todo empenho sobre a salvação que compartilhamos”, mas ele percebeu que deveria, naquele momento, exortar:

Jd 3 | Amados, embora planejasse escrever-lhes com todo empenho sobre a salvação que compartilhamos, entendo agora que devo escrever a respeito de outro assunto e insistir que defendam a fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo.

1.1 — Encorajamento

Na vida cristã, nós precisamos de encorajamento através de conteúdos bíblicos que nos fortaleçam na fé, renove-nos a esperança e mantenha-nos o amor. Precisamos nos auxiliar para não desfalecermos pelo caminho. Precisamos uns dos outros para falarmos uns aos outros “sobre a salvação que compartilhamos [sobre a salvação que temos em comum]”.

Dietrich Bonhoeffer escreveu um livro bastante importante, intitulado: Vida em Comunhão (ed. Sinodal). Trata-se de uma reflexão calorosa sobre a necessidade da vida em comunhão para o encorajamento mútuo. Permitam-me ler algumas citações:

A presença física de outros cristãos constitui para o cristão uma fonte de alegria e fortalecimento incomparáveis. (p. 10)

Obviamente o que para a pessoa solitária é indizível graça de Deus – [ou seja, a comunhão com outros irmãos] –, [agora,] facilmente pode ser desprezada e pisada pela pessoa que goza desse privilégio todos os dias (p. 11).

A pessoa cristã não vive mais de si mesma, … , Vive inteiramente a partir da sentença que Deus pronuncia sobre ela, sujeita-se a ela na fé [justificação mediante a fé — Rm 5.1], […] O cristão depende da Palavra de Deus que lhe é dirigida […] O cristão vive totalmente da verdade da Palavra de Deus em Jesus Cristo. Perguntando-lhe sobre onde está sua salvação, sua felicidade, sua justiça, ele jamais poderá apontar para si mesmo, mas para a Palavra de Deus em Jesus Cristo, que lhe assegura salvação, felicidade e justiça. O cristão anseia ardentemente por esta Palavra. Porque não passa um dia em que não sinta fome e sede de justiça, anseia sempre pela Palavra libertadora. Só de fora ela pode vir. Ele mesmo é pobre, está morto. A ajuda deve vir de fora, e ela veio e torna a vir diariamente na Palavra a respeito de Jesus Cristo, trazendo salvação, justiça e felicidade (p. 13).

Deus, porém, colocou esta Palavra na boca de pessoas para que fosse difundida entre as pessoas. A pessoa que é atingida por ela, passa-a adiante para outras pessoas. Deus quis que procurássemos e achássemos sua Palavra viva no testemunho de irmãos, na boca de uma pessoa. Por isso o cristão precisa do cristão que lhe diga a Palavra de Deus, e necessita dele constantemente, quando a incerteza e o desânimo o assediam, pois não poderá ajudar a si mesmo sem burlar a verdade. Necessita do irmão como portador e proclamador da palavra salvífica de Deus. Precisa do irmão exclusivamente pela vontade de Jesus. O Cristo no próprio coração é mais fraco do que o Cristo na palavra do irmão; o seu próprio coração é incerto, a palavra do seu irmão é certa. Com isso se evidencia ao mesmo tempo o objetivo de toda comunhão entre cristãos: encontram-se como portadores da mensagem salvífica. É nessa qualidade que Deus permite que se encontrem e lhes presenteia com comunhão (p. 13-14).

A batalha do cristão, portanto, envolve encorajamento mútuo, requer que compartilhemos uns com os outros “sobre a salvação que compartilhamos”. Assim é que precisamos da Palavra de Deus do púlpito, da EBD, dos RDs e dos PGMs.

1.2 — Exortação

Judas, no entanto, revela outra frente dessa batalha. O cristão também precisa de exortação, de instrução na verdade, especialmente nesta era em que se abandonou a razão pela sensação, deixou-se de pensar para sentir, abriu-se mão da reflexão pela emoção. Note bem como Judas nos exorta a exortar, apelando à mente, à razão, ao ensino de proposições ou de doutrinas da verdade:

Jd 3 | Amados, embora planejasse escrever-lhes com todo empenho sobre a salvação que compartilhamos, entendo agora que devo escrever a respeito de outro assunto e insistir que defendam a fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo.

O que estava acontecendo era que líderes espirituais haviam trocado a doutrina dos apóstolos pelos seus próprios sonhos e sentimentos e, para piorar, estavam levando outros após eles. Observe:

Jd 8 e 10 | 8Da mesma forma, essas pessoas, afirmando ter autoridade com base em sonhos, vivem de modo imoral, desprezam a autoridade e zombam dos seres sobrenaturais. […] 10Tais indivíduos, porém, zombam de coisas que não entendem. Como criaturas irracionais, agem segundo seus instintos e, desse modo, provocam a própria destruição.

Temendo pelo estrago, pois seguir os sentimentos é sempre mais apelativo do que seguir a verdade, Judas entender que precisava escrever, não encorajando, mas chamando os cristãos para o combate.

Jd 3 | Amados, embora planejasse escrever-lhes com todo empenho sobre a salvação que compartilhamos, entendo agora que devo escrever a respeito de outro assunto e insistir que defendam a fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo.

Podemos inferir destas palavras de Judas que somos tentados a querer apenas consolo, carinho, mas que, conquanto tudo isso seja necessário, de tempos em tempos nós precisamos de exortação, de estímulo e de instrução para o combate. Judas, portanto, sentiu a necessidade de pegar a pena e o papiro para escrever (foi constrangido pelo Espírito a escrever) “insistindo que batalhassem” — “insistindo”! Como nós precisamos dessa exortação de tempos em tempos; como nós precisamos ser de novo e de novo exortados (“animados” — NTLH) a não parar de combater pela fé, pela verdade propositiva das Escrituras, pela doutrina, pela verdade conforme revelada na Bíblia!

1.3 — Esforço

Seja em que frente for da batalha, encorajando uns aos outros ou exortando uns aos outros, nós precisaremos sempre de nos esforçarmos.

ARAJd 3 | (…) me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos

“Batalhar, diligentemente” vem de uma construção grega interessante: epagonizomai = epi (lutar) e agonizomai (zelo, seriedade, agonia). Em outras palavras, se preciso for, deveremos nos esforçar até o limite; deveremos nos agonizar neste combate pela verdade.

Além do esforço físico, devemos nos esforçar espiritualmente. Note que Judas estava atento à voz do Espírito. Primeiro ele intencionava fazer uma coisa (escrever encorajando), mas depois entendeu que Deus queria diferente (convocar à batalha) — “entendo agora que devo escrever a respeito de outro assunto e insistir que defendam a fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo”.

A batalha do cristão é ampla. Envolve encorajamento, (cuidado, auxílio, palavras de consolo), exortação (instrução e convocação) e esforço (envolvimento e sensibilidade).

2. O alvo do combate

Judas diz que todo nosso esforço em combate tem um alvo:

Jd 3 | Amados, embora planejasse escrever-lhes com todo empenho sobre a salvação que compartilhamos, entendo agora que devo escrever a respeito de outro assunto e insistir que defendam a fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo.

O nosso alvo é defender “a fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo”.

2.1 — A fé

“Fé” aqui é “um conjunto ou um corpo de doutrinas”. Paulo usa a palavra “sã doutrina”, isto é, o ensino do Evangelho na sua pureza e simplicidade, conforme nós o temos na Bíblia (1Tm 1.11). Essa “fé” ou “sã doutrina” ou “evangelho” é o único conteúdo pelo qual nós somos salvos (1Co 15.2) e nutridos (1Tm 4.6). Não há outra “fé” ou verdade. Também não somos guiados por sentimentos. A fé ou a verdade revelada a nós pelo próprio Deus é o que deverá nos guiar na vida e na igreja.

2.2 — O caráter da fé

A fé é algo que nos foi dado, nos foi confiado. O conteúdo da fé não é algo que foi descoberto ou inventado, mas revelado por Deus. A fé nos foi “entregue”, isto é, Deus nos confiou a fé como um senhor confia seus bens a um mordomo (1Ts 2.4; 1Tm 1.11).

A fé nos foi definitivamente “entregue”. Ou seja: “de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo”. Judas está dizendo que o conteúdo está completo e é invariável. Não existem novos acréscimos, revelações, doutrinas ou interpretações. A Bíblia, mensagem dos apóstolos e profetas, é o nosso conteúdo de fé e prática. Tal como nos foi, definitivamente, entregue.

A fé é propriedade de todos os salvos. Afinal, ela foi “confiada ao povo santo”. A fé não é propriedade de apenas alguns ou de uma instituição religiosa. A fé é de todos os salvos em Jesus Cristo. O alvo do cristão é combater por esta fé que foi definitivamente entregue ao povo de Deus.

3. A austeridade do combate

Tendo falado da amplitude e do alvo, Judas passa a falar da austeridade do combate. Ele começa a descrever os combatentes inimigos, os apóstatas. Ele diz assim:

Jd 4 | Pois alguns indivíduos perversos se infiltraram em seu meio sem serem notados, dizendo que a graça de Deus permite levar uma vida imoral. A condenação de tais pessoas foi registrada há muito tempo, pois negaram Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor.

A gravidade do combate reside no caráter daqueles que combatem contra “a  fé que, de uma vez por todas, foi confiada ao povo santo.” Parece-nos que eles eram gnósticos. Tais homens criam em Cristo, mas diziam que não importava a forma como os “crentes” viviam a vida em seus corpos. Bastava-lhes que fossem sinceros com Deus. Na verdade, aquele era um evangelho libertino, perverso e permissivo, que não exigia santificação. Como eles eram?

3.1. Eles eram descrentes se dizendo crentes

A condenação de tais pessoas foi registrada há muito tempo, […]

3.2. Eles viviam na igreja, julgando pertencerem a ela

[…] se infiltraram em seu meio […]

3.3. Eles se apresentavam de forma convincente

[…] se infiltraram em seu meio sem serem notados (dissimuladamente — com sentimentos e emoções escondidos, disfarçadamente) […]

3.4. Eles eram perversos em essência

[…] indivíduos perversos […]

3.5. Eles levavam outros a pecarem, eram pedra de tropeço

[…] negaram Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor.

Nosso combate é austero, duro, penoso por ser travado dentro de nossas próprias trincheiras. Paulo disse assim:

Gl 2.4-5 | 4Essa questão foi levantada apenas por causa de alguns falsos irmãos que se infiltraram em nosso meio para nos espionar e nos tirar a liberdade que temos em Cristo Jesus. Sua intenção era nos escravizar, 5mas não cedemos a eles nem por um momento, a fim de preservar a verdade das boas-novas para vocês.

Pedro também dizia o mesmo, acrescentado que o estrago causado por esses “falsos irmãos” infiltrados, passando-se por mestres, seria devastador dentro e fora da igreja:

2Pe 2.1-2 | 1Contudo, assim como surgiram falsos profetas entre o povo de Israel, também surgirão falsos mestres entre vocês. Eles ensinarão astutamente heresias destrutivas e até negarão o Mestre que os resgatou, trazendo sobre si mesmos destruição repentina. 2Muitos seguirão a imoralidade vergonhosa desses mestres, e por causa deles o caminho da verdade será difamado.

Devemos, pois, ficar atentos a esses que, consciente ou inconscientemente, “infiltram-se” entre nós para arrastar o povo de Deus para o pecado. Sobre como tratá-los, Paulo escreveu assim:

2Ts 3.14-15 | 14Observem quem se recusa a obedecer àquilo que lhes digo nesta carta. Afastem-se dele, para que se sinta envergonhado. 15Não o considerem como inimigo, mas advirtam-no como a um irmão.

Precisamos ter um equilíbrio entre graça e verdade para tratarmos com os apóstatas — que não são cristãos, pois abriram mão da fé. Eles são falsos crentes que não perseveraram. Portanto, (1) não se escandalize de alguns; (2) fique atento e trate a todos biblicamente.

O combate

Cristo nos chama ao combate. O combate é amplo, tem um alvo e é austero. Tenhamos graça no coração e verdade na mente para prosseguirmos combatendo pela fé.

S.D.G. L.B.Peixoto

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