Lutando contra a cobiça


Surpreendentemente, de todos os pecados, a cobiça está classificada suficientemente no alto- ou baixo o suficiente – para ser explicitamente no alto – ou baixo suficiente – para ser explicitamente proibida nos Dez Mandamentos: “Não cobiçarás” (Êxodo 20.17). Existe uma boa pista para o seu significado em 1 Timóteo 6. 5-6. Fala de “homens cuja mente é pervertida e privada da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro. De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento”.

A palavra “cobiça” não é usada aqui, mas a realidade é que esse texto tem tudo a ver. Quando o versículo 5 diz que alguns estão tratando a piedade como uma fonte de lucro, Paulo responde no versículo 6 que grande fonte de lucro é a piedade como contentamento”. Isso nos dá a chave para a definição de cobiça.

Cobiça é desejar tanto algo, que você perde o seu contentamento em Deus. O oposto da cobiça é o contentamento em Deus.

Quando o contentamento em Deus diminui, a cobiça por lucro aumenta. É por isso que Paulo diz, em Colossenses 3.5, que a cobiça é idolatria. ‘’Matem os desejos deste mundo que agem em vocês, isto é, a imoralidade sexual, a indecência, as paixões más, os maus desejos e a cobiça, porque a cobiça é um tipo de idolatria (NTLH). É idolatria, pois o contentamento que o coração deveria estar obtendo de Deus, ele começa a obter de outra coisa.

Então, a cobiça é desejar tanto algo, que você perde o contentamento em Deus, ou é perder o seu contentamento em Deus, de forma que você comece a procura-lo em outro lugar.

Você considerou, alguma vez, que Os Dez Mandamentos começam e terminam praticamente com o mesmo mandamento – “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3) e “Não cobiçaras” (Êxodo 20.17)? Esses mandamentos são quase equivalentes. Cobiça é desejar qualquer outra coisa se não Deus, de uma forma que revele uma perda de contentamento e satisfação nele. A cobiça é um coração dividido entre dois deuses. Assim, Paulo chama isso de idolatria.

Em 1 Timóteo 6.6-12, Paulo está tentando persuadir e capacitar as pessoas para que não sejam cobiçosos. Mas, vamos garantir que vejamos como Paulo entenda essa luta contra a cobiça. Ele dá razões para não serem cobiçosos nos versículos 6-10. Então, no versículo 11, ele diz a Timóteo para fugir do amor ao dinheiro e do desejo de ser rico. “o homem de Deus, foge destas coisas”. Então, dessa lista, ele pega a “fé” para uma atenção especial do versículo 12: “Combate o bom combate da fé”. Em essência, então, ele diz: “Foge da cobiça… combate o bom combate da fé”.

Em outras palavras, a luta contra a cobiça não é nada mais do que a luta da fé na graça futura.

Texto extraído e adaptado do livro:
Lutando Contra a Incredulidade, págs. 94-96,
escrito por Jonh Piper.

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