AS TESTEMUNHAS DO APOCALIPSE

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AS TESTEMUNHAS DO APOCALIPSE

Apocalipse 10 e 11

Ap 10.11 | Então me foi dito: “É necessário que você profetize outra vez a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”.

Ap 11.3 | “Darei autoridade a minhas duas testemunhas, e elas se vestirão de pano de saco e profetizarão durante 1.260 dias”.

Resumo global dos povos não alcançados

2.017 anos depois de Cristo e a situação dos povos não alcançados pelo evangelho ao redor do globo ainda continua preocupante:

  • Somos hoje 7.38 bilhões de habitantes no planeta; do quais, 3.11 bilhões ainda não foram alcançados para Cristo (ou seja: 42.1% da população mundial); ainda há cerca de 6.738 grupos não alcançados pelo evangelho.
  • A Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira tem 900 missionários efetivos, ou seja: a média de um missionário para cada 7,4 grupos ainda não alcançados. No Brasil, há cerca de 310 grupos pouco ou ainda não evangelizadas. Apenas 22% da população brasileira se diz evangélica e cerca de 36% da população acima de 13 anos da grande Goiânia professa a fé evangélica.

Por que esses povos ainda não foram alcançados com o evangelho?

Em 2010 houve um congresso da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo na cidade de Tóquio, Japão. Em sua palestra, o então vice-presidente, Dr. Paul A. Eshleman, argumentou o seguinte:

Por que esses povos ainda não foram alcançados? Primeiro de tudo, esses povos estão em alguns dos lugares mais remotos e difíceis do planeta. Existe oposição pesada por parte de radicais não-cristãos. Segundo, as juntas missionárias não têm mais pessoas para enviar ou recursos para bancar.

Pois bem, a situação global dos povos não alcançados é a seguinte: a ceara é grande, perigosa, os enviados vivem como ovelhas no meio de lobos, e os trabalhadores e recursos são poucos. Ou seja: muitos poucos querem sair para levar o evangelho ou sustentar os que vão até os confins da terra. Precisamos orar.

Apocalipse e Missões Mundiais

Fico extremamente feliz que, por providencia soberana de Deus, o texto de Apocalipse que temos diante de nós (Ap 10 e 11) tenha surgido em plena campanha de Missões Mundiais. Nós batistas, da Convenção Batista Brasileira, através de nossa junta missionária, estamos anualmente empenhados em levantar grande oferta entre as igrejas espalhadas pelo país, para somarmos aos recursos mensais do plano cooperativo e assim possamos prosseguir com a tarefa missionária. Alvo de 2017: R$ 16.600.000,00

Para conhecer mais o trabalho, acesse o site e verifique o que estamos fazendo ao redor do mundo: missoesmundiais.com.br. Você verá o quanto precisamos de gente disposta a ir, contribuir e orar. Minha oração é que Deus levante esses(as) valentes dentre os nossos.

Desafio apocalíptico

O desafio missionário que temos é apocalíptico. Como dissemos, o trabalho ao redor do mundo é gigantesco, os trabalhadores são pouquíssimos e, para piorar, os tesouros ao nosso redor, somados ao temor do nosso coração, nos impedem de sermos arrojados como deveríamos, lançado-nos sem reservas à esta causa.

O problema com tudo isso é que, segundo Apocalipse 10 e 11, toda a história se sustenta no desafio missionário da igreja de Jesus Cristo. Isso mesmo, missões não é algo trivial nos planos de Deus para o seu povo ao redor do globo. Missões é vital para o desdobramento da história mundial.

Vocês se recordam que entre o sexto e o sétimo selo (Ap 6 e 8) houve um parêntese no céu (Ap 7) para descrever como o povo de Deus – a multidão do apocalipse – está em segurança, pois foram selados na testa, enquanto os planos de Deus se cumprem na terra, no decorrer da história, entre a primeira e a segunda vinda de Jesus.

A mesma coisa acontece agora entre a sexta e a sétima trombeta (Ap 8 a 11). Há um interlúdio entre a sexta (Ap 9.13) e a sétima trombeta (Ap 11.15) dos anúncios do juízo e da salvação de Deus. Por quê?

Entre o sexto e o sétimo selo (Ap 6.1-8.1), João revelou o quanto o povo de Deus é privilegiado (Ap 7), pois recebem livramentos no meio das tribulações ao longo da história. A igreja militante entre a primeira e a segunda vinda de Cristo pode seguir segura, proclamando, pois está guardada nas mãos do Pai celestial. Está selada por Deus.

Agora, entre a sexta e a sétima trombeta (Ap 8.6-11.14), João revela o desafio do povo de Deus, pois o fim não virá (a sétima trombeta não soará – Ap 11.15-19) enquanto a igreja não cumprir a sua tarefa missionária, ganhando o povo de Deus para Cristo (Ap 10 e 11).

O juízo de Deus vem progressivamente sendo derramado sobre os ímpios, as trombetas de Deus veem soando, anunciando justiça e salvação, através de catástrofes, tragédias, opressões malignas e guerras ao redor do globo, mas a humanidade continua impenitente. Em vez de mudar, o ser humano vai se tornando o diabo em pessoa (Ap 9.13-21)!

Ap 9.20-21 | 20 Aqueles que não morreram dessas pragas ainda se recusaram a arrepender-se de seus atos perversos. Continuaram a adorar demônios e ídolos feitos de ouro, prata, bronze, pedra e madeira, ídolos que não podem ver, nem ouvir, nem andar. 21 E não se arrependeram de seus assassinatos, sua feitiçaria, sua imoralidade sexual e seus roubos.

Além de proclamar justiça e salvação através das trombetas – ou seja: de tantas catástrofes  históricas e naturais (Lc 13.1-5), Deus anuncia justiça e salvação através de sua igreja, de cada um de seus filhos espalhados pelo globo. Esta é a mensagem central de Ap 10 e 11. É o desafio apocalíptico que recebemos de Deus… “Vão e façam discípulos de todas as nações”.

Ap 10.11 | Então me foi dito: “É necessário que você profetize outra vez a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”.

Ap 11.3 | “Darei autoridade a minhas duas testemunhas, e elas se vestirão de pano de saco e profetizarão durante 1.260 dias”.

Aula de missões em Apocalipse

A ceara é grande e os trabalhadores são poucos. Todo aquele que põe a mão no arado não pode olhar para trás. Somos enviados como ovelhas para o meio de lobos. Seremos insultados, perseguidos e levantarão todo tipo de calúnia contra de nós… e muito, muito mais é dito sobre os que se dispõem a servir, a levar o evangelho a toda criatura.

Diante dessa terrível realidade, quem se habilitará a ir? Quem terá coragem de testemunhar – seja com o vizinho, o colega de classe ou de trabalho, seja com os povos não alcançados ao redor do globo? Quem cumprirá a Grande Comissão de Jesus? Apenas aqueles que tiverem a visão clara do que João quis revelar em Apocalipse 10 e 11.

Lembrem-se de que Apocalipse é um livro pastoral. Visa encorajar as ovelhas de Cristo a perseverar. E João, agora, quer encorajar o rebanho do Senhor a cumprir a Grande Comissão, antes que venha o fim, antes que seja tocada a sétima trombeta. Na aula de missões no Apocalipse há quatro lições que as testemunhas de Jesus precisam receber.

1. As testemunhas precisam de encorajamento (Ap 10.1-3)

Falar a verdade, pregar o evangelho, é difícil e perigoso. Somente quem já tentou anunciar a salvação de Jesus sabe disso. Muitos pagaram com a própria vida. Tanto é difícil pregar que a nossa palavra “testemunha” no Novo Testamento vem do grego “mártir”, ou seja: aquele que perde a vida por compartilhar aquilo em que crê.

Quem prega o Evangelho precisa de encorajamento. Pois bem, ao ler esses versos iniciais de Ap 10, a testemunha de Cristo recebe o encorajamento necessário:

Ap 10.1 | Então vi outro anjo poderoso descendo do céu, envolto numa nuvem, com um arco-íris sobre a cabeça. Seu rosto brilhava como o sol, e seus pés eram como colunas de fogo.

Que “anjo poderoso” é esse? Alguns crêem que é Jesus. Mas, não deve ser. Primeiro que João não se prostrou para adorá-lo, como ele adorou a Jesus (Ap 1.7). Segundo que, em todo o Apocalipse, Jesus é sempre muito bem identificado e diferenciado dos anjos. Logo, esse anjo se parece muito mais com o tipo de “anjo poderoso” de Apocalipse 5.2, que proclamou: “Quem é digno de romper os selos e deste livro e abri-lo?”.

Então, por que as descrições que se faz desse “anjo poderoso” são tão parecidas com as descrições que se fez de Jesus? Simples: para dizer que esse “anjo poderoso” não vem de outro lugar senão da presença do próprio Cristo sentado no trono. E por que o “anjo poderoso” vem da presença de Cristo? Bem, ouça o autor de Hebreus:

Hb 1.14 | Portanto, os anjos são apenas servos, espíritos enviados para cuidar daqueles que herdarão a salvação. 

Quando conseguimos enxergar, pelos olhos da fé, as dimensões celestiais a favor dos que batalham em nome de Cristo, nós somos encorajados. Lembra-se do moço de Eliseu?

2Rs 6.15-17 | 15 Na manhã seguinte, o servo do homem de Deus se levantou bem cedo. Ao sair, viu que havia soldados, cavalos e carros de guerra por toda parte. “Ai, meu senhor, o que faremos agora?”, exclamou o servo. 16 “Não tenha medo!”, disse Eliseu. “Pois do nosso lado há muitos mais que do lado deles!” 17 Então Eliseu orou: “Ó SENHOR, abre os olhos dele, para que veja”. O SENHOR abriu os olhos do servo, e ele viu as colinas ao redor de Eliseu cheias de cavalos e carruagens de fogo.”

Deus nos encoraja ao revelar que todos os exércitos celestiais foram recrutados pelo próprio Cristo para lutar em nosso favor. Não estamos sós, mesmo quando nos sentimos sozinhos. O Senhor destaca e designa os seus anjos a nosso favor, que têm sob seus pés, sob seu controle, terra e mar.

Ap 10.1-3 | 1 Então vi outro anjo poderoso descendo do céu, envolto numa nuvem, com um arco-íris sobre a cabeça. Seu rosto brilhava como o sol, e seus pés eram como colunas de fogo. 2 Tinha na mão um livrinho aberto. O anjo pôs o pé direito no mar e o pé esquerdo na terra. 3 Deu um forte grito, como o rugido de um leão, e os sete trovões responderam.

Por que terra e mar? Por que tanto poder? Porque a mensagem do evangelho diz respeito ao universo inteiro e deve ser ouvida por todos. Eugene H. Peterson bastante foi feliz em seu comentário sobre a falta da teologia dos anjos em nosso meio. Ele disse que

A perda dos anjos na linguagem da fé não se deve tanto à atrofia da capacidade de crer, porém deve-se mais à anemia da capacidade de exercitar esta fé, pois, como Louis Berkhof comentou, “uma geração como a nossa, que assume (sem provas) em suas teorias e literatura de ficção científica a existência de seres conscientes em outros planetas, interessados na Terra, dificilmente acharia estranho acreditar em anjos”.

Encorajemo-nos, pois, com a visão dos anjos cuidadores ou ministradores enviados da parte de Deus a nosso favor. Nós não estamos sós.

2. As testemunhas do Apocalipse precisam de ensinamento (Ap 10.4-7)

Quando se trata de falar de Jesus, além do temor pelo que podemos sofrer, há o receio de não termos respostas para os questionamentos, as indagações, as dúvidas das pessoas. Só que, olhando para esse texto de João, descobrimos que nem tudo deve ser dito. Aquilo que não nos foi revelado não precisa ter resposta.

Ap 10.4-7 | 4 No momento em que os sete trovões falaram, eu estava prestes a escrever, mas ouvi uma voz do céu que disse: “Guarde em segredo as coisas que os sete trovões disseram, e não as escreva”. 5 Então o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu. 6 Jurou em nome daquele que vive para todo o sempre, que criou os céus, a terra, o mar e tudo que neles há. “Não haverá mais demora”, disse ele. 7 “Quando o sétimo anjo tocar sua trombeta, o plano que Deus manteve em segredo se cumprirá, conforme ele anunciou a seus servos, os profetas.”

Além de corajosos, na hora de testemunhar nós precisamos ser comedidos. Não precisamos nem podemos dizer tudo, por pelo menos dois motivos:

  • Primeiro, porque há coisas que não nos são reveladas. Só no final nós saberemos de todas as coisas (vv. 5-7), não porque elas sejam “misteriosas”, mas porque ainda não é hora de elas serem reveladas.
  • Segundo, porque no testemunho não devemos contar tudo o que sabemos, indiscriminadamente e sem pensar (Mt 17.9). As pessoas podem não estar preparadas (Jo 16.12). Na hora de testemunhar é sempre bom lembrar que há “tempo de calar e tempo de falar” (Ec 3.7).

João foi proibido de dizer uma coisa (o que os sete trovões falaram), mas recebeu ordem para dizer outra (o que estava registrado no livro – vv. 8-11). Que lição para nós, testemunhas de Jesus!

Precisamos nos concentrar no Livro Sagrado e tomar cuidado para não fazermos de nossas experiências a mensagem do Evangelho. A mensagem do Evangelho é o que está no Livro. Isso nos leva ao próximo assunto desta aula de missões no Apocalipse.

3. As testemunhas do Apocalipse precisam de edificação (Ap 10.8-11)

Ap 10.8-11 | 8 A voz do céu falou novamente comigo: “Vá e pegue o livro aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra”. 9 Então me aproximei do anjo e lhe pedi o livrinho. “Pegue-o e coma-o!”, disse ele. “Ele será amargo em seu estômago, embora tenha um sabor doce como mel em sua boca.” 10 Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Em minha boca, era doce como mel, mas, quando o engoli, tornou-se amargo em meu estômago. 11 Então me foi dito: “É necessário que você profetize outra vez a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”.

Que livro aberto é este que está na mão do anjo? É a doce Palavra de Deus (Sl 119.103), é o evangelho de Jesus Cristo, através do qual a salvação é apresentada aos homens.

Pegue-o e coma-o. A Palavra de Deus deve ser pegada (recebida) e comida (compreendida). Devemos sempre receber e ruminar a Palavra de Deus. Ela é doce. Ou seja, a Bíblia deve ser assimilada nos tecidos da nossa vida. Em nosso sangue espiritual, como dizia Spurgeon, deve circular “biblina”. É bonito o que Eugene H. Peterson diz sobre isto. Veja:

João não tem que passar adiante informações sobre Deus. [Ele tem que passar vida.] Ele recebe a ordem de assimilar (comer) a Palavra, para que, quando falar, ela se expresse com naturalidade em sua sintaxe, assim como aquilo que comemos é, quando somos saudáveis, assimilado em nossos nervos e músculos sem nem percebermos.

Livrinho? Não é livro? Quanto mais somos expostos à Palavra, quanto mais assimilamos dela em nossos nervos e músculos espirituais, mais nós devemos nos tornar humildes de espírito. A voz celestial diz: “Vá e pegue o livro [biblion]” (Ap 10.8). João, entretanto, diz: “Peguei o livrinho [biblaridion]” (Ap 10.10). Por que João aplica o diminutivo ao substantivo masculino “livro”? Não é por acaso.

Deus quer que aprendamos que sempre “pegamos” o que somos capazes de assimilar. Sempre “pegamos” um “livrinho” no lugar do “livro”. A troca de palavras não é para menosprezar o conteúdo do livro, mas para indicar que devemos sempre ser modestos no testemunho. Lembremo-nos sempre disto. A Bíblia é rica. Ela é inesgotável. Nós, porém, somos pobres e limitados. Quanto mais nós conhecemos dela, mais nós descobrimos nossas incapacidades. Sejamos humildes.

Doce, mas amargo. Note ainda o que João percebeu ao comer o livro.

Ap 10.10 | Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Em minha boca, era doce como mel, mas, quando o engoli, tornou-se amargo em meu estômago.

Ezequiel também tinha tido a mesma experiência (Ez 2.8-3.3). Essa é uma experiência comum a todos os que absorvem a Palavra em suas vidas. O cristão, ao ler e meditar, saboreia a Escritura. Ela é doce. Contudo, à medida que ela vai confrontando os pecados (dele e daqueles para quem o cristão testemunha), a Bíblia vai se tornando amarga.

Todas as testemunhas bíblicas que conhecemos – de Moisés a João – experimentaram o doce amargo da Palavra de Deus. Veja, por exemplo, Jeremias: após receber a Palavra de Deus de forma comovente e maravilhosa (Jr 1.9-10), ele sofreu muito por conta dela.

Jr 20.7-8 | 7 Ó SENHOR, tu me constrangeste, e eu me deixei constranger. És mais forte que eu e prevaleceste. Agora, sou motivo de zombaria todos os dias; todos riem de mim. 8 Pois, sempre que abro a boca, é para gritar: “Violência e destruição!”. Essas mensagens do SENHOR me transformaram em alvo constante de piadas.”

A palavra recebida de Deus é doce. A que é rejeitada pelos outros é amarga. É irresponsabilidade descrever a obra de testemunhar como uma alegria constante. Mas, seja como for, o doce da Palavra deve nos impulsionar de novo e de novo a ir por todo o mundo.

Ap 10.11 | Então me foi dito: “É necessário que você profetize outra vez a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”.

Não há aposentadoria no serviço do testemunho. Edifique-se, saboreie o doce da Palavra, engula o amargo e, com humildade, pregue de novo e de novo. As pessoas precisam.

4. As testemunhas do Apocalipse precisam de esperança (Ap 11.1-19)

Além de encorajamento, de ensino e de edificação, o povo de Deus, na tarefa de testemunhar às nações no poder do Espírito Santo, precisa de esperança.

Apocalipse 11 é todo esperança para o povo de Deus. Após ouvir dizer, vá, pregue de novo a todos os povos, nações, línguas e reis, João vê três cenas que enchem o coração de todo crente de esperança.

4.1. Deus cerca seu povo para o proteger

O povo de Deus sofrerá nas mãos dos ímpios, mas eles não precisam temer, pois foram cercados e contados por Deus. “O templo de Deus e o altar”, a verdadeira igreja (1Co 3.16-17; 2Co 6.16; Ef 2.21), está bem protegida – medida e contada por Deus.

Ap 11.1 | Depois disso, recebi uma vara de medir e me foi dito: “Vá e tire as medidas do templo de Deus e do altar, e conte o número de adoradores.”

O joio, porém, aqueles que embora visivelmente pertençam à igreja, mas não são crentes verdadeiros, eles sofrerão até perecer.

Ap 11.2 | Mas não meça o pátio exterior, porque ele foi entregue às nações. Elas pisotearão a cidade santa durante 42 meses*.

* Os mesmos 1.260 dias do vs. 3, a seguir. Esses números vêm das 70 semanas e de anos de Daniel 9.24 e dos 3 anos e meio de Daniel 7.25 e 12.7. É o tempo entre a primeira e a segunda vindas de Jesus, marcado por tribulação e perseguição da igreja.

Os crentes verdadeiros serão perseguidos, mas não perecerão. Já os falsos crentes serão perseguidos e enganados, depois perecerão ao longo desta era evangélica. Assim como os gentios pisaram Jerusalém quando destruíram seu templo em 70 d.C., a igreja será pisada e os falsos crentes serão conduzidos à destruição final.

Lc 12.4-5 | 4 “Meus amigos, não tenham medo daqueles que matam o corpo; depois disso, nada mais podem lhes fazer. 5 Mas eu lhes direi a quem devem temer. Temam a Deus, que tem o poder de matar e lançar no inferno. Sim, a esse vocês devem temer.”

Deus cerca seu povo para o protege.

4.2. Deus enche seu povo de poder para testemunhar

O poder de duas testemunhas (conforme Jesus enviou, dois a dois em Lc 10.1) que, quebrantadas, dependem só de Deus.

Ap 11.3 | Darei autoridade a minhas duas testemunhas, e elas se vestirão de pano de saco e profetizarão durante 1.260 dias”.

O poder do Espírito (oliveiras de onde veem o azeite) que incendeia o coração e faz brilhar o testemunho da igreja (candelabros) – Zc 4.

Ap 11.4 | Essas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor de toda a terra.

O poder da Palavra de Deus ao condenar ou salvar o pecador para quem os crentes pregam (Jr 5.4; Mt 18.18).

Ap 11.5-6 | 5 Se alguém tentar lhes fazer mal, da boca lhes sairá fogo e consumirá seus inimigos. Assim deve morrer quem tentar lhes fazer mal. 6 Elas têm poder para fechar o céu, a fim de que não chova durante o tempo que profetizarem, […]

O poder da oração do justo (1Rs 17.1; Êx 7.20).

Ap 11.6 | […] e têm poder para transformar as águas em sangue e para ferir a terra com pragas de toda espécie, quantas vezes desejarem.

Deus enche seu povo de poder para testemunhar.

4.3. Deus não deixará que sua Igreja seja exterminada

O mundo batalhará contra a Igreja.

À medida que o fim se aproxima, quando a tarefa da igreja tiver praticamente acabada, o mundo anticristão (a besta que vem do Abismo – Ap 11.7) fará de tudo para destruir os crentes e a igreja enquanto instituição missionária.

Sobrarão poucos cristãos sobre a terra (Lc 18.8). O mundo humilhará a igreja e escarnecerá da memória de seus heróis da fé. Eles celebrarão a sua aparente ruína, mas será por pouco tempo. O Senhor logo virará a mesa da história mais uma vez a seu favor. Virá o fim.

Ap 11.7-14 | 7 Quando tiverem concluído seu testemunho, a besta que vem do abismo [mundo anticristão] lutará contra elas, e ela as vencerá e as matará. 8 Os corpos ficarão estendidos na rua principal da grande cidade, chamada figuradamente “Sodoma” [imoralidade] e “Egito” [opressão], onde seu Senhor foi crucificado [a imoral e anticristã Jerusalém terrena – símbolo de mundanismo]. 9 Durante três dias e meio [pouco tempo], todos os povos, tribos, línguas e nações olharão para esses corpos, e ninguém terá permissão de sepultá-los. 10 Os habitantes da terra festejarão e trocarão presentes entre si para comemorar a morte dos dois profetas que os haviam atormentado. 11 Depois de três dias e meio, porém, Deus soprou vida nos dois profetas, e eles se levantaram, enchendo de terror os que os viram. 12 Então uma forte voz do céu disse aos dois: “Subam aqui!”. E eles subiram ao céu numa nuvem, sob o olhar de seus inimigos [não é arrebatamento secreto!]. 13 Nesse momento, houve um grande terremoto que destruiu um décimo da cidade. Sete mil pessoas morreram [número completo dos que são destinados à destruição], e as que restaram ficaram aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu [não é conversão, é terror]. 14 O segundo terror passou, mas logo vem o terceiro.

O povo de Deus sempre terá como encher seu coração de esperança: (1) Deus cerca seu povo para proteger; (2) Deus enche seu povo de poder para testemunhar; e (3) Deus não deixa sua igreja perecer. As portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Assim é que a igreja poderá sempre cantar: ao som da sétima trombeta, os céus cantam. Que seja sempre assim na terra como é no céu!

Ap 11.15-19 | 15 O sétimo anjo tocou sua trombeta, e fortes vozes gritaram no céu: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e de seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”. 16 Os 24 anciãos que estavam sentados em seus tronos diante de Deus se prostraram com o rosto em terra e o adoraram, 17 dizendo: “Nós te agradecemos, Senhor Deus, o Todo-poderoso, que és e que eras, pois agora assumiste teu grande poder e começaste a reinar. 18 As nações se enfureceram, mas agora chegou o tempo de tua ira. É tempo de julgar os mortos e de recompensar teus servos, os profetas, assim como teu povo santo e todos que temem o teu nome, desde os pequenos até os grandes. É tempo de destruir todos que causaram destruição na terra”. 19 Então se abriu no céu o templo de Deus, e dentro do templo foi vista a arca de sua aliança. Houve relâmpagos, estrondos e trovões, um terremoto e uma grande tempestade de granizo.

Deus cumpriu sua aliança. Seu povo chegou ao céu. Cantem todos vós, povo do Senhor! Aleluia. Amém.

As testemunhas do Apocalipse

O mundo precisa de testemunhas.

Nossas casas precisam de testemunhas: a família, a vizinhança, os amigos, o trabalho… todos precisam de testemunhas.

Deus salva ou condena pelo testemunho que damos.

Receba de Deus hoje a noite e seja uma testemunha…

Receba… encorajamento.

Receba… ensinamento.

Receba… edificação.

Receba… esperança.

Seja uma testemunha de Cristo. Receba a Cristo.

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