EM BUSCA DE DEUS

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EM BUSCA DE DEUS

Salmo 63

[Salmo de Davi, sobre a ocasião em que estava no deserto de Judá.]1Ó Deus, tu és meu Deus; eu te busco de todo o coração. Minha alma tem sede de ti; todo o meu corpo anseia por ti nesta terra seca, exausta e sem água. 2Eu te vi em teu santuário e contemplei teu poder e tua glória. 3Teu amor é melhor que a própria vida; com meus lábios te louvarei.4Sim, te louvarei enquanto viver; a ti em oração levantarei as mãos. 5Tu me satisfazes mais que um rico banquete; com cânticos de alegria te louvarei. 6Quando me deito, fico acordado pensando em ti, meditando a teu respeito a noite toda. 7Pois tu és meu auxílio; à sombra de tuas asas canto de alegria. 8Minha alma se apega a ti; tua forte mão direita me sustenta. 9Aqueles, porém, que tramam me destruir descerão às profundezas da terra. 10Morrerão pela espada e servirão de comida para os chacais. 11O rei, contudo, se alegrará em Deus; todos que juraram falar a verdade o louvarão, mas os mentirosos serão calados.

Davi no deserto

O ponto mais baixo da Terra (em terra seca), está às margens do Mar Morto. Sua superfície e margens estão 423 metros abaixodo nível do mar. Goiânia, por exemplo, está 720 metros acimado nível do mar. Nossa cidade, portanto, eleva-se 1.143 metros acima do nível do Mar Morto. Outra curiosidade: as águas daquele “lago de sal” contam 33,7% de salinidade, contra os 3 a 4 % da salinidade do Oceano Atlântico.

Além de baixo e salgado, aquele é um lugar quente, muito quente. A temperatura média de verão fica entre 32 e 39°C. E no inverno, varia entre 20 e 23°C. Para você ter uma ideia, a sensação térmica nestes dias insuportáveis de calor que assolam nossa cidade, como foi o dia de ontem por exemplo, é de 35oC. O Mar Morto é aqui no Goiás!

Não muito distante daquele lugar tão rebaixado (quase um buraco no fundo da Terra!), tão seco (o local recebe, anualmente, média de apenas dois centímetros de chuva!) e excessivamente salgado, encontra-se o deserto da Judeia, local de refúgio de Davi, quando seu filho Absalão o perseguia. Assim se lê no cabeçalho do salmo:

Salmo de Davi, sobre a ocasião em que estava no deserto de Judá.

Uma das temperaturas mais altas já registradas na Terra (53,9oC) ocorreu naquela região, aos 21 de junho de 1942. Estudiosos da Bíblia acreditam que foi naquela área que Jesus suportou seus exaustivos quarenta dias de tentação no deserto. Foi para aquele “deserto de Judá” que Davi fugiu a fim de escapar da ira assassina de seu filho Absalão e, anterior a isto, de seu amigo e rei, o rei Saul.

Não é de admirar que Saul, por exemplo, nunca quisesse ter perseguido Davi até àquele lugar tão desolado. Saul não era tão louco a ponto de se meter num lugar mortal e infernal como aquele! Mas foi enquanto Davi fugia do próprio filho que havia se rebelado contra ele, intentando tomar do pai o trono (v. 11), foi daquele buraco seco, salgado e quente o bastante para matar qualquer ser humano em questão de dias, que o homem segundo o coração de Deus escreveu este salmo (ou pelo menos o formulou em sua mente, para ser transcrito mais tarde).

O pano de fundo deste salmo pode ser lido em 2Samuel 15 a 17, mas o grito da alma do rei se encontra, especialmente, aqui no primeiro verso:

1Ó Deus, tu és meu Deus; eu te busco de todo o coração. Minha alma tem sede de ti; todo o meu corpo anseia por ti nesta terra seca, exausta e sem água.

Davi estava no deserto!

O diário de Davi no deserto

O Salmo 63 é um dos mais amados do Saltério. João Crisóstomo (que viveu de 347–407 d.C.) escreveu que “foi decretado e ordenado pelos pais primitivos [da igreja], que nenhum dia deveria passar sem o canto público deste salmo.” O doutor da igreja também observou que “o espírito e a alma de todo o Livro de Salmos podem ser encontrados neste único salmo de Davi”. De fato, a igreja lá dos primeiros séculos após a era apostólica tinha a prática de iniciar o cântico dos Salmos em cada culto dominical com o Salmo 63, que era denominado “hino da manhã”.

O Salmo 63, uma espécie de diário de Davi no deserto, mostra-nos a prioridadedeste homem de Deus, quando vivendo sob pressão. Se você ou eu estivéssemos sob as mesmas condições de tipo pressão e temperatura às quais Davi foi submetido em diversos momentos de sua vida, em especial este aqui do Salmo 63, é pouco provável que tivéssemos escrito músicas. Se o fizéssemos, a julgar pelas composições evangélicas contemporâneas, tais músicas, bem provavelmente, conteriam pedidos apenasdo tipo: “Socorro, Deus! Tire-me daqui!”.

Davi, com efeito, escreveu uma música como essa temática (Sl 3.7-8):

Salva-me, Deus meu! Acerta meus inimigos no queixo e quebra os dentes dos perversos. De ti, SENHOR, vem o livramento; abençoa o teu povo!

Mas é interessante que o Salmo 63 não contenha petições desse tipo. O que Davi desejava era a presença de Deus. Ele não estava saudoso do trono, mas do santuário. Não é do palácio que ele sente falta, mas da casa de Deus. Ouça (Sl 63.2):

Eu te vi em teu santuário e contemplei teu poder e tua glória.

O segredo da vida de Davi reside aqui: ele amava a Deus, e não apenas desejava seus favores temporais ou mesmo espirituais, ainda que se tratasse de questão humanitária. Analisemos, pois, este salmo, o salmo das saudades de Deus, o salmo do homem em busca de Deus, o salmo do homem desejando Deus. Vamos dividi-lo em três partes, assim como o fez Derek Kidner em seu comentário dos Salmos. Estudaremos que o homem em busca de Deus faz de Deus 1- o seu desejo(vs. 1-4), 2- o seu deleite(vs. 5-8) e 3- a sua defesa(vs. 9-11).

1 O HOMEM EM BUSCA DE DEUS FAZ DE DEUS O SEU DESEJO (vs. 1-4)

1Ó Deus, tu és meu Deus; eu te busco de todo o coração. Minha alma tem sede de ti; todo o meu corpo anseia por ti nesta terra seca, exausta e sem água. 2Eu te vi em teu santuário e contemplei teu poder e tua glória. 3Teu amor é melhor que a própria vida; com meus lábios te louvarei.4Sim, te louvarei enquanto viver; a ti em oração levantarei as mãos.

Esses quatro versículos nos apontam o Deus, do desejo e da demanda de Davi.

O Deus de Davi

O homem com sede de Deus neste salmo não era um homem que não estava familiarizado com Deus. Não é a busca de um homem que não se relacionava com Deus. Pelo contrário: “Ó Deus, tu és meu Deus”. Esta é a afirmação mais profunda de que entre Davi e Deus há um pacto (uma aliança), um relacionamento baseado no juramento do próprio Deus. Deus disse a Abrão em Gênesis 17.7 o seguinte (observe a linguagem pactual: seuDeus em Gn 17.7 e meuDeus no Sl 63.1):

Confirmarei a minha aliança com você e seus descendentes, de geração em geração. Esta é a aliança sem fim: serei sempre o seu Deuse o Deus de seusdescendentes.

Deus é o Deus de Davi: “Ó Deus, tu és meu Deus”. Aprendemos, pois, que mesmo o homem segundo o coração de Deus, mesmo aquele que busca a Deus, mesmo quem pode chamar Deus de “meu Deus” passa pelos deserto escaldantes da vida. Até Jesus passou por lá. Lemos assim (Mt 4.1-2):

1Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao desertopara ser tentado pelo diabo. 2Depois de passar quarenta dias e quarenta noites sem comer, teve fome.

A questão, portanto, não é evitar o deserto, mas ter Deus para chamar de seu quando atravessamos os desertos secos, salgados e escaldantes da vida. Quando Davi diz: “Ó Deus, tu és meu Deus”, ele reafirma a rocha sob a areia movediça de suas próprias emoções. E você, o que te sustenta no deserto? Sobre o quê você coloca seus pés?

O desejo de Davi

Além do Deusde Davi, aprendemos também do desejode Davi: Deus.

1Ó Deus, tu és meuDeus; eu tebusco de todo o coração. Minha alma tem sede de ti; todo o meu corpo anseia por tinesta terra seca, exausta e sem água.

Davi sabe que Deus, somente Deus, é o único capaz de nos saciar. E quando ele declara: “Ó Deus, tu és meu Deus” ele não está dizendo que sempre seria aliviado das dores da sede da alma. Quando ele diz: “Ó Deus, tu és meu Deus”, ele está afirmando que  se tem uma coisa que realmente importa na vida é poder chamar Deus de “meu Deus”, pois aprendeu que o coraçãoprecisa de Deus, a almaprecisa de Deus, todo o corpoprecisa de Deus. Deus é o desejo de Davi. Nada aquém nem além de Deus.

A demanda de Davi

Não se pode deixa de observar que o desejo de Davi por Deus, pelo seu Deus, era fruto de uma demanda: ensinar sua alma que Deus é o bastante. Ouça com atenção:

1Ó Deus, tu és meu Deus; eu te buscode todo o coração. Minha alma tem sede de ti; todo o meu corpo anseia por tinesta terra seca, exausta e sem água. 2Eu te vi em teu santuário e contemplei teu poder e tua glória. 3Teu amor é melhor que a própria vida; com meus lábios te louvarei. 4Sim, te louvarei enquanto viver; a tiem oração levantarei as mãos.

A demanda de Davi era manter seu coração em Deus. Ele não poderia se esquecer de que, apesar da dor da sede física e do amor perdido de Absalão seu filho, seus anseios mais profundos (de fato, os anseios mais profundo do ser humano) são por Deus. Por isso é que Davi buscavaDeus (v. 1), ansiavapor Deus (v. 1), meditava(contemplava) em Deus — nos atributosde Deus: poder e glória (v. 2), louvavaa Deus (v. 3) e oravaa Deus (v. 4). Manter-se cônscio de que o amor de Deus, a graça de Deus “é melhor que a própria vida” (v. 3) era o grande desafio de Davi e é também o nosso.

Quem tem Deuscomo seu Deus, quem sabe que seu desejomais profundo não é por alívio, cura ou qualquer outra coisa relacionada à vida (v. 3) entende qual é a sua demanda: buscarDeus, ansiarpor Deus, meditarem Deus, louvare orara Deus. Assim é que nascem as disciplinas espirituais: jejum (fome e sede); leitura, memorização e meditação bíblica (contemplação); adoração; oração e outras mais. Elas nascem, existem e são praticadas porque a pessoa aprendeu que Deus é seu, sua alma precisa de Deus e seu desejo mais profundo é e sempre será por Deus.

Davi desejava a Deus mais do que desejava a própria vida (vs. 1 e 3):

1Ó Deus, tu és meu Deus; eu te buscode todo o coração. Minha alma tem sede de ti; todo o meu corpo anseia por tinesta terra seca, exausta e sem água. […] 3Teu amor é melhor que a própria vida; com meus lábios te louvarei.

Davi queria mais a Deus do que ele queria a vida. E quando alguém deseja a Deus mais do que deseja a vida, então essa pessoa quer a Deus mais do que ela quer todas as alegrias desta vida: família, saúde, comida, amizade, prazer sexual, realização profissional, produtividade, livros, esportes, computadores, música, casa, pôr do sol e belas paisagens. Quando Davi diz que o amor de Deus é melhor que a vida e, portanto, melhor do que todas as belezas e os benefícios que a vida pode proporcionar, ele não está negando que todas essas coisas boas vêm do amor de Deus. Ao contrário, ele está nos alertando. Está dizendo que se nosso coração se acomodar (mesmo que com gratidão!) apenas na beleza e no benefício do dom e não ansiar pela beleza infinitamente maior do Doador (afinal, todas as coisas apontam para a glória de Deus), então nós seremos idólatras e não adoradores de Deus. Davi desejava Deus.

Saber que o nosso desejo é, de fato, um desejo por Deus (e não pela vida e as coisas relacionadas a ela) não é algo que discernimos naturalmente. É dom de Deus. De outra forma, faremos como Paulo descreveu em Romanos 1, ou seja, continuaremos trocando a glória de Deus pelas tolices humana que insistem em adorar as coisas criadas no lugar do Criador. O deserto é a didática de Deus para nos ensinar essas coisas.

Por que Deus permite o sofrimento? Para nos ensinar que a sua graça, o seu amor é melhor do que a vida (Sl 63.3). Se a vida, após a queda do ser humano no pecado, fosse um paraíso, como muitas pessoas pensam que deveria ser e como muitos tentam fazê-la se tronar, então seríamos mais frequentemente viciados em saborear os dons de Deus do que o próprio Deus. Certamente é por isso que Jesus disse que é difícil para um homem rico entrar no reino de Deus. E certamente é por isso que ele conduz seus amados de novo e de novo através das temperaturas escaldantes dos desertos da vida. Para nos desencantar com o mundo e nos dar um gosto, um desejo por Deus e pela eternidade.

O homem em busca de Deus faz de Deus o seu desejo. O deserto é a sala de aula.

2 O HOMEM EM BUSCA DE DEUS FAZ DE DEUS O SEU DELEITE (vs. 5-8)

5Tu me satisfazesmais que um rico banquete; com cânticos de alegria te louvarei. 6Quando me deito, fico acordado pensando em ti, meditando a teu respeito a noite toda. 7Pois tu és meu auxílio; à sombra de tuas asas canto de alegria.8Minha alma se apega a ti; tua forte mão direita me sustenta.

Davi, agora, está satisfeito em Deus. Para ele, Deus é melhor que comida e bebida. Deus é o tema de seus cânticos, o motivo de suas suas noites acordadas, a  ocupação de seus pensamentos, a alegria de seu coração que o faz cantar, o apego de sua alma, seu auxílio, força e sustento. Deus é o deleite de Davi. Que coisa maravilhosa.

Nada disso, porém, lhe veio sem esforço. Lembre-se de que o deserto era a sua escola. Noites insones, rolando no chão duro do deserto, carregadas de ansiedades e medos, levaram Davi a buscarDeus, ansiarpor Deus, meditarem Deus, louvara Deus, orara Deus e cantarlouvores a Deus. É verdade que Davi se mostra satisfeito neste trecho do salmo. Mas lembre-se que saciedade é sempre antecedida por sede e fome. Davi estava satisfeito, saciado porque matara sua sede.

O mesmo Davi que disse:

1Ó Deus, tu és meu Deus; eu te busco de todo o coração. Minha alma tem sede de ti; todo o meu corpo anseia por ti nesta terra seca, exausta e sem água.

Disse em seguida:

5Tu me satisfazesmais que um rico banquete; com cânticos de alegria te louvarei.

Como é importante observar esse movimento na alma de Davi. John Piper escreveu assim:

Deus é adorado e glorificado na vida de seus filhos tanto na sede(v. 1) como na saciedade(v. 5). Deus é adorado, honrado e saboreado tanto quando sentimos sededele como quando nos satisfazemosem seus banquetes. A sede é a forma da adoração quando o coração sente que Deus está distante e a satisfaçãoé a forma da adoração quando o coração sente que ele está próximo. O coração da pessoa que busca a Deus acima de todas as coisas experimentará desejos e anseios e sede, ficará ofegante e sentirá fraqueza quando a visão da glória de Deus na alma estiver distante e obscura. E esse mesmo coração experimentará festejos e satisfação quando a visão se aproximar e se tornar clara.

O homem em busca de Deus faz de Deus o seu deleite, tanto quando o busca para matar sua sede (é assim que na maioria das vezes nós nos encontramos) como quando o festeja, estando seu coração satisfeito em Deus. O homem em busca de Deus faz de Deus o seu deleite.

3 O HOMEM EM BUSCA DE DEUS FAZ DE DEUS A SUA DEFESA (vs. 9-11)

9Aqueles, porém, que tramam me destruir descerão às profundezas da terra. 10Morrerão pela espada e servirão de comida para os chacais. 11O rei, contudo, se alegrará em Deus; todos que juraram falar a verdade o louvarão, mas os mentirosos serão calados.

Intrigante que, depois de palavras tão inspiradoras como foram as do verso 1 ao 8, Davi agora venha com vocabulário tão ácido como essas palavras imprecatórias. Por quê?

Davi não é um alienado, por ser uma pessoa que ama a Deus e vive em busca de Deus. Tem inimigos, sabe disto. Mas Deus os destruirá (v. 9). O Deus gracioso é o Deus justo. Os inimigos dos seus fiéis “descerão às profundezas da terra”. É o xeol, o mundo dos mortos. A expressão: “servirão de comida para os chacais” (v. 10b) mostra que nem serão sepultados. Será uma grande humilhação.

Aqueles que buscam a Deus precisam descansar (sem praguejar, mas amando e orando pelos que os perseguem) sabendo que Deus mesmo é a sua defesa. O Deus que cuida de seus filhos também humilha os cruéis e arrogantes. Quanto aos filhos de Deus, eles deverão se alegrar “em Deus”, certos de que “os mentirosos serão calados” (v. 11). Deus é a defesa de seu povo.

EM BUSCA DE DEUS

Permitam-me concluir com algumas palavras de aplicação.

Primeiro, faça de Deus o seu desejo e o seu deleite. Sua alma tem sede, sede de Deus, e só se saciará em Deus. Quem bebe de qualquer outra água terá sede, mas quem bebe de Jesus nunca mais sentirá sede, pois saberá onde encontrar água: em Jesus Cristo (João 4).

Segundo, sede e saciedade são os dois lados da mesma moedada adoração, do louvor e da alegria em Deus. Quem sente sede de Deus, e o busca para saciar-se nele, estará glorificando o nome do Senhor ao abandonar todas as coisas para ter nele, e somente nele, Deus, satisfação. Eles sabem que a graça de Deus é melhor que a vida. Quem se satisfaz em Deusestará glorificando o nome do Senhor por declarar que não há nada melhor do que tê-lo como água da vida.

Terceiro, enquanto você busca a Deus,descanse em Deus como sua defesa. Deixe com Deus os perversos que o perseguem. Quanto a você, ame-os e ore por eles. O Senhor se encarregará de cada um de seus algozes. Afinal, o salário do pecado é a morte.

Quarto, faça da igreja, da comunhão na igreja, dos cultos coletivos da igreja e dos relacionamentos fortalecedores, um a um e nos pequenos grupos, o tanque de reserva para os dias de sede de sua alma. E quando estiver com sede, busque nele também matar sua sede. Davi, no deserto, lembrava-se de seu tempo na comunhão do povo de Deus (v. 2).

Na busca por Deus nós precisamos de Cristo e da comunhão na igreja.

S.D.G. L.B.Peixoto

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