“GLORIA IN EXCELSIS DEO” – O CÂNTICO DOS ANJOS

“GLORIA IN EXCELSIS DEO” - O CÂNTICO DOS ANJOS
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“GLORIA IN EXCELSIS DEO” – O CÂNTICO DOS ANJOS

Lucas 2.14

“Glória a Deus nos mais altos céus, e paz na terra àqueles de que Deus se agrada!”

O coral dos anjos

É pena que não nos impressiona, mas o que nós acabamos de ler é a letra de uma música dos anjos. Isso mesmo, uma composição celestial!

Após anunciar aos pastores “as boas novas de grande alegria”, revelando que Jesus Cristo havia nascido em Belém (Lc 2.8-12), um anjo, acompanhado de uma multidão de anjos, concluiu com louvor a sua proclamação.

Lc 2.13-15 | 13 De repente, juntou-se ao anjo uma grande multidão do exército celestial, louvando a Deus e dizendo: 14 “Glória a Deus nos mais altos céus, e paz na terra àqueles de que Deus se agrada!”. 15 Quando os anjos voltaram para o céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém para ver esse acontecimento que o Senhor nos anunciou”.

Esse é o quarto “Cântico de Natal” registrado no Evangelho de Lucas. Isabel cantou (Lc 1.42), Maria cantou (Lc 1.46-50) e Zacarias cantou (Lc 1.68-79). Agora são os anjos que cantam (Lc 2.14).

O cântico coral é uma das mais belas formas de se adorar ao Senhor. Aliás, desde a eternidade, desde que as hostes celestiais foram criadas, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estão acostumados a ouvir com deleite as canções de adoração entoadas pelo coral da “grande multidão do exército celestial”.

Agora que o Filho havia tornado-se carne e habitado entre os homens, cheio de glória, de graça e de verdade, exatamente como é o Pai (Jo 1.14), os anjos desceram do céu para ensinar aos pecadores o tipo de canção que sempre existiu ao redor do trono do Senhor. É realmente impressionante e maravilhoso o que nós temos no segundo capítulo de Lucas!

A mensagem dos anjos

A mensagem do cântico dos anjos é pequena, mas penetrante. É curta, mas contagiante. O que se ouve do coral celestial é que há dois propósitos fundamentais na vinda do Filho de Deus ao mundo; dois propósitos principais para a existência do Natal, a saber:

Lc 2.14 | Glória a Deus nos mais altos céus, e paz na terra àqueles de que Deus se agrada!”

[1] Glória que sobe do homem a Deus, da terra ao céu.

[2] Paz que desce de Deus ao homem, do céu à terra.

Vejamos um de cada vez.

1. Glória a Deus nas alturas

O nascimento de Jesus Cristo, que é a chegada do menino Deus ao mundo, estava destinado a ser a maior revelação da glória de Deus no céu e na terra, a ponto de as alturas, os seres que vivem ao redor do trono celestial, regozijarem-se ainda mais do que antes: “Glória a Deus nos mais altos céus”.

A seguir, apenas algumas vinhetas da glória de Deus em Cristo:

  • Na pessoa de Cristo os seres humanos veem a expressão exata do glorioso ser de Deus (2Co 4.6; Hb 1.3).
  • Na vida de Cristo as pessoas descobrem a que ponto Deus é capaz de amar (Jo 3.16).
  • Na morte de Cristo todos constatam a justiça irrevogável de Deus – ele é justo e justificador (Rm 3.21-26).
  • Na ressurreição de Cristo todos contemplam o glorioso poder de Deus (Rm 1.1-4).
  • Na promessa de Cristo todos aprendem do encorajamento e do empoderamento de Deus ao filhos entristecidos e fracos (Jo 14 e 16; At 1.8).

Jesus nasceu, viveu, morreu, ressuscitou e voltou ao céu para que Deus fosse glorificado nas alturas, para que glória subisse da terra ao céu. A razão do Natal é a glória de Deus.

2. Paz na terra aos homens

Além de ser a maior revelação da glória de Deus no céu e na terra, o nascimento de Cristo traz paz aos homens – que um dia encherão toda a terra com justiça e paz.

Is 9.1-7 | 1 Esse tempo de escuridão e desespero, no entanto, não durará para sempre. A terra de Zebulom e de Naftali será humilhada, mas no futuro a Galileia dos gentios, localizada junto à estrada entre o Jordão e o mar, se encherá de glória. 2 O povo que anda na escuridão verá grande luz. Para os que vivem na terra de trevas profundas, uma luz brilhará. 3 Tu multiplicarás a nação de Israel, e seu povo se alegrará. Eles se alegrarão diante de ti como os camponeses se alegram na colheita, como os guerreiros ao repartir os despojos. 4 Pois tu quebrarás o jugo de escravidão que os oprimia e levantarás o fardo que lhes pesava sobre os ombros. Quebrarás a vara do opressor, como fizeste ao destruir o exército de Midiã. 5 As botas dos guerreiros e os uniformes manchados de sangue das batalhas serão queimados; servirão de lenha para o fogo. 6 Pois um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. O governo estará sobre seus ombros, e ele será chamado de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz. 7 Seu governo e sua paz jamais terão fim. Reinará com imparcialidade e justiça no trono de Davi, para todo o sempre.

A quem essa paz se estende?

Os anjos são claros em dizer que ela se estende “àqueles de que Deus se agrada” (Lc 2.14).

Apesar de essa paz ser oferecida a todos os homens (Mt 11.28-30), somente a recebem aqueles a quem Deus concede o seu favor (Mt 11.27). Veja:

Mt 11.27-30 | 27 Meu Pai me confiou todas as coisas. Ninguém conhece verdadeiramente o Filho, a não ser o Pai, e ninguém conhece verdadeiramente o Pai, a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho escolhe revelá-lo. 28 Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. 29 Tomem sobre vocês o meu jugo. Deixem que eu lhes ensine, pois sou manso e humilde de coração, e encontrarão descanso para a alma. 30 Meu jugo é fácil de carregar, e o fardo que lhes dou é leve.

Por que recebem a paz somente aqueles “de que Deus se agrada”?

Porque se o Pai, pelo Espírito Santo, não nos levar a Cristo, nós jamais seremos capazes de ir a ele por nós mesmos.

João 6 | 36 Mas vocês não creram em mim, embora me tenham visto. 37 Contudo, aqueles que o Pai me dá virão a mim, e eu jamais os rejeitarei. 38 Pois desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou, e não minha própria vontade. 39 E esta é a vontade de Deus: que eu não perca um sequer de todos que ele me deu, mas que ressuscite todos no último dia. […] 63 Somente o Espírito dá vida. A natureza humana não realiza coisa alguma. E as palavras que eu lhes disse são espírito e vida. 64 Mas alguns de vocês não creem em mim. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quem não acreditava nele e quem iria traí-lo. 65 E acrescentou: “Por isso eu disse que ninguém pode vir a mim a menos que o Pai o dê a mim”.

Deus é gracioso não apenas por nos ter enviado Jesus, mas também por nos ter levado a ele, com graça irresistível. Jesus ilustra bem o que os anjos disseram quando ele estava instruindo os 70 que seriam enviados:

Lc 10.5-6 | 5 Quando entrarem numa casa, digam primeiro: ‘Que a paz de Deus esteja nesta casa’. 6 Se os que vivem ali forem gente de paz, a bênção permanecerá; se não forem, a bênção voltará a vocês.

A oferta de paz se estende a todas as casas, mas só a recebem aqueles a quem o Pai a concede (a paz repousa sobre os filhos da paz).

Jo 10.25-29 | 25 Jesus respondeu: “Eu já lhes disse, e vocês não creram em mim. A prova são as obras que realizo em nome de meu Pai. 26 Mas vocês não creem em mim porque não são minhas ovelhas. 27 Minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. 28 Eu lhes dou a vida eterna, e elas nunca morrerão. Ninguém pode arrancá-las de minha mão, 29 pois meu Pai as deu a mim, e ele é mais poderoso que todos.45 Ninguém pode arrancá-las da mão de meu Pai. 30 O Pai e eu somos um”.

Como saber se você ou se alguém é gente da paz? Todos os que creem são filhos da paz (Tt 1.1). Portanto… [1] Creia, e sobre você repousará a paz. [2] Pregue a todos, e todos quantos crerem receberão a paz.

O que significa a paz?

Olhando para as Escrituras, nós descobrimos que a paz anunciada pelos anjos se resume a três relacionamentos: com Deus, com nós mesmos e com os outros.

Paz com Deus

Rm 5.1 | Portanto, uma vez que pela fé fomos declarados justos, temos paz com Deus por causa daquilo que Jesus Cristo, nosso Senhor, fez por nós.

Paz com nós mesmos

Fl 4.6-7 | 6 Não vivam preocupados com coisa alguma; em vez disso, orem a Deus pedindo aquilo de que precisam e agradecendo-lhe por tudo que ele já fez. 7 Então vocês experimentarão a paz de Deus, que excede todo entendimento e que guardará seu coração e sua mente em Cristo Jesus.

Paz com os outros

Rm 12.18 | No que depender de vocês, vivam em paz com todos.

Ef 4.31-32 | 31 Livrem-se de toda amargura, raiva, ira, das palavras ásperas e da calúnia, e de todo tipo de maldade. 32 Em vez disso, sejam bondosos e tenham compaixão uns dos outros, perdoando-se como Deus os perdoou em Cristo.”

“Gloria in excelsis Deo” – O Cântico dos Anjos

Lc 2.14 | “Glória a Deus nos mais altos céus, e paz na terra àqueles de que Deus se agrada!”

O cântico dos anjos revela porque existe o Natal: a glória de Deus e a nossa paz.

Como receber a paz e ao mesmo tempo glorificar a Deus? Paulo respondeu:

Rm 15.13 | Que Deus, a fonte de esperança, os encha inteiramente de alegria e paz, em vista da fé que vocês depositam nele, de modo que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito.”

Crendo nas promessas de Deus para nós em Cristo é que recebemos paz e glorificamos a Deus nos mais altos céus:

Rm 5.1-2 | 1 Portanto, uma vez que pela fé fomos declarados justos, temos paz com Deus por causa daquilo que Jesus Cristo, nosso Senhor, fez por nós. 2 Foi por meio da fé que Cristo nos concedeu esta graça que agora desfrutamos com segurança e alegria, pois temos a esperança de participar da glória de Deus.

Que Deus te abençoe com paz, e a Deus toda a glória nos mais altos céus.

Feliz Natal!

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