A PROMESSA DE CRISTO


O caráter e a obra de Jesus são trazidos à luz pelas promessas que ele faz aos pecadores, e tais promessas também se constituem em alicerce de nossa segurança. Observem a primeira promessa de Jesus nesse sentido: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora (João 6.37). Os cristãos são as pessoas a quem Deus o Pai “deu” ao Filho. Mas já mais deveríamos pensar: “Quem sabe eu não esteja nesse grupo de pessoas, por isso Jesus haverá de me rejeitar quando eu vier a ele”. Não. O Salvador nos diz que jamais lançará fora qualquer um que vem a ele. Jamais precisamos temer que nossos pecados ou falta de amor fará com que ele arrede pé de nós.

Ao contrário, há uma segunda promessa para pecadores como você e eu: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1.9). À parte de Cristo, nosso pecado nos separa de Deus. Mas Cristo é fiel para nos perdoar e purificar, se simplesmente pedirmos.

E se pedirmos, ganhamos uma terceira promessa: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 8.38-39). Todas as promessas de Deus de graça, misericórdia e de perdão podem ser nossas se simplesmente viermos a Cristo. Elas pertencem a ele, para dar gratuitamente (2 Coríntios 1.20).

Repare onde essas pessoas enganadas colocaram a confiança delas. Elas olhavam apenas para seu próprio currículo de realizações religiosas, e dá para entender o porquê. Elas haviam expulsado demônios e profetizado e realizado obras poderosas. Portanto, a segurança delas estava arraigada nas obras praticadas. Mas, em última análise, ninguém haverá que consiga compilar um currículo tão impressionante a ponto de agradar a Deus e ser motivo de confiança.  Em vez disso, nossa única esperança é que Jesus prometeu salvação a todo que se arrepender de seus pecados e colocar a confiança nele. Naquele dia final, o povo de Deus terá um testemunho bastante semelhante ao do ex-traficante de escravos, John Newton: “Minha memória está quase apagada, mas de duas coisas me lembro: De que eu sou um grande pecador e que Cristo é um grande Salvador”.

Podemos edificar nossa segurança de salvação em nenhum outro alicerce exceto a grandeza e a bondade de Cristo. O grande teólogo escocês John Murray diz isso nas seguintes palavras:

A fé e o amor do crente e possuem seu fluxo e refluxo. Estão sujeitos a todo tipo de flutuação, mas a segurança do crente repousa na fidelidade de Deus… É na determinabilidade e na estabilidade dos dons de Deus que nossos corações descansam, se não estiverem sendo impelidos de um lado para o outro pelos humores inconstantes ou pela temperatura de nossa experiência.

Texto extraído e adaptado do livro:
Eu Sou Mesmo Um Cristão? (págs. 161-163), escrito por
Mike McKinley. Editora Fiel.

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