O PERIGO DO LEGALISMO DO DÍZIMO


A pessoa que se propõe entregar o dízimo, e o faz por amor, reconhece a soberania de Deus em tudo quanto ele possui; em outras palavras, o dizimista fiel é motivado pela gratidão e amor, torna-se um verdadeiro dependente de Deus. Foge do egoísmo, da presunção, não vive para si, mas para Cristo, no poder do Espírito Santo que nele habita.

O legalista corre o perigo de racionalizar que o dízimo entregue, segundo o seu conceito, lhe ajudará, como membro da igreja, a tornar-se até mesmo intocável, levando-o a pensar, mesmo diante de Deus e da igreja, sua possível auto retidão. E por contribuir com uma soma maior do que muitos, julga-se no direito sobre todos, e até mesmo ser um especial protegido por Deus.

É bom, que cada um de nós, tenhamos sempre na lembrança o que Jesus contou acerca do fariseu em Lucas 18.11,12. Está comprovado biblicamente que o dizimista fiel é abençoado por Deus, e que há prosperidade material e espiritual; mas, que o crente nem pense em negociar com Deus através dos dízimos. O crente sabe, e sabe muito bem, que a prática do dízimo jamais substituirá uma vida de plena submissão ao Senhor, mas sim, completa a mordomia de uma vida integral na causa de Deus.

A administração dos dízimos é confiada unicamente à igreja. A ela cabe a responsabilidade de investi-los na expansão do Reino de Deus. Infelizmente, há nas igrejas alguns que, não concordando com a liderança e tendo como alvo o próprio pastor, arrogam para si o direito de aplicar os seus dízimos onde e como desejam, sem analisar os prejuízos e amarguras que, assim fazendo, causam à sua igreja. Quem assim procede, infelizmente, está desatualizado com sua Bíblia e com a eclesiologia batista, e quando arguidos porque tomaram esta decisão, logo se defendem, o que já se tornou generalizado em nosso meio, e dizem: os dízimos em minha igreja são muito mal administrados”.

Creio que falamos o óbvio, pois todos conhecem esta filosofia, no entanto, quero deixar aqui a nossa sugestão, se boa, acate; se não, ore a Deus e ele com sua infinita misericórdia o esclarecerá. Mesmo com todas as justificativas contra a má aplicação dos dízimos, entregue-os a igreja, a casa do tesouro, e fique em paz com Deus e com sua consciência. Deixe a responsabilidade com os administradores dos bens de Deus e, eles responderão por si mesmo diante de Deus. (Rm 14.12). “ De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. AMÉM!

Pr. Arildo Mota dos Reis Pessoa
Pastor Emérito

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